segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Justiça determina que Estado compre Canabidiol para tratamento.

Decisão judicial determina que o Estado de Goiás pague por medicamento à base de maconha para tratamento de criança.


Patrícia Moreira dos Santos Pinho, de 29 anos, conseguiu na Justiça que o estado de Goiás seja obrigado a custear o medicamento Canabidiol (CBD), derivado da maconha, para o tratamento de seu filho, P H A, de 6 anos, que possui paralisia cerebral.
O medicamento tem venda proibida no Brasil e só pode ser conseguido com autorização especial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O CANABIDIOL, principal composto do medicamento, é uma substância derivada da maconha não é psicoativo nem provoca sedação e não causa dependência.
A família espera que o medicamento melhore a qualidade de vida do menino, que se alimenta apenas por sonda, não fala, não anda e não consegue segurar nenhum objeto com as mãos. Segundo a mãe do garoto, o primeiro procedimento foi conseguir uma prescrição médica para que a Anvisa liberasse a importação do medicamento.
Depois dessa prescrição, a mãe reuniu laudos médicos comprovando a gravidade da condição de seu filho e entrou com o pedido na Anvisa para que fosse liberada a importação do Canabidiol. Após a liberação pela Anvisa, Patrícia procurou a Justiça para conseguir que o medicamento fosse custeado pelo estado.
Com isso, o desembargador Itamar de Lima acatou o pedido de liminar e determinou, no dia 26 de setembro, que a Secretaria Estadual de Saúde forneça o medicamento de forma contínua. Da decisão ainda cabe recurso. A Secretaria informou que recebeu a decisão da Justiça no último dia 30 e iniciou a montagem do processo necessário para a importação da substância. A previsão é de que a entrega do medicamento ao paciente seja feita em até 60 dias.


Raffael Fernandes, estudante de jornalismo e locutor nas tardes de domingo na http://www.liderfmneropolis.com, das 14h às 17h.

Candidatura de Gomide sob risco de impugnação pela Justiça Eleitoral.

Irregularidades nas contas do prefeito de Anápolis Antônio Gomide podem levar a indeferimento de sua candidatura a governador de Goiás.



Antônio Gomide: Candidatura em risco.
Acabo de ler no Blog Eleições 2014 do jornal O Popular, que o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) julgou procedente o pedido de impugnação da candidatura de Antônio Gomide (PT). O motivo tem a ver com irregularidades nas contas da prefeitura de Anápolis, relativas ao ano de 2010. Gomide era prefeito da cidade e renunciou ao mandato no dia 3 de abril deste ano para concorrer à sucessão estadual. Resultado final do 1º turno das eleições deste ano, mostrou que Gomide ficou em quarto lugar, com 319.233 votos ou 10,09% dos votos válidos.

Gomide teve uma campanha difícil e ao chegar ao finalzinho da caça ao voto em primeiro turno, o vereador de Goiânia, Tayrone di Martino (PT), renunciou à candidatura a vice-governador. O vereador votou contra o projeto de elevação das alíquotas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Territorial Urbano (ITU), apresentado pelo prefeito Paulo Garcia (PT), e acabou sendo suspenso da militância pelo diretório metropolitano do partido, eis a causa da renúncia de Tayrone.

A atitude Tayrone jogou dúvida sobre a viabilidade jurídica da chapa petista ao Governo de Goiás. No entanto, um pouco mais cedo o TRE-GO julgou improcedente o pedido de indeferimento da candidatura depois que o PT fez a substituição do candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Gomide. Mas vale salientar que os advogados que atuam na defesa do político anapolino entraram com medida cautelar e devem entrar com recurso contra a decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa discussão em torno da candidatura de Gomide é importante para as eleições goianas pelo simples fato de que, sendo anulados os votos do candidato petista, Marconi Perillo (PSDB) estaria eleito com a votação obtida no primeiro turno.


domingo, 19 de outubro de 2014

Juízes e servidores podem passar a receber mais um auxílio.

Cleomar Almeida, jornalista da coluna Direito & Justiça, do jornal O Popular (http://www.opopular.com.br), deu a notinha abaixo, na edição deste domingo (19), página 8.
Cá comigo penso que seria bom que o Governo de Goiás mirasse neste exemplo e instituísse auxílio-moradia e auxílio-creche para todos os servidores estaduais, principalmente aqueles cujos salários pouco ultrapassam o valor do salário mínimo em vigor. Leia a notinha em azul com atenção.

