sábado, 2 de maio de 2015

Entrevista: Demétrius Galinos Contoyannis

Rotariano é aquele que tem como ideal servir à comunidade, afirma Demétrius Galinos


Demétrius Galinos, governador de Rotary International.
Mineiro de Uberaba, com ascendência grega, casado, formado em Engenharia Civil e em Economia, empresário de administração imobiliária, rotariano há 26 anos, Demétrius Galinos Contoyannis é o principal líder do Rotary International no distrito 4530, uma área geográfica que congrega Rotary Clubes de parte de Goiás, do Distrito Federal e do Tocantins, que ao todo somam 70 clubes, esteve liderando o grande encontro de rotarianos neste feriado prolongado, de 30 de abril a 2 de maio, no Clube do Exército, em Brasília.

A 60ª Conferência Distrital é o momento de, nas palavras do governador Demétrius, “conferir” o resultado das ações dos Rotary Clubes do distrito. No total, existem 400 projetos de cunho humanístico em andamento em várias unidades rotárias sob a liderança de Demétrius Galinos, que comanda um exército formado atualmente por 1.503 rotarianos, homens e mulheres devotados à causa do “fazer o bem sem olhar a quem”. Neste grande evento rotário houve 1.065 participantes, entre rotarianos e senhoras, bem como jovens interactianos e rotaractianos e convidados, segundo dados da comissão organizadora. Veja a seguir os principais trechos da entrevista exclusiva de Demétrius Galinos ao Blog do Sérgio Vieira (BSV):

BSV – Qualquer pessoa pode via a ser um rotariano?
Demétrius Galinos – O Rotary é um clube de líderes, né? O Rotary é um clube composto por representantes de toda atividade profissional reconhecida. O Rotary é composto por líderes na comunidade e na sociedade. Basta que ele, o cidadão comum, tenha o convite de algum rotariano para participar da nossa organização.

BSV – É bom ser rotariano?
Demétrius Galinos – Ser rotariano é a melhor coisa do mundo. O rotariano é um sujeito, uma pessoa, que tem na cabeça um lema muito grande, que é o “Dar de si antes de pensar em si”. Qua do a gente vê os jovens, os idosos sendo atendidos nos nossos projetos humanitários, a gente fica feliz, a gente fica satisfeito. O nosso salário é mesmo o sorriso nos rostos desses necessitados.

BSV – Por quê ser governador de Rotary?
Demétrius Galinos – É um ideal que a gente tem, conforme já disse, de fazer o bem pelas comunidades, de estar aí trabalhando nos mais variados projetos e comandar esses 70 Rotary Clubes do nosso distrito é um prazer, é muito gratificante, a gente aprende muito, a gente conhece novos amigos, a gente conhece novas famílias. Tive a oportunidade de conhecer a nossa família do Rotary Club de Trindade quando, em visita oficial, no ano passado, fui muito bem recebido naquele Clube. Fiz um passeio pela cidade, conhecemos a Basílica de Trindade, conhecemos a Fundação Rotária aí de Trindade, tivemos visitando os projetos e é muito gratificante estar neste cargo enquanto governador. A vantagem do Rotary é que o nosso mandato, a nossa gestão, é de apenas um ano, e a roda gira. O nosso próprio símbolo já diz isso. Em um ano a gente conhece todo o distrito e próxima governadora, que é de Anápolis, ela já está se preparando aí para assumir o distrito e prestar o mesmo serviço.

BSV – Qual é a principal experiência que o senhor adquiriu neste ano, no exercício desse atividade? O que o senhor destacaria?
Demétrius Galinos – Acho que a principal, na realidade não é experiência. Eu exerci uma virtude muito grande do ser humano, que passa a ser a tolerância. A gente, através da tolerância, sabe lidar com os companheiros, sabe lidar com as suas vaidades, sabe lidar com as suas vontades e aproveitar cada uma dessas virtudes em prol do bem comum, em prol de ajudar a comunidade.

