domingo, 25 de setembro de 2016

Algumas considerações a respeito dos candidatos a vereador

O vereador tem como função fiscalizar as contas do prefeito, analisar, debater e votar os projetos que chegam ao Legislativo



Chegamos à última semana da campanha eleitoral deste ano em que elegeremos vereadores, vice-prefeito e prefeito dos mais de 5,5 municípios brasileiros, no meio destes os 246 municípios goianos e, claro, Trindade faz parte do bolo. A temporada de caça ao voto terminará na sexta-feira (30), vale lembrar. No próximo domingo (2), será o dia da votação, a hora da “onça beber água”. Quem ganhar, ganhou, que não ganhar, terá que esperar mais 4 anos para tentar a sorte ou o mandato outra vez.

A disputa pelo cargo de prefeito desperta mais atenção das pessoas, mobiliza mais gente em torno dessa disputa em particular. E assim o eleitorado vai deixando meio que de lado outra importante peleja que a eleição para a Câmara Municipal. No caso de Trindade, estão em jogo 17 vagas de vereador e nesta corrida há 282 candidatos, ou seja, 16,5 candidatos por cada uma das cadeiras existentes no Legislativo municipal.

A impressão que se tem de vários concorrentes ao cargo de vereador não é lá muito boa não. Observando um pouquinho melhor o que vários candidatos à edilidade dizem por aí, ficamos assustados, especialmente pela sensação incômoda de que ali no meio dos camaradas que querem entrar para o poder Legislativo, predomina o desconhecimento básico das funções que o vereador terá de desempenhar no exercício do mandato, a partir do primeiro dia de janeiro de 2017 até o dia 31 de dezembro de 2020.

Há candidato falando como se estivesse pedindo voto para ser eleito para um cargo meio parecido com “despachante” nos serviços municipais. Ou seja, uma espécie de agente que estará “às ordens” para fazer andar uma demanda qualquer nas repartições e órgaõs municipais. Tem também os camaradas que se apresentam como uma espécie de “assistente social” que darão expediente na Câmara Municipal. Isso tem a sua importante, claro, mas a função do nobre edil é outra.

Simplificando bem a conversa, ao vereador compete analisar, fiscalizar, debater e votar as contas do prefeito, além de fazer coisa bem parecida em relação aos projetos de lei encaminhados à Câmara Municipal pelo chefe do poder Executivo. Detalhe, vereador nem pode apresentar projeto que resulte em gastos, pois esta iniciativa cabe apenas ao prefeito. É isso aí que cabe mesmo a cada um dos nobres edis realizar enquanto comparecem às 5 reuniões mensais que acontecem nas noites das terças-feiras, isso no caso de Trindade, bem entendido. E para fazer isso aí os contribuintes pagam salários de mais de R$ 10 mil, mais assessores e despesas de expediente nos gabinetes de cada uma das 17 excelências que integram o Legislativo da “Capital da Fé”.

Para ganhar os votos necessários para conquistar uma das vagas referenciadas acima, tem candidato a vereador propagandeando a intenção de lutar por isso e aquilo, com destaque para o “social”. Pode até ser, mas, antes, é preciso cumprir a obrigação principal que está dita no parágrafo anterior. Feito aquilo ali, vá lá, que trabalhem para expandir os horizontes da atuação parlamentar. Tudo bem, os trindadenses pagam muito bem aos vereadores e eles podem ou devem devolver mais trabalho à comunidade mesmo.

O problema é que os vereadores costumam atuar como “parceiros” dos prefeitos, enquanto o povo, dizendo de outro modo, os interesses eminentemente públicos, acabam ficando em segundo plano. A bancada de sustentação ao chefe do Executivo no mais das vezes nem fica vermelha ao apoiar e aprovar, com votos no plenário, todas as medidas que “Sua Excelência” o prefeito envia ao Legislativo. É a tal da bancada do “sim, senhor”. Por outro lado, a oposição faz discursos inflamados na tribuna, mas na prática pouco consegue além disso mesmo, fazer barulho.

Vejamos o que nos reservará os novos integrantes da legislatura que sairá das urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral, na noite do dia 2 de outubro próximo vindouro. Tomara que tenhamos lá no plenário Hilton Monteiro da Rocha, na sede da Câmara Municipal, no Jardim Primavera, homens e mulheres verdadeiramente comprometidos com o exercício do mandato na defesa dos interesses da população, fiscalizando seriamente a gestão dos recursos públicos que são escassos e precisam estar a serviço da promoção do desenvolvimento da cidade como um todo.