TJ quer aprovar novo auxílio


Depois de instituir o auxílio-moradia, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) pretende adotar o auxílio-creche, no valor de 450 reais, para magistrados e servidores que tenham filhos com até 5 anos de idade, cadastrados como dependentes no imposto de renda. O valor seria repassado por cada criança. Hoje há cerca de 800 possíveis beneficiários, segundo o diretor-geral do TJ-GO, Wilson Gamboge. Considerando este número, a previsão é de que o impacto anual gire em torno de R$ 4,3 milhões. O presidente do órgão, desembargador Ney Teles de Paula, mandou submeter a mate´ria à análise da Corte Especial. A proposta deve ser levada ao colegiado nos próximos dias.

Importante
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Barra Point continua de portas abertas sim, senhoras e senhores.

Flagrante de um almoço em família no Barra Point.
Agora de manhã, neste domingo (19), primeiro dia do Horário Brasileiro de Verão (2014), estava fazendo umas pequenas compras em supermercado de Trindade, quando avistei o jornalista Alair de Paula conversando com a professora e empresária Viana Campos. Após os cumprimentos de sempre, o papo da hora, calor demais da conta, a campanha eleitoral que felizmente está no finalzinho e negócios, evidentemente.

Viana Campos então nos contou que o boato de que teria vendido o Pesque-pague Barra Point para a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) tem atrapalhado os negócios sim. “Até hoje aparece alguém me dizendo que não tem ido ao pesque-pague porque ouviu dizer que foi vendido”, o que não ocorreu e nem está nos planos dos proprietários, Viana e seu esposo Toninho Campos. “Vender pra quê?” - perguntou Viana, já respondendo também. “Não pensamos em vender nada agora não”, disse Viana.

Na verdade, o Pesque-pague Barra Point continua de portas abertas, funcionando de quarta-feira a domingo, toda semana. E o estabelecimento continua sendo uma ótima opção de lazer, para almoçar à tarde, em local bem arejado, em contato com a natureza, um clima muito tranquilo, familiar mesmo, além, é claro, da comida ser uma delícia. Eu recomendo contra o estresse também. Quem conhece continua frequentando, quem não conhece precisa dar uma chegada por lá urgentemente. Ah, sim! Você não sabe onde fica o Barra Point? Fácil. Ao lado do ex-Clube Raio de Sol. É isso aí!


sábado, 18 de outubro de 2014

Por falar em falta d'água...


O artista João Colagem, no seu perfil no Facebook, sempre nos brinda com belos trabalhos, passeando sobre diversos temas. Como estamos, nos últimos dias, vivendo tempos de uma secura só, chuva que é bom não tem caído do céu, reservatórios de água potável para o consumo das massas estão encolhendo, secando mesmo, caso do sistema cantareira que abastece os milhões de paulistanos, é sempre inquietante ver uma imagem feito essa aí embaixo criada pela mente sempre genial de João Colagem.

Dá uma gastura na gente só de pensar como é terrível você abrir a torneira e não sair nem um pingo d'água. E como fica mesmo aquela hora em que você precisa de verdade, não dá para esperar mais nem um só segundo, usar o vaso sanitário mas pensa assim: Cadê a água? Temos sido informados dia sim e outro também que a falta de água em diversos bairros de Goiânia tornou-se uma constante; a mesma coisa acontece em Trindade, convém salientar. O caso é sério e João Colagem nos leva a pensar a respeito do assunto de uma forma leve, melhor ainda que o artista plástico contextualiza sua criação, contando uma breve história...


"Sempre o Facebook me pergunta? O que é que você está pensando?Literalmente, respondo: - Penso que em um breve futuro, vamos passar muita sede. Meu avô, bem que dizia, aguá vai chegar a preço de ouro".

Coragem no Século XXI






Lá vem o Horário Brasileiro de Verão...



Estava eu aqui incomodadíssimo com o calorão insuportável que está fazendo em Trindade, Goiás, neste momento, quando ouço em um televisor ligado em algum lugar nas imediações, aquele "plim-plim", seguido do aviso... "À meia-noite, adiante seu relógio em uma hora"... Aneim! Que tristeza, minha gente. Definitivamente, não gosto desse horário de verão nem um pouquinho.


Pancadaria verbal como forma de fazer a disputa eleitoral.




Não estou entre os que ficam pensando que temporada de caça ao voto é momento propício para os concorrentes apresentarem suas melhores características ao distinto público vontade. A realidade da disputa faz aflorar nos concorrentes o desejo de vencer a qualquer custo. Talvez por isso mesmo os envolvidos na peleja acabem se decidindo por, em vez de apresentar propostas de trabalho, destacar os pontos falhos do adversário. Por outra, o foco é “desconstruir” o adversário visto como o inimigo a ser dizimado.