BSV – O senhor termina esse período seu, essa governadoria com a sensação de que o senhor fez o possível ou conseguiu superar as expectativas?
Demétrius Galinos – Quem faz o possível são os cidadãos comuns. Nós rotarianos fazemos muito mais do que o possível. Cada um de nós doa boa parte do seu tempo, boa parte da sua experiência, boa parte do tempo que gostaria de estar em casa com a sua família ou estar cuidando dos seus negócios em prol dos projetos de cada um daqueles 70 Rotary Clubes que lhe disse. Nós estamos aqui hoje, nesse evento, na Conferência Distrital, o próprio nome já diz, para conferirmos o resultado que auferimos nesse ano. Quem fez simplesmente o possível, está com o resultado mediano. Agora, nós temos casos aqui de Clubes que apresentaram projetos que parecia impossível, mas são apresentados com resultados hoje concretos e factíveis. Nós tivemos aí a oportunidade de levar o nosso representante do Rotary International que está aqui em Brasília participando da nossa Conferência Distrital, para conhecer apenas 5 projetos do nosso distrito. Nós temos hoje mais de 400 projetos humanitários em andamento nos 70 Rotary Clubes do distrito. Eu levei-o a cinco aqui nas proximidades de Brasília. Levamos ele para conhecer o nosso Banco de Leite, comandado pelo Rotary Clube Taguatinga Norte; levamos ele para conhecer o nosso Projeto Visão, do Rotary Clube Taguatinga Oeste; levamos ele para conhecer o nosso Projeto Odontológico de Atendimento à Comunidade Carente no Riacho Fundo 2, patrocinado pelo Rotary Clube Park Way-Águas Claras; levamos ele para conhecer o nosso Projeto de Alfabetização Cidadã que esse, sim, é um projeto que reúne mais de 10 clubes aqui da região do Distrito Federal juntamente com a Fundação de Rotarianos de Brasília.

BSV – Como está, na sua opinião, o rotarismo no Centro-Oeste brasileiro?
Demétrius Galinos – No Centro-Oeste, na nossa região, o distrito 4530, composto por boa parte do Estado de Goiás, paralelo Norte de Goiânia que vocês conhecem é uma cidade dividade de Leste a Oeste pela Avenida Anhanguera. Da Avenida Anhanguera para o Norte os Rotary Clubes dali pertencem ao nosso distrito, juntamente com todo o Distrito Federal e todo o Estado do Tocantins. Nessa região nós tivemos um crescimento muito grande do Rotary. Desde quando ele foi criado em 1989 até hoje. Em 1989, nós tínhamos nessa mesma região 1,1 mil rotarianos, hoje nós estamos com 1,6 mil rotarianos. Naquela ocasião nós tínhamos 46 Rotary Clubes, hoje contamos, conforme já disse, com 70 Clubes. Então, o rotarismo na nossa região tem sido bastante profícuo, o que não está acontecendo com o Brasil, como um todo, porque nós estamos aí patinando em torno de 56 mil associados no Brasil inteiro e esse número tem se tornado estático nos últimos 10 anos, infelizmente, porque às vezes as pessoas não convidam os seus amigos, não convidam os seus familiares, não convidam os seus líderes da comunidade para participar do Rotary e ali estamos perdendo novos talentos, estamos perdendo outras pessoas que possam dar a mão para que nós possamos tornar real esse sonho.

BSV – Qual é a marca do Rotary no Brasil hoje, em sua opinião?
Demétrius Galinos – A marca do Rotary no mundo é a erradicação da poliomielite. Essa é uma meta maior que o Rotary se propôs no ano de 1985 e eu tenho até me surpreendido porque quando vou fazer palestra para jovens, o nosso RYLA, o nosso prêmio de liderança juvenil, instituído pelo Rotary International, eu tenho me surpreendido bastante ao levar esse recado e quando digo aos jovens se eles conhecem o que é a poliomielite, pouquíssimos sabem o que é a poliomielite e aí eu digo graças a Deus que poucos sabem, porque a poliomielite, graças aos esforços do Rotary International foi erradicada do Brasil desde 1989 e nós ainda, infelizmente, temos três países que apresentam o vírus ainda endemicamente, o Paquistão, o Afeganistão e a Nigéria, que inclusive, graças a Deus, parece que nos últimos 8 meses não tivemos nenhum caso de poliomielite ainda. Então, será um país que brevemente se verá livre do vírus. E o nosso objetivo, traçado pelo presidente do Rotary International... um taiwanês que hoje no comando do Rotary International, nós pretendemos erradicar o vírus da poliomielite da face da terra até o ano de 2018, se Deus quiser.