Ajuda na campanha
Como a atual campanha eleitoral tem sido marcada pela escassez de recursos financeiros disponíveis, já vimos candidatos a vereador reclamando da falta de apoio dos candidatos a prefeito. Em tempo de “vacas gordas” os candidatos a prefeito bancavam mais as candidaturas de vereador. E isso aí já deforma o resultado. Será que um vereador eleito com a ajuda do candidato a prefeito terá isenção, independência, para fiscalizar as contas do chefe do Executivo depois, no período em que ambos estiverem no poder? É de duvidar, não é verdade?


sábado, 24 de setembro de 2016

Sobre as promessas mirabolantes dos candidatos

Prefeito e vereadores vão cuidar de coisas simples como manter a cidade limpa e as contas da Prefeitura Municipal em ordem



Observando um pouco a prosa de candidatos a prefeito, a gente fica pensando que daqui a pouco teremos camarada por aí prometendo fazer chover, caso seja eleito. Ao menos em minha opinião, se o prefeito cuidar muito bem das avenidas, ruas e praças, já está de bom tamanho. Se a gente contar com ruas sem buracos na pista, limpeza urbana eficiente, iluminação permanente e de boa qualidade, olha, nossa cidade já estará no lucro. Claro que tem um monte de outras coisas que precisam sim da atenção e trabalho do chefe do poder Executivo Municipal, lógico e evidente.

Agora, é o seguinte, o gestor que põe a máquina pública para funcionar, como simplifiquei no parágrafo acima, mantendo a cidade limpa, certamente dará conta de proporcionar serviços de melhor qualidade também nas áreas da Educação, Saúde e Assistência Social, por exemplo. O camarada bom de serviço, que se preocupa com a limpeza dos logradouros públicos da cidade é alguém comprometido com sua gente, tem cuidado com o cidadão, com o patrimônio comum a todos, trabalha bem e implementa políticas públicas capazes de tornar a estrutura de poder mais atuante e em consonância com os anseios, digamos, mais básicos e necessários da comunidade.

Se o candidato fica aí prometendo mundos e fundos, ações que dependem mais de convênios e/ou de parcerias com governos estadual e federal, já dá preguiça na gente só de ouvir. Como o sujeito vai fazer coisas mais complexas se não consegue nos passar segurança de que sequer manterá ruas e avenidas limpas? Ah, fala sério! O sujeito se candidata, desanda a se autoproclamar “o cara”, dizendo que vai fazer e acontecer, mas, no poder, acaba realizando um trabalho, como diz aquele personagem lá, o Poderoso Castiga, “mais ou menos, mais ou menos”.

Olha bem, o que estou dizendo é que o candidato, principalmente a prefeito, tem a obrigação de falar claramente a prioridade de seu governo. Isso de propostas, plano de governo, é algo retórico demais da conta. Plano de Governo, em tempo, os caras fazem aí chegam até a registrar em cartório, entregam à Justiça Eleitoral, assumem o poder e, se brincar, nem se lembram mais de consultar o que prometeram, comprometeram, em realizar por escrito. Felizmente ou infelizmente, estamos diante de um item dos usos e costumes da nossa política.

Prefeito e vereador vão cuidar de coisas mais simples mesmo, porém que afetam o dia a dia de todos nós. Por isso é que estou me referindo aqui a manter avenidas, ruas e praças limpas, sem buracos, iluminadas à noite, dito de outra forma, espaço público bem cuidado. E importante, as contas da Prefeitura Municipal em ordem, bem fiscalizadas e transparentemente geridas. É disso que se trata. É isso mesmo, simples assim. Esse palavrório de atrair novas empresas, gerar empregos, é se der, depois de limpar a cidade. Entendeu? É um raciocínio “simplesmente simples” (A benção, Machado de Assis!). E mais não digo nem me foi perguntado.