No futebol antigamente denominado de várzea, o pessoal costuma dizer que, do pescoço para baixo, tudo é canela. Dessa forma o espaço no corpo do adversário que pode receber porrada é aumentado. E o jogo, como todo mundo sabe perfeitamente, é sempre bruto mesmo.  Inclusive no caso do futebol feminino não tem essa de delicadeza das meninas não, senhor. O pau canta mesmo. Não há intenção alguma de fazer graça neste caso. Não tem trocadilho algum, se é que me entende. Em havendo disputa, o jogo jogado é sempre pesado, onde o filho chora sem que a mãe veja. Pior, neste exemplo, as mães veem e muitas choram junto.

Nas campanhas eleitorais a coisa não é muito diferente do que ocorre nos campos de futebol. Os envolvidos no jogo descem a porrada de forma recíproca e tentam disfarçar que estão “jogando na bola”, enquanto o objetivo claro ali é, não raras vezes, a canela, o joelho, o tornozelo, do adversário. Sem esquecer as “partes baixas”, vale lembrar. E mesmo sabendo que a partida está sendo filmada, não falta jogador que tenta enganar a imagem captada pela lente das câmeras que mostram o lance sob os mais diferentes ângulos.

Quando a gente observa o que os candidatos a presidente da República, Aécio (PSDB) e Dilma (PT), e os candidatos a governador de Goiás, Iris (PMDB) e Marconi (PSDB), engalfinhados na briga agora em segundo turno, fazem uns aos outros, a gente percebe semelhanças com o que ocorre em muitas partidas de futebol. Eles se xingam reciprocamente mas nunca sempre afirmam que quem começou a pancadaria foi o outro. E fazem isso na maior cara dura. É incrível como ninguém se dá por achado, dá o tapa, esconde a mão e joga a culpa no concorrente.

Se no futebol os torcedores estão lá para repercutir cada lance, enaltecendo o jogador do time do coração e detonando o atleta da equipe contrária, nos embates políticos, os apoiadores desempenham semelhante papel. Tudo que o seu candidato diz ou a sua campanha veicula assume ares de verdade absoluta e passa a ser replicado e compartilhado em comentários e principalmente nas chamadas redes sociais, com destaque absoluto para o Twitter e o Facebook.

E como quem “conta um conto aumenta um ponto”, em temporada de caça ao voto, a mensagem vai sendo elevada em seu tom até beirar algo muito próximo ao xingamento puro e simples, que vai acabar em algo também bastante parecido a uma briga de rua, daquelas em que há tapas, socos, pontapés, tiros e facadas também. O negócio é muito sério, que ninguém se iluda não.

Mas a pergunta que me ocorre é será que isso tem quer ser assim? Ou será que em disputas pelos votos dos eleitores só existe um jeito para se ganhar, falando mal do adversário, realçando-lhe o que se entende por defeitos? É isso mesmo? Será que para vencer uma campanha eleitoral não tem outro jeito, o candidato precisa agir com cinismo, dizer uma coisa e fazer outra, atribuir ao adversário o quem nem sempre o cara falou ou fez?

Pelo que assistimos dia sim e outro também nas campanhas eleitorais a resposta a essas questões, infelizmente, não é muito animadora não. Até porque, os profissionais mais importantes, contratados quase que a peso de ouro, os marqueteiros políticos, atuam segundo uma espécie de manual contendo a receita de bolo para uma campanha vitoriosa toda baseada em ataques deste jaez (que palavra é essa, gente?).

Todavia, internautas queridos, se os caras agem dessa forma, não me iludo, é porque o público ou aprova ou não está nem aí. Ora, ninguém, muito menos os marqueteiros políticos e seus contratantes, vai nadar contra a correnteza. Se o eleitorado reprovasse veementemente esse tipo de estratégia política, certamente os protagonistas das disputas eleitorais mudariam a prática. Quanto a isso não tenho dúvida alguma.

Mas também concordo que os protagonistas, os políticos, é que deveriam se preocupar em melhorar o nível da disputa, a qualidade da argumentação, a forma de se relacionar com o adversário, afastando o cinismo e a falsidade, pois isso haveria de influenciar os eleitores, talvez até despertando neles um jeito diferente de enxergar a política, suas tricas e futricas. No entanto, pelo menos nessa edição, a gente não precisa se iludir quanto à elevação da qualidade dos futuros embates eleitorais em terras brasileiras, goianas em especial. E tenho dito!