BSV – Rotary não é uma coisa assim de elite?
Demétrius Galinos – Não, Rotary não tem nada de elitismo. Nós somos, pelo contrário, um clube de prestação de serviços, onde todos os líderes, de qualquer setor da sociedade, são bem-vindos. Por quê líderes? Porque esses líderes podem envolver a sua comunidade. Esses líderes podem dar ao clube a notícia do que a comunidade precisa. Não adianta nós nos reunirmos aqui e tentarmos fazer um projeto, por exemplo, de aleitamento materno, sendo que a comunidade não necessidade daquele tipo de serviço. Eu me vi no meu clube há cinco anos com dez cadeiras de rodas encalhadas porque a comunidade porque não estava mais precisando daquele tipo de serviço. Então os líderes são para isso. Os líderes são para informar ao clube o que se deve fazer, a orientar os companheiros como trabalhar, são para ajudar na formação de uma sociedade mais justa.

BSV – Vale a pena ser governador do Rotary International?
Demétrius Galinos – Vale muito a pena. Eu conclamo a todos os rotarianos, porque a condição para ser governado de Rotary é ter, pelo menos, 7 anos de Rotary e já ter sido presidente de algum clube de Rotary, mas eu conclamo a todos os rotarianos, a todas as lideranças rotárias, os presidentes, os governadores assistentes do nosso distrito que estudem mais Rotary, que leiam mais a respeito de Rotary que acessem os nossos sites do Rotary, né? O nosso site é o http://www.rotary4530.com.br e tem informações valiosíssimas de Rotary, tem todas as nossas Cartas Mensais, tem a nossa equipe distrital, tem tudo lá formatado desde 1989, os programas de prestação de serviços no campo humanitário estão lá consignados todos os do distrito. Então eu conclamo a todos os rotarianos. Por quê não serem governadores de distrito? É gratificante, eu posso assegurar.

BSV – E o balanço dessa 60ª Conferência Distrital que o senhor comandou e está hoje no seu último dia?
Demétrius Galinos – O balanço é bastante positivo. Graças a Deus é um tempo de conferência, é um tempo de conferir o resultado de cada clube. E nós já distribuímos aqui mais de 60 troféus de reconhecimento a esses clubes por tudo o que fizeram, pelos projetos humanitários que fomentaram na sociedade, pela formação do companheirismo, porque o rotariano ele passa a fazer parte de uma família de 1,2 milhão de associados que temos no mundo inteiro e estamos presentes em mais de 200 países. O Rotary é a única Organização Não Governamental do mundo a ter cadeira na Organização das Nações Unidas (ONU). Nós temos uma cadeira cativa na ONU. Muita gente teria vontade de ter essa cadeira e o Rotary hoje tem voz ativa na ONU. Através de todos os clubes nós somos mais de 34 mil clubes de serviços no mundo e todos eles nessa mesma ocasião estão fazendo as suas conferências distritais, apresentando os seus resultados, apresentando as formas de contribuição para a Fundação Rotária. Esse ano, graças a Deus nós atingimos a nossa meta de passados de 100 mil dólares de contribuições para a Fundação Rotária, que financia aquela erradicação da poliomielite que falei agora há pouco. Eles pagam essas vacinas. Todas as doses de vacinas são pagas pela Fundação Rotária, cada vacina aplicada no mundo custa 1 dólar e com vários parceiros nós conseguimos chegar lá. Esses 100 mil dólares que foram doados aqui nessa Conferência fazem parte desses fundos, nos temos vários parceiros, a Upis, a Universidade aqui de Brasília que tem uma parceria muito grande aqui com a gente, o nosso seguro solidário através da Porto Seguro e da Itaú também que colaboram com a gente e todos os outros parceiros do distrito, os companheiros que já doaram mais de 10 mil dólares cada um, todos eles à sua forma e à sua possibilidade contribuem para que os resultados apresentados nessa Conferência sejam os mais positivos possíveis.


Buracos nas ruas e avenidas como instrumento de marketing político

Asfaltar a cidade no último ano do mandato acaba elegendo candidatos



É muito enjoativo o sujeito que fica repetindo a mesma ladainha a todo momento. Isso é ainda pior em se tratando de um blogueiro. Uái, nesse caso o elemento quase que dia sim e outro também posta um texto a respeito de um tema que, talvez pode ser equiparado a uma fixação em determinado em assunto. Por isso, confesso aos ilustres internautas que de vez em quando acessam este espaço, meu esforço por tentar variar a temática por aqui. Consigo? Nem sempre, fazer o quê?