A hora de eleger vereadores, vice-prefeito e prefeito está chegando

Pensando numa listinha dos problemas que o futuro prefeito de Trindade terá pela frente



Nestes tempos de eleições municipais, em que ficamos às voltas com os assuntos diretamente ligados a nossas vidinhas de gente simples do povo, tenho pensado muito sobre o asfalto ruim toda vida das ruas e avenidas da cidade; na falta de cuidado com as praças, algumas delas tão feinhas; no desmazelo geral com os córregos daqui; na constante reclamação dos usuários quanto ao atendimento nos Postos de Saúde; na permanente grita por mais vagas para crianças nos Centros Municipais de Ensino Infantil; na bronca diária das pessoas pela péssima qualidade do transporte coletivo; na contrariedade do pessoal da zona rural que nunca têm estradas boas; no descabreio do cidadão vítima de assalto, roubo ou coisa pior ainda; na frustração dos caras que gostariam de ter mais acesso a esporte, lazer e cultura mas encontra muito poucas opções na “Capital da Fé” e certamente existem mais itens relevantes para compor essa lista da problemática realidade local, desafios de monta, diga-se, que o prefeito a ser eleito no domingo (2), por nós, os 78.166 eleitores de Trindade, terá a obrigação de oferecer respostas, soluções. Tomara que tenhamos bom senso, lucidez, discernimento, para escolhermos talvez nem o melhor candidato (afinal, isso existe?), mas o menos ruim, pois eleger um político fraco ou incompetente é até fácil, todavia difícil mesmo será ter que aguentar 4 anos de uma administração municipal ruim demais da conta. Divino Pai Eterno, olhai por nós!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Pesquisas de intenção de voto mostram um eleitorado já decidido em quem votar. Sei não, viu?

As pessoas estão arredias à política, os eventos políticos atraem baixíssima audiência, mas pesquisas mostram baixo número de indecisos




Sabe o que mais tenho estranhado nas pesquisas de intenção de voto do eleitorado trindadense? O baixo número que os levantamentos publicados vem mostrando como eleitores indecisos. Uma pesquisa Serpes/O Popular divulgada dia desses cravou 15% de indecisos na “Capital da Fé”. Estranhei mesmo. Faz tempo, imagino, que não víamos uma campanha eleitoral tão chocha como a atual. Ademais, o povo anda arredio ao extremo quando o assunto é política e nas reuniões que os candidatos têm realizado você pode contar nos dedos aqueles cidadãos que não se enquadram ou como cabos eleitorais ou candidatos. Por isso mesmo é que fico sem acreditar que 80% dos 78.166 eleitores aptos a votar no próximo dia 2 de outubro já tenham batido o martelo e decidido hoje que votarão neste ou naquele candidato. O quadro geral, perceptível até a olho nu, é que o eleitor não está nem aí para a disputa de votos em cartaz. E olha que a campanha vai terminar no dia 30, daqui a 7 dias. Penso que a situação tende mais para a existência de um contingente bem maior de eleitores indecisos. Claro, essa é minha impressão. Só isso.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A virada nas pesquisas de intenção de voto em Trindade. Será?

Publicação de pesquisa apontando ligeira vantagem do candidato Dr. Antônio (PR) sobre o prefeito Jânio Darrot (PSDB) movimentou hoje a campanha eleitoral na “Capital da Fé”



O Diário da Manhã em sua edição desta quinta-feira (22) estampou o resultado da pesquisa de intenção de voto do eleitorado trindadense para a eleição de prefeito de Trindade deste ano, em metade da página 9, inclusive com direito à chamada no alto da capa. O levantamento foi realizado por um instituto pouco conhecido dos trindadenses, o Dados Folha, com sede em Caldas Novas, A matéria mostra foto de caminhada do candidato republicano Dr. Antônio e um texto de 6 colunas, assinado por Humberto Pedreira, cujo título ficou assim: “Dr. Antônio vira em Trindade”. Se isso é certo ou não, 2 de outubro está ali para nos dizer.

Fomos informados pela matéria de Pedreira que os pesquisadores do Dados Folha ouviram 800 eleitores no Centro de Trindade e em bairros periféricos, nos dias 18 a 21 deste mês. A margem de erro foi 4,88 pontos porcentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 03129/2016.

Na modalidade espontânea, o candidato Dr. Antônio (PR) aparece na primeira colocação com 28,75% das intenções de voto. Jânio Darrot (PSDB) ficou em segundo lugar com 26,50%. Ricardo Fortunato (PMDB) vem na terceira posição com 7,75%. Alexandre Compleite (DEM) foi o último colocado com 2,25%. Brancos/Nulos ficaram em 10,25%. Indecisos somaram 24,50%.





