terça-feira, 16 de setembro de 2014

Campanha eleitoral 2014 é muito água com açúcar, sem graça demais da conta.


Deixe-me comentar uma coisa com você, internauta que gosta de falar sobre política. Você concorda que essa campanha eleitoral está muito sem graça? Água com açúcar demais conta? Em 20 dias tudo isso há de terminar, pelo menos o primeiro turno. E tenho certeza de que nenhum candidato poderá falar honestamente que sentiu ou despertou a vibração do povo nas ruas. Até agora, convém salientar, a coisa está acontecendo mesmo nos meios de comunicação, sobretudo na televisão e no rádio.

Quando os nobres candidatos conseguem reunir algumas pessoas isso tem se dado geralmente em ambientes fechados. Como era antigamente, e não tão antigamente assim, por meio de comícios a céu aberto, creio que dificilmente vamos tornar a ver. Sinal dos tempos, né? Afinal, eleição deixou de ser evento extraordinário na vida do brasileiro, desde o início dos anos de 1990 para cá. E na verdade de dois em dois anos há eleições neste Brasil de meu Deus.

Há, claro, as carreatas que passam pelas lugares com uma rapidez que atrapalha o trânsito, promove um barulho dos diabos, deixa muita gente irritada, mas termina logo. Se falar para o pessoal estacionar os possantes e se reunir em determinado local para os candidatos subirem em algum palanque para discursar, periga do líder ficar falando ao vento. Os caras acabam se dispersando, muitos em busca de algo mais emocionante para fazer. Eis a minha impressão, que pode estar equivocada.

E em verdade está tudo pra lá de chato. Mas há uma explicação para essa chatice toda, imagino. Afinal de contas, qual a novidade da atual campanha? Penso que nenhuma. Os candidatos a governador, os protagonistas de verdade, Iris e Marconi, estão aí faz tempo brigando pelo poder. E Marconi tem sempre levado a melhor sobre Iris, que não desiste. Afinal, é brasileiro. Para deputado federal tem gente que, se for eleitor mais uma vez, permanecerá na Câmara dos Deputados por 32 anos seguidos. Que fome de poder, hein?

E é assim que a coisa está caminhando. Logo, como é que a gente do lado de cá vai se animar com uma disputa desse tipo? É difícil mesmo. Nem mesmo uma proposta de trabalho inovadora pintou até agora para animar “sua excelência, o eleitor”. Por essas e outras, acho, as eleições 2014 entrarão para a história como o pleito mas água com açúcar de que se teve notícia, até agora, nessa “terra em que se plantando, tudo dá”. E no frigir dos ovos, teremos de verdade um encontro com o passado, logo ali na frente. Até porque, ganhando Marconi ou Iris, não dá para falar que a “novidade veio dar em terras goianas”. Ou será que exagero?


Jânio se licencia e Cabriny assume a Prefeitura por 20 dias.

Cabriny assume Prefeitura na licença de Jânio.
A Prefeitura de Trindade está desde ontem (15) sob o comando do vice-prefeito Gleysson Cabriny (PSDB), que assumiu o cargo de prefeito em virtude da licença do titular Jânio Darrot (PSDB), para um período de 20 dias. Jânio atuará na coordenação da campanha à reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB). A transmissão foi realizada no Gabinete da Prefeitura, com a presença de secretários municipais, autoridades e lideranças políticas da “Capital da fé”.

Considero importantíssimo para o nosso município a reeleição do governador Marconi Perillo, e tenho pela frente a grande missão de coordenar, em período integral, sua campanha na região como um dos líderes do PSDB e como cidadão”, afirmou Jânio Darrot. Demonstrando confiança em seu companheiro vice-prefeito, Jânio afirmou que Cabriny é “um gestor competente e já demonstrou toda a sua capacidade quando da minha primeira licença para tratamento de saúde, em janeiro deste ano”.

O vice-prefeito Cabriny reafirmou sua gratidão por contar com a confiança do prefeito, e avisou de pronto que o objetivo neste momento é dar continuidade às atividades da administração municipal. “Vou me esforçar ao máximo para que a gestão realizadora do prefeito Jânio Darrot tenha prosseguimento”, se comprometeu Cabriny.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Será que Trindade elegerá novos deputados estaduais em 5 de outubro?


Conversando com um pessoal que conhece muito bem os bastidores da política trindadense, dia desses, fui informado de que as campanhas dos candidatos a deputado estadual de Nélio Fortunato (PMDB), Alexandre Compleite (DEM) e Dr. Antônio Carlos (PDT) estão se destacando dos demais concorrentes cuja base de atuação é aqui mesmo, a “Capital da fé”.