Ah, a buraqueira das ruas e avenidas de Trindade! Claro, tem também os buracos de Goiânia. Afinal de contas, como diz meu amigo Claud Wagner, “Goiânia é o maior bairro de Trindade”. Por essa razão tenho uma certa preocupação com a situação do asfalto inclusive de Capital goiana. Nossa! Lembrei-me aqui, gente, do caos vivido pela população de Acreúna, Sudoeste de Goiás, cujas ruas e avenidas, em muitos casos, estão em estado alarmante. Estive, dia desses, naquela cidade e o que vi é de dar medo.

Mas voltemos aos buracos na pista ou, por outra forma, ao que essa buraqueira nos leva a pensar a respeito dos prefeitos de cidades de ruas e avenidas esburacadas e, evidentemente, de empresários e outros profissionais que atuam nesse ramo de atividade econômica, a pavimentação. Até porque, chega a um momento que a gente precisa deixar de rodeios e ir direto ao ponto. Então, deixemos de delongas, e avancemos. Ah, sim! Avançar, eis um verbo muito conjugado por Jânio Darrot (PSDB), prefeito de Trindade. Agora chega, andemos.

Alguém em sã consciência pode imaginar que o prefeito de qualquer município é um idiota? Claro que não. E o cara também vive na cidade. Quer dizer, os mesmos buracos que atrapalham “Chico”, certamente incomodam “Francisco”. Então, a buraqueira nas ruas e avenidas certamente prejudicam o prefeito e inclusive os empresários do ramo da pavimentação. Por quê cargas d'água o sujeito não se esforça para resolver um problema que o afeta diretamente também? Eis a pergunta cuja resposta valeria 1 milhão de dólares e que não me atreverei a dar uma resposta, evidentemente.

Mas chego a pensar que deixar ruas e avenidas sem a devida e necessária manutenção do asfalto das ruas e avenidas, não deve ser atribuído pura e simplesmente à incompetência ou desídia do prefeito da ocasião. Isso abre a possibilidade, sim, do gestor usar o serviço como marketing político nas eleições. Explico. Pode reparar que em inúmeras cidades esse problema de buracos nas pistas das cidades brasileiras, goianas e em Trindade queima o filme do prefeito mas não impede inclusive a reeleição, pois no último ano do mandato o gestor bota em cartaz operação tapa-buraco, recupera a popularidade e termina vencendo as eleições. Será que exagero ao afirmar isso?

Na minha opinião é mais ou menos isso o que acontece. Não vou generalizar a coisa, por razões óbvias, porém deixar ruas e avenidas esburacadas, promover operação tapa-buraco aqui, asfaltar umas e outras ali, um ano antes das eleições tem funcionado muito bem no marketing de vários candidatos sim. Agora, acho que os caras podiam evitar que a situação virasse um caos total como a gente assiste diariamente onde quer que se vá neste “país onde em se plantando tudo dá”.

Outra coisa que precisa igualmente ser dita é o seguinte. A situação chega a esse ponto é porque a população só reclama mas na hora de votar acaba elegendo os mesmos caras de sempre ou optando por um “novo” que na verdade repete os métodos semelhantes àqueles adotados pelos atuais. E no fim das contas as coisas não mudam mesmo e os buracos permanecem aí atormentando a gente e estragando carros, tornando inseguras as viagens e locomoções dos “brasileiros e brasileiras”. É isso aí!


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Entrevista: Jânio Darrot, prefeito de Trindade

Prefeito de Trindade destaca ações em Educação e Saúde no início de sua gestão



A reunião do Rotary Club de Trindade dessa quarta-feira (29) teve a pauta dedicada à participação do prefeito Jânio Darrot (PSDB) que apresentou vídeo com diversas realizações de sua administração. Na sequência, Darrot falou aos presentes ao encontro semanal dos rotarianos e convidados, sob a presidência de Sandra Gonçalves Dias, numa espécie de prestação de contas das ações desenvolvidas até o momento. No seu pronunciamento, o prefeito da “Capital da fé” mostrou-se otimista quanto ao futuro e destacou a certeza de que conseguirá promover “avanços” significativos em vários setores do município, principalmente na intensificação de ações na infraestrutura da cidade. Após a reunião, falamos com exclusividade com Jânio Darrot. Leia os principais trechos da entrevista.