Na forma estimulada com cartela de nomes, Dr. Antônio (PR) continua liderando com 34,25%. Jânio Darrot (PSDB) permanece na segunda posição com 30,75%. Ricardo Fortunato (PMDB) manteve o terceiro lugar com 12,25%. Alexandre Compleite (DEM), por sua vez, segue na última posição com 4%. Brancos/Nulos somaram 8,5%. Os indecisos chegaram a 10,25%.

Quanto à rejeição, o candidato Dr. Antônio (PR) também aparece muito bem na fita da pesquisa Dados Folha, apenas 5,5% dos 800 entrevistados disseram que não votariam no concorrente republicano. Ricardo Fortunato (PMDB) é o mais rejeitado por 42,5% dos pesquisados. Jânio Darrot (PSDB) tem 34% e Alexandre Compleite (DEM), 9,25%.

Comentário
Na vida e na política, todo resultado bom deve ser mesmo comemorado, ora bolas. Mas isso é lá com os envolvidos diretamente na disputa eleitoral, vale dizer. Quem está do lado de cá observando a peleja, precisamente o nosso caso, é recomendável prestar mais atenção em outros pontos retratados pela pesquisa acima referenciada. Vejamos.

O candidato Dr. Antônio liderou esta pesquisa, mas ainda está dentro da margem de erro do levantamento, que é de 4,88 pontos porcentuais para mais ou para menos. Tomando os números da modalidade espontânea, temos que o candidato republicano pode oscilar entre 23,87% a 33,63%. Jânio Darrot pode variar de 21,62% a 31,38%. Já Ricardo Fortunato pode movimentar-se de 7,37% a 17,13%. Enquanto isso, Alexandre Compleite deve chegar a, no máximo, 7,13%, lembrando que não há como ter votação negativa.

Isso tudo para dizer que os números da pesquisa são interessantes para animar sim os apoiadores da campanha do candidato Dr. Antônio, injetando ânimo em todos que estão nessa batalha pela conquista do comando da Prefeitura Municipal de Trindade para o período de janeiro de 2017 a dezembro de 2020. Ao mesmo tempo, fica um alerta para o pessoal da campanha do prefeito Jânio Darrot que tenta a reeleição e que, segundo outras pesquisas, estaria voando em céu de brigadeiro nesta disputa. Salto alto funciona bem paras as modelos elegantes nas passarelas, porém na corrida pelos votos dos eleitores é melhor usar as tais das sandálias da humildade: Aviso para todos os navegantes, se é que me entendem.

A situação para Ricardo Fortunato fica um tantinho mais complicada porque a distância pois a distância que o separa dos 2 candidatos melhor posicionados nesta e em outras pesquisas só faz aumentar. Algo muito parecido se pode afirmar a respeito do candidato Alexandre Compleite que tem aparecido em diversos levantamentos divulgados, na última colocação. Agora, é uma espécie de obviedade, mas disputa eleitoral é um terreno fértil para a atuação do imponderável que prega peças nos políticos e também em quem se mete a analisar esses “torneios” de caça ao voto. Muitas vezes as urnas dizem algo bem diferente do que a “vã filosofia” reinante insistia em afirmar. Melhor e mais seguro esperar o veredito final, lá em 2 de outubro.

Um aspecto da pesquisa em tela vale muito a pena a gente chamar a atenção. Falo da rejeição do eleitorado aos candidatos. Neste quesito Dr. Antônio vai bem com meros 5,5%. Alexandre Compleite também não pode se queixar pois somente 9,25% dos eleitores o rejeitam. Jânio Darrot já conta a rejeição na faixa de 34%. E o líder neste critério que atrapalha demais o sucesso nas lutas eleitorais, é o ex-prefeito e candidato Ricardo Fortunato com 42,5% de eleitores que rejeitam seu nome.

Terminando, o bom da divulgação dessa pesquisa, que muita gente da política em Trindade se esforçou hoje para desqualificar, é que deu uma mexida na campanha como um todo. Puxa vida, como essa disputa está água com açúcar. Ao menos nesta reta final, lembrando que a campanha se encerrará no dia 30, teremos talvez uma movimentação mais intensa dos candidatos. É isso aí!