Já falei neste blog, em outras notinhas, a respeito do que penso sobre umas e outras candidaturas a deputado estadual de militantes políticos de Trindade. Acho que os caras estão mesmo é colocando os respectivos nomes em evidência mas de olho, verdadeiramente falando, nas eleições municipais de 2016, quando estará em jogo a sucessão do prefeito Jânio Darrot (PSDB), que poderá tentar a reeleição, evidentemente.

Não vi nada acontecendo no desenrolar desta campanha eleitoral pura água com açúcar desde a redemocratização brasileira, capaz de me fazer mudar de opinião a respeito da viabilidade de diversas candidaturas a deputado estadual. E é lógico, evidente, notório, que não condeno a iniciativa de quem entrou nesta campanha de olho mesmo nas eleições municipais daqui a dois anos. Afinal de contas, essa prática não tem nada de genuína, é coisa muito batida na política nacional e goiana também.

O fato é o seguinte. Será que Trindade conseguirá repetir a façanha das últimas eleições quando o eleitorado local conseguiu impulsionar bastante, rumo à vitória, os então candidatos a deputado estadual Jânio Darrot e Nélio Fortunato? Rapidinho ficaremos sabendo disso, senhoras e senhores. Tenhamos só mais um pouquinho de paciência que 5 de outubro está ali, a 20 dias. Já, já estaremos lá. Aí veremos quem é que “tinha laranja para vender” de verdade.


Os maiores doadores da campanha presidencial no Brasil agora em 2014.


Estava lendo hoje a coluna Fio Direto, do jornalista Helton Lenine, no Diário da Manhã, desta segunda-feira (15) e fiquei sabendo que três grandes empresas brasileiras respondem por 39% das doações de campanha dos três principais concorrentes a presidente da República até agora, segundo a contabilidade oficial dos candidatos. Isso é grana alta, coisa de R$ 64 milhões. Trata-se da Construtora OAS, do Frigorífico JBS e da Construtura Andrade Gutierrez.

Candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) arrecadou até agora R$ 123,6 milhões, enquanto Aécio Neves (PSDB) amealhou R$ 44,5 milhões e Marina Silva (PSB) conseguiu R$ 24 milhões. Depois tentam dizer que as águas dos rios não correm para a mar, não é verdade? Os doadores de dinheiro para campanhas políticas se comportam, mais ou menos desse modo, destinando mais recursos aos candidatos com maior competitividade.

Seria interessante se os caras do dindin resolvessem fazer doações segundo critérios eminentemente políticos, financiando os candidatos mais ligados, ideologicamente falando, às concepções, conceitos, valores e objetivos das empresas. Mas a impressão que a gente tem é a de que coloca-se dinheiro nesta ou naquela candidatura cujo potencial de vitória seja maior para, assim, o doador vir a encontrar as portas do futuro governo abertas para as inúmeras oportunidades de negócio que poderão surgir no horizonte. Ou não?


domingo, 14 de setembro de 2014

Sobre educação ou falta dela, melhor dizendo, de motoristas no trânsito.


Hoje à tarde, ali pelas 17h10, ao sair para fazer uma caminhada e tentar manter uma certa atividade física em dia, levei um susto na rua. E vale dizer que a disposição não anda lá essas coisas não, minha gente. O calorão que fez em Trindade neste domingo, vou dizer, foi daquele tipo que se o sujeito quisesse poderia fritar ovo no asfalto. Lógico, se a pavimentação das ruas e avenidas estivesse em bom estado de conservação. Há buracos demais e irregularidades nas pistas de rolamentos dessa cidade conhecida como a “Capital da fé”, encravada bem no coração do Brasil.

Bem, mas continuemos com o motivo do meu susto. Caminhava na Avenida Rondônia, Vila João Braz, sentido Avenida Raimundo de Aquino, quando, ao atravessar a Rua Rocha Lima, eis que aparece um motoqueiro, subindo pela Rocha Lima, sentido Avenida Manoel Monteiro, que ao me ver fazendo a travessia, simplesmente acelerou a possante dele na minha direção. Era uma moto 125, me pareceu. Não satisfeito, o cara ainda deu um recado para este coitado aqui: “Sai da frente, otário!” Se o camarada pilotando a moto fosse meu amigo, vá lá. Poderia eu ficar pensando tratar-se de uma brincadeira sem graça, porém de algum conhecido. Certamente não foi o caso.