BSV – Prefeito, em Trindade parece que falta tudo em todas as áreas. Onde a carência é maior, na sua opinião?
Jânio Darrot Temos carência em várias áreas, mas eu estava até aqui agora na palestra no Rotary Club de Trindade dizendo que não se faz tudo que se precisa fazer em tão pouco tempo. Então, nós estamos com um planejamento de trabalho na área da Saúde, que tem avançado muito com um novo hospital, com novas unidades de Saúde, médicos, medicamentos, uma HUPA em construção, um posto 24 horas em construção, 5 unidades de saúde em construção. Educação também com muitos avanços, muitas obras, material escolar, uniforme para as crianças e agora chegou a hora da gente de nós trabalharmos para resolver a questão da infraestrutura precária aqui de Trindade, de forma definitiva, que é fazendo o recapeamento e melhorando as condições das ruas e avenidas de Trindade, mas tudo isso é feito dentro de um planejamento, não tem como se resolver, se equacionar todos os problemas ao mesmo tempo, mas o que eu acho mais grave ou hoje o que eu vejo mais grave hoje é alguns bairros que nós temos aí, a falta da pavimentação asfáltica, a falta de água, a falta de esgoto sanitário e bairros que já têm quase 40 anos, como o Laguna Park. Então isso é preocupante e nós estamos com um planejamento para estarmos resolvendo a questão da pavimentação e buscando junto à Saneago e junto à Odebrecht Ambiental a solução também para a questão da água e esgoto.

BSV – E quanto à receita do município, ela é suficiente para fazer frente a tanto gasto, tanto investimento necessário?
Jânio Darrot – Não, a Prefeitura Municipal de Trindade tem uma arrecadação muito pequena, muito modesta diante da grandeza do município.

BSV – Em quanto está a receita hoje em dia?
Jânio Darrot – A receita hoje, nos trabalhamos aí em torno aí, com todas as receitas, repasses da União, em torno de 10 milhões de reais mensais. Então praticamente uma grande parte disso aí, praticamente a metade, vai para a folha de pagamentos e nós temos uma quantidade muito grande de serviços e de manutenção e de investimentos para serem feitos. Então as dificuldades são muito grandes. Só para se ter uma ideia, pode parecer um número até razoavelmente grande, mas a nossa arrecadação é um terço da arrecadação de Senador Canedo, que é de praticamente em torno de 30 milhões de reais mensais; a metade da receita de Catalão, um município das mesmas proporções; a metade da arredação do município de Itumbiara. Então, sem dúvida nenhuma, a receita de Trindade é muito pequena diante da dimensão que eu diria do município. Além da população ser uma população muito expressiva, a oitava maior do estado Goiás, nós temos um município que também ocupa uma grande área geográfica que nós sabemos que temos duas regiões urbanizadas no município de Trindade, onde nós temos a região central e temos também a Trindade 2 ou Trindade Leste.

BSV – Esse reajuste que houve na Planta de Valores dos imóveis no município de Trindade, que, aliás, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), tentou fazer algo semelhante na Capital e teve uma resistência tremenda dos vereadores goianienses e isso não foi pra frente. O senhor demonstrou uma calma, uma tranquilidade, nem deixou transparecer que estava em tramitação conseguiu aprovação na Câmara de Trindade, mas o reajuste acabou provocando um aumento também nas alíquotas do ITU e IPTU desse ano. Isso produziu algum impacto, aumentou a receita?
Jânio Darrot – Bom, primeiro existe uma diferença entre o projeto que foi aprovado em Trindade, que foi apenas um reajuste na Planta de Valores, com o reajuste que foi vetado em Goiânia que existe aumento na alíquota do imposto. Então o impacto seria muito grande. Nós aqui em Trindade apenas fizemos uma correção de muitos e muitos anos que precisava ser feita, onde, às vezes, existiam distorções muito grandes. Então, às vezes, você num terreno aqui ou numa residência num setor central de Trindade que, vamos dizer só para citar um exemplo, aqui no centro de Trindade, às vezes um lote que é vendido aí na avenida 1 milhão, 1,5 milhão dele estava sendo cobrado um imposto sobre um valor venal de 20, 30 mil reais. Então, a distorção era muito grande nós fizemos um ajuste, mas nós estamos sempre à disposição da população para fazer correções. Aquela pessoa que achar que ficou injusto, que o imóvel dele não vale aquilo que está sendo colocado no valor venal, atribuído pela Prefeitura, nós estamos lá para fazer correção e estar fazendo e estar aí resolvendo essa questão. Agora, quanto à receita, é fundamental que nós precisamos de melhorar a nossa receita. Você veja bem, quando a pessoa mora em um condomínio ela paga pelo serviço de manutenção das ruas, praças, jardins, pela limpeza. Ela paga uma taxa de manutenção todo mês. É como se fosse um IPTU mensal. Quando você mora numa cidade, é um condomínio grande, a cidade é um condomínio também, porque esses recursos do IPTU, vão para pagar a coleta de lixo, nós precisamos ter uma boa coleta, uma boa limpeza da cidade, precisamos de pavimentar os bairros não pavimentados, fazer a recuperação do asfalto que está degradado. Então, são esses serviços de manutenção e de investimentos que a gente precisa de buscar dentro dessas fontes de recursos que a Prefeitura tem. Então, sem dúvida nenhuma, é uma preocupação nossa, a gente sabe que a população, às vezes, questiona, mas nós vamos estar mostrando aí no final desse que esse IPTU, ele valeu a pena. Nós teremos muitas e muitas obras, principalmente nesse asfalto que está aí já precisando de uma recuperação.