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Alô, alô, Prefeito de Trindade!

Bocas de lobo abertas em importante avenida da “Capital da Fé” e ninguém faz nada para consertar


Boca de lobo ou galeria de água pluvial destampada: perigo!


Saracoteando ali pelas banda do Setor Sul, mais precisamente pela Avenida Industrial, bem pertinho da ponte sobre o Córrego Barro Preto ou “Tem tem”, para os mais chegados, damos de cara com vários problemas que deveriam merecer ao menos um bocadinho só da atenção da Prefeitura de Trindade. Talvez da Secretaria Municipal de Obras, em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sei lá.

Naquelas imediações, percebemos que as margens do córrego estão carecendo de cuidados e de vegetação para evitar o tal assoreamento. No leito do Barro Preto a cada dia que passa parece que corre menos água. Imagino que isso seja resultado direto, não apenas da pouca chuva, como também do nosso descaso com questões assim, de preservação do meio ambiente. E isso é grave porque a “Velha Trindade da Fé e do Amor” carece de manancial capaz de abastecer sozinho de água essa população que não para de crescer e, hoje, gira em torno de 117.454 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para este ano.

A Avenida Industrial é bastante movimentada e precisa ser melhor cuidada por parte do poder público. E fazer isso, vale a pena deixar bem claro, não passa de obrigação mesmo do pessoal aboletado no poder Executivo trindadense. Não é favor algum o que estamos falando aqui. Prosseguindo. Há ao menos duas bocas de lobo abertas, destampadas, e uma delas tem até pontas de ferro expostas. Aquilo ali é uma verdadeira cilada para pedestres, ciclistas, motociclistas, que transitam por aquela importante via.

Sabe que fico imaginando o perigo daquelas bocas de lobo abertas da forma como estão é no período de chuvas. Puxa vida! O aguaceiro que desce por ali é forte e não é bom nem pensar no potencial de estrago que uma arapuca daquelas pode provocar numa criatura qualquer em momentos de um temporal desabando sobre aquela região. Antecipada e preventivamente já rogamos: - Valei-nos, Divino Pai Eterno! Por essas e outras, insistimos que a Prefeitura de Trindade resolva logo esse problema. Ao menos recoloquem umas tampas de concreto mais resistentes naqueles buracos, senhores. É isso aí!


Emivaldo Vieira e Leíde Galego sobem no palanque tucano em Trindade

Nomes de peso de grupo político no Facebook, TEP Livre, declaram apoio à reeleição da chapa tucana formada por Jânio Darrot e Gleysson Cabriny


Leíde Galego, Jânio Darrot,Gleysson Cabriny, Emivaldo Vieira
(Luiz Mariano, ao fundo).


E a campanha do prefeito Jânio Darrot (PSDB), que tenta a reeleição, acaba de receber um apoio significativo de dois dos principais militantes políticos de Trindade nas redes sociais, especialmente no Facebook. Trata-se de Emivaldo Vieira, um dos idealizadores do grupo Trindadenses Engajados Politicamente (TEP) Livre, grupo que conta com quase 11 mil participantes, “criado para discutirmos assuntos políticos de relevância para nossa cidade de Trindade, o grupo esta aberto para a participação de qualquer membro que queira interagir e debater nos assuntos do interesse da comunidade, presando-se pela liberdade de expressão”, segundo se lê na apresentação daquele espaço.

Importante destacar que no TEP Livre sempre houve muitas críticas aos políticos daqui e de todos os lugares também. Ultimamente, porém, quem acompanha por ali as postagens, percebeu um certo comedimento, principalmente nas manifestações de Emivaldo Vieira a respeito da atual gestão. Aconteceu que depois de ficar um tempo aí, nas palavras de Emivaldo, “analisando imparcialmente, eu percebo que o melhor para Trindade hoje é Janio Darrot”, escreveu em um manifesto ao pessoal do seu grupo.

E agora à noite, durante comício no Jardim Imperial 2, Emivaldo Vieira subiu no palanque dos candidatos Jânio Darrot (prefeito) e Gleysson Cabriny (vice), declarou apoio e voto à chapa tucana que está buscando mais 4 anos de mandato à frente da Prefeitura de Trindade, nas eleições de 2 de outubro próximo. Na oportunidade, Emivaldo esteve acompanhado de Leíde Galego, um dos moderadores do grupo TEP Livre.