O interessante é que este tipo de coisa é algo corriqueiro no trânsito mesmo. Muitos pensavam que essas coisas malucas, este comportamento ou desvio de comportamento, ocorressem apenas nos grandes centros urbanos, mas o bicho está pegando geral, como a moçada diz. Por qualquer “me dá cá esta palha”, as pessoas se xingam mutuamente nas ruas das cidades. E sempre todo mundo acha que está com a razão. Isso é incrível! Como é que ficamos assim tão mal educados, “deselegantes” de verdade (Salve, Sandra Annenberg!), quando estamos ao volante ou sobre duas rodas? Por quê será que nos comportamos dessa forma, achando que o mundo nos deve dar passagem, sempre?

É uma pressa esquisita que a gente vê pelas ruas. Todas as pessoas parece que estão indo a algum lugar, como se diz, “tirar o pai da forca”. Uma correria doida mesmo. E o pior que presenciamos, tenho certeza que não somente este blogueiro, alguns lances de puro no sense. Há motoristas que fazem ultrapassagem arriscada e estaciona logo a frente. O sujeito se expõe estupidamente ao risco de provocar uma batida, arriscando também a integridade de outras pessoas que transitam pelo lugar na mesma hora. É tudo muito estranho e incompreensível, vale ressaltar.

Quando a gente está ao volante de um carro qualquer, de um caminhão, de um ônibus, ou sentado sobre duas rodas, seria interessante que respeitássemos mais os pedestres. Afinal de contas, é o cara em situação mais vulnerável. E a lógica do trânsito é sempre o maior veículo dar proteção ao menor. Isso é a lógica, mas, na prática, a coisa é, sim, na base do ditado popular: “camarão que dorme a onda leva”. Todo cuidado, neste contexto, do pedestre para não ser atropelado é sempre bem-vindo. Mas é esquisito demais da conta essa realidade, não há como negar.

Gozado mesmo, gente, é que achamos que pedestre é sempre o outro. Até parece que vivemos 24 horas por dia dentro de carros e, claro, ao volante dos possantes. Ou seja, somos pedestres e eventualmente é que estamos sobre duas, quatro e ou mais rodas. Logo, sinal de inteligência verdadeira é respeitar o cara que está se locomovendo com as próprias pernas. É preciso que haja, convém não demorar muito, uma mudança de mentalidade de todos nós quando deixamos a condição de pedestres por alguns momentos do dia. Afinal, inteligência, respeito, educação enfim, cabem em todo lugar. No caso do trânsito, está é faltando.


sábado, 13 de setembro de 2014

Could you be loved - Bob Marley (original video)

Filas em Casas Lotéricas parece não incomodar a distinta freguesia.

Casa Lotérica: Fila do lado de fora, coisa normal.
Cena normal do cotidiano é o sujeito se deparar com filas longas em Casas Lotéricas, dia sim e outro também. Aqui e alhures. Não apenas nos dias que antecedem a realização de um sorteio acumulado da Mega-Sena ou mesmo de qualquer outra modalidade de apostas sob a direção da Caixa Econômica Federal. Estes estabelecimentos, uma espécie de extensão da Caixa, ofertam uma série de serviços aos clientes e não mais apenas apostas em loterias oficiais não. Isso é coisa do passado. Nas Lotéricas hoje em dia é possível pagar uma infinidade de contas, movimentar conta corrente ou poupança da Caixa, colocar crédito em celular pré-pago e, claro, fazer aquela “fezinha”. Quer dizer, o lugar tem uma grande capacidade de atração de gente diariamente, mas em qualquer espaço os caras abrem uma Lotérica. Daí, surgem as filas e geralmente o espaço físico interno é pequeno e o pessoal se vê obrigado a esperar pelo atendimento até mesmo a céu aberto. Várias vezes isso já aconteceu comigo. E sabe que eu nunca ouvi ninguém em pé na fila do lado de fora de uma Lotérica reclamar não? Se não há reclamação é bobagem esperar que os donos deste tipo de negócio vão se movimentar para disponibilizar mais adequados e confortáveis espaços para a distinta freguesia. Até porque, isso demanda sempre mais investimentos. E o que dizer da falta de banheiro para o público? Aí seria sonhar, né? Bom, e quanto à segurança? As Lotéricas lidam com muito dinheiro a todo momento. Logo, a bandidagem está sempre de olho nestas lojas onde ocorrem assaltos com frequência preocupante, segundo se constata ao acompanhar o noticiário da imprensa. Os atendentes no geral trabalham quase escondidos dos clientes. Mas o curioso é que por qualquer falha nas Agências da Previdência Social ou nas unidades do Vapt-Vupt chove reclamação principalmente nos telejornais locais, mas as pessoas são mais conformadas com a falta de “conforto” nas Lotéricas. Vai entender a cabeça do povo, né?