BSV – Em qual setor de sua gestão o senhor destaca como sendo aquela pedra de toque, o que está sendo mais bem feito, em sua administração?
Jânio Darrot – Eu acredito que a educação e a saúde foram os dois setores que nós priorizamos. Primeiro porque a nossa preocupação era com as crianças nas nossas escolas e com as pessoas que precisam de acesso a uma Saúde qualidade. Então investimos muito nessas duas áreas. As crianças, hoje, realmente as nossas escolas municipais elas estão a cada dia tendo um aceitação, uma credibilidade maior da população, o nível de aprendizado cresceu muito nas nossas escolas e na Saúde, da mesma forma. Nós estamos fazendo um trabalho aí que tem melhorado. O número de exames são milhares, em torno aí de dezenas de exames que estão sendo autorizados todos os meses, em torno de mais de 20 mil exames sendo autorizados por mês, medicamentos sendo entregues em casa, no caso de doenças crônicas, médicos em todos os Posto de Saúde da Família (PSF), não faltam medicamentos em nossas unidades. O nosso hospital, hoje, é um hospital que cresce a cada dia o número de pacientes que procuram o hospital porque o hospital passou a ter credibilidade. Então, enfim, eu acho que nós avançamos muito nessas duas áreas. Mas como eu disse, a nossa grande preocupação agora nesse ano é manter essas áreas que avançaram, a assistência social avançou também, e fazer com que a infraestrutura, o meio ambiente com o paisagismo sejam a tônica desse ano.

BSV – Essa buraqueira nas ruas, na sua opinião, ela pode ser solucionada definitivamente, digamos ai, em um mandato? O senhor já está iniciando aí o seu terceiro ano do seu primeiro mandato e deve disputar a reeleição tranquilamente o ano que vem. Na sua opinião, é possível, em quatro anos, acabar com essa buraqueira?
Jânio Darrot – Olha, nós estamos, nós vamos iniciar nesse ano a pavimentação, aliás, nós vamos iniciar nesse ano a recuperação através do recapeamento. Então, eu tenho certeza, que com o recapeamento nós teremos aí mais uma vida às nossas ruas e avenidas de Trindade. Então, esse serviço ele vai ser feito. Não é um serviço que você faz ele com uma rapidez muito grande devido os recursos serem escassos, mas nós vamos, eu tenho certeza que esse ano nós vamos avançar muito, nós vamos estar muito melhor. No próximo período chuvoso nós vamos estar muito melhor do estamos neste período chuvoso agora. E, com certeza, ano a ano aí, nós podemos recuperar toda malha viária de Trindade. É lógico. Nós temos que ter a consciência que esse tipo de trabalho tem que ser um trabalho que tem que ser continuado. A manutenção ela vai sempre ser necessária que tenha uma manutenção de boa qualidade durante todos os anos, mas eu tenho certeza que esse ano nós vamos avançar muito. Esse ano em tenho certeza que a população que ela vai estar percebendo essa melhora nas ruas e avenidas de Trindade, já a partir do meio do ano. Então, a partir de julho em diante, a população ela vai estar percebendo essa melhoria.