Qual a surpresa nessa declaração de apoio? Uái, o negócio é que um dos políticos-alvos preferenciais a merecer críticas de vários “tepianos” (como são conhecidos os membros, digamos, mais ativos do grupo), especialmente de Emivaldo Vieira, era justamente o prefeito Jânio Darrot. “ Talvez seja a pessoa que eu mais critiquei na minha vida”, revela Emivaldo, que salienta não ter jamais recebido nenhuma retaliação do chefe do Executivo trindadense. Apesar da saraivada de críticas desferidas, Jânio Darrot “sempre manteve uma relação ética e cordial comigo”, afirma Emivaldo.

Emivaldo, Leíde e vários outros militantes que, na prática, acabam fazendo política nas redes sociais, falam para muita gente. O que dizem, escrevem, publicam por ali, repercute bastante não apenas naquele espaço virtual, mas, também, fora dele, na vida real, nas rodinhas de bate-papo político na cidade. Quanto à capacidade de provocar polêmica, gerar discussão, mobilizar o debate a respeito da política e gestão pública em Trindade, pouca gente na “Capital da Fé”, se iguala a Emivaldo. Daí, que a aquisição tem sim um significado interessante para qualquer candidato na atual campanha eleitoral.

Agora a pergunta de “um milhão de reais”, a adesão à campanha tucana de Emivaldo e Leíde vai resultar em mais votos, perguntaria o internauta pragmático? Bem, o dia 2 de outubro está aí e vamos aguardar a verdade que sairá das urnas. Mas a gente poderá ter uma noção pelo barulho ou silêncio que esse anúncio de apoio gerar nas redes sociais repletas de trindadenses. É isso aí!


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas foi inaugurada nesta segunda-feira

Serviço público de Saúde de Trindade pode atender doravante, em média, 350 pacientes por dia, em urgência e emergência


UPA 24 HORAS Dilson Alberto de Sousa, em Trindade.


Foi inaugurada ontem (19), no Setor Soares, a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas de Trindade, numa área construída do tamanho de 1.370 m², ao custo de quase R$ 4,8 milhões, basicamente recursos do governo federal. As instalações e toda estrutura de pessoal permitem, no local, serem realizados atendimentos de urgência e emergência de, em média, 350 pacientes por dia.

A unidade de porte II tem 14 leitos, sendo quatro adultos (masculino), três adultos (feminino), dois pediátricos e dois isolamentos individuais e três de urgência. Há espaço para quatro consultórios médicos, classificação de risco, gerência de enfermagem, assistência social, salas de administração, reunião e de emergência, além de salas exclusivas para gesso, sutura e curativos, coleta de exames, eletrocardiograma, administração de medicamentos, inalação, central de esterilização de material, sala de raio-x, quartos de observação individual, farmácia, refeitório, repouso dos servidores, almoxarifado, enfermaria masculina e feminina e pediátrica.

A UPA leva o nome de Dilson Alberto de Sousa, prefeito de Trindade (1977 - 1982) e vereador (1997 – 2000), que faleceu no dia 1º de junho deste ano. Na inauguração da unidade, Aparecida de Sousa, viúva do ex-prefeito, recebeu as homenagens em nome da família. Importante dizer que a UPA 24 Horas já está em funcionamento.


domingo, 18 de setembro de 2016

Não ler, ler e não entender e comentar

Na internet há comentaristas sobre tudo, inclusive a respeito do que não leu nem entendeu



Quem mantém blog, em algum momento, tem um post que recebe comentário nada a ver com o que está ali escrito. Sempre há um “analista” capaz de dizer besteira a respeito de qualquer coisa. Nestes mais de 12 anos que tenho blog já vi e recebi muita coisa assim. Em tempo de campanha eleitoral o volume aumenta. O sujeito parece que nem se dá ao trabalho de ler uma notinha, curta que seja, por inteiro, em seguida pensa a respeito e, depois, comenta. Não, a criatura lê “A”, entende “B” e comenta “C”. É uma tristeza isso. Que pena e que perda de tempo. Mas tudo que é ruim pode piorar, há também aquelas pessoas que gostam de enviar comentários anonimamente. Quanta coragem aí, viu? Mas a gente segue por aqui observando nossa realidade e dando nossa opinião de forma clara, direta, baseada em fatos e informações. E assinando tudo o que dizemos. É desse jeito, internauta anônimo. Inté!