BSV – O torcedor Jânio Darrot ficou satisfeito com a campanha do Tacão neste ano no Campeonato Goiano de Futebol?
Jânio Darrot – Satisfeito. Acho que o Tacão, quando nós assumimos em 2013, nós disputamos a segundo divisão, subimos. Fomos vice-campeões da segunda divisão, passamos então para a primeira divisão. Na primeira divisão quase classificamos. Teve aquele acidente que foi perder para o Anápolis que inclusive caiu, né? E nós disputando a vaga para a semifinal, perdemos para o Anápolis aqui, para o rebaixado, aqui na última partida, na partida decisiva, perdemos um jogo por 5 a 1. Inexplicavelmente perdemos o jogo por 5 a 1. Esse ano o time foi bem, foi pra semifinal. Fez duas boas partidas contra a Aparecidense mas não foi possível, não chegou na final, mas no ano que vem, se Deus quiser, nós vamos estar aí de novo. O povo de Trindade gosta do futebol, o esporte é importante, divulga muito a cidade e eu acho que o povo precisa, a cidade precisa disso. A cidade precisa de ter instituições representativas, precisa de ter festas. Então, você ter um bom futebol, você ter aí uma festa de Trindade, festival gastronômico, um réveillon, um carnaval. Então, instituição que também ajudam a cidade a crescer, a se tornar conhecida no Estado, no Brasil. O Rotary que está enviando um jovem trindadense para fazer intercâmbio lá na Lituânia, a igreja católica aí com o Padre Robson fazendo o trabalho dele aí de levar Trindade para Todo Brasil e para o Mundo. Então, tudo isso é muito importante. Trindade cada diz cresce mais e eu tenho certeza que o povo de Trindade agora, ele está determinado, ele não está... As pessoas reclamam e reclamam com razão porque ninguém tem paciência mais esse negócio de paciência para esperar, chega. E agora é avançar, avançar e avançar. Então eu vejo aí que às vezes as críticas elas são sempre bem-vindas porque isso nos motiva a trabalhar cada vez mais. Estamos otimistas, acreditamos que temos muito por fazer ainda. Já fizemos muito e estamos aí com planos, metas ambiciosas para continuar trabalhando muito e realizar muito aí nesses dois últimos anos da nossa administração, que é esse restante de ano. Esses 8 meses de 2015 e os 12 meses de 2016.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Entrevista: Bill O'Dwyer, superintendente de Comércio Exterior

Conciliando bem as noções de empresário e rotariano no governo para o bem da comunidade


William Leyser O'Dwyer (foto) é bacharel em direito, formado em 1978 pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, empresário em Anápolis, onde trabalha na Anadiesel, concessionária gigante da alemã Mercedez-Benz, desde 1979. A Anadiesel foi fundada por Wladyr O'Dwyer, pai do Bill O'Dwyer, como é conhecido o atual superintendente de Comércio Exterior do Governo de Goiás.

Bill O'Dwyer tem uma vasta experiência na vida pública, pois já exerceu a função de secretário de Governo na gestão do prefeito Ernani de Paula em Anápolis, onde também foi secretário de Desenvolvimento Econômico. Bill atuou como assessor internacional na gestão do prefeito Ademar Santillo, também em Anápolis, além de ter sido assessor para a área internacional do igualmente prefeito anapolino Wolney Martins. Bill foi um dos fundadores de Secretaria de Comércio Exterior, tendo sido superintendente, e, em tempo, já foi secretário da Indústria e Comércio. Desde o início deste ano, Bill O'Dwyer está à frente da Superintendência de Comércio Exterior do governo de Marconi Perillo.Veja a seguir os principais trechos da entrevista exclusiva concedida por Bill O'Dwyer ao Blog do Sérgio Vieira (BSV).

BSV - A sua trajetória como rotariano ajudou de alguma forma a sua chegada ao comando da Superintendência de Comércio Exterior do Governo de Goiás?
Bill O'Dwyer – Ajudou, perfeitamente. A internacionalidade do Rotary, ligada a minha vocação nessa área internacional, porque eu sempre fui focado na área diplomática, de relações internacionais, e isso aí me trouxe uma visão muito mais aberta, os horizontes mais abertos com relação a área internacional, e o Rotary me deu a oportunidade de viajar muito às convenções do Rotary nas representações. Então isso aí realmente vai tarimbando a gente, no correr dos anos, para nos tornar especialista quando se fala em questões internacionais.

BSV – O que o atraiu para o Rotary International?
Bill O'Dwyer – A minha família já fazia parte do Rotary, meu avô e meu pai, então eu, automaticamente, já me sentia um rotariano desde criança. E vendo aquele grupo se reunir em locais abertos, um grupo sério