sábado, 17 de setembro de 2016

Sobre foguetes e campanhas eleitorais

Na temporada de caça ao voto o povo continua distante e ressabiado com as atividades políticas



Neste sábado (17) tivemos uma manhã movimentada por carreatas dos candidatos a prefeito Dr. Antônio (PR), à frente da coligação “Juntos por Trindade”, e Jânio Darrot (PSDB), da coligação “Trindade cada vez melhor”. Isso aqui no centro da “Capital da Fé”, onde não percebemos atividades dos demais candidatos, o Alexandre Compleite (DEM), e Ricardo Fortunato (PMDB), da coligação “Amor, Trabalho e Fé”.

E a criatura que trabalhou bastante ao longo da semana, pensava em descansar bem, dormindo até mais tarde nessa manhã de sábado, deu com os burros n'água. Estava impossível dormir também pelo calorão insuportável que tem feito por essas plagas. Foi um foguetório só por aqui e tinha até helicóptero sobrevoando a terra que viu Constantino Xavier e Ana Rosa encontrarem o medalhão de barro com a imagem da Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora, o marco do que hoje sabemos e vivemos como a Romaria do Divino Pai Eterno, lá se vão mais de 200 anos.

Faz tempo que fico intrigado com a “causa, motivo, razão ou circunstância” (A benção, professor Girafales!) pela qual os políticos daqui e do Brasil inteiro, gostam tanto de soltar foguetes quando fazem festa estando no poder ou durante as campanhas eleitorais na incançável busca por votos nas eleições, de dois em dois anos. É incrível isso. A gente ouve reclamações a respeito desse costume, porém os caras não estão nem aí e continuam gastando dinheiro com fogos de artifício eleição sim e outra também.

Posso estar muito enganado, mas apesar do barulho o povo ainda continua distante, ressabiado, com esse negócio de eleição. Ao menos nos eventos políticos que tenho visto aqui, se a gente desconsiderar os candidatos a vereador, vice-prefeito e prefeito, cabos eleitorais e apoiadores em geral, falta povo. Refiro-me a uma pessoa qualquer interessada em ouvir o candidato para conhecer suas propostas, medir-lhe a capacidade de argumentação, tentar perceber se há ali alguma sinceridade da parte do camarada que quer porque quer chegar ao poder. O tal do “homem comum do povo” tornou-se avis rara nos eventos político-eleitorais ultimamente. Os marqueteiros têm falhado nisso de atrair gente para as atividades das campanhas a que assistimos, convém notar. E pelo dinheirão que costumam receber, precisam entregar melhores resultados nesse aspecto. Ou não?

Pior de tudo é que as pessoas vão se afastando da política e principalmente agora em que estamos já há 13 dias do final da campanha. E justamente neste que é momento de saber o que pensam os candidatos, conhecer-lhes as respectivas biografias, o que têm para dizer a respeito dos problemas da comunidade e das propostas para resolver essas questões. Temos percebido que discussão mesmo sobre a cidade é o que menos tem acontecido. O famigerado plano de governo é uma peça de ficção sobre a qual sabe-se “nadica de nada”. A conversa toda fica girando somente em torno de nomes de pessoas, a tal da fulanização, e pouco ou nada sabemos do que pretendem fazer os camaradas que estão aí a nos pedir o voto.

Até mesmo em reuniões pequenas nas quais poderia haver algum debate de ideias, uma melhor exposição de propostas pelo candidato, isso não acontece. Na prática, o cara chega, faz um discurso já ensaiado, distribui apertos de mãos, abraços, tapas nas costas dos presentes e dali sai “voando baixo” (Abraço, Galvão Bueno!) para outro evento semelhante. Muitas vezes o candidato não ouve sequer a fala de um e outro apoiador presente àquela atividade. Sei não, mas do jeito que a coisa vai indo penso que coisa boa não virá no futuro. O que fazer, eis a questão.

Enquanto isso os candidatos a “Sua excelência” seguem soltando foguetes pelas cidades deste Goiás de meu Deus. Neste caso, não voto com o relator... E tenho dito!


Blog do Sérgio Vieira - Notícias e Opiniões de Trindade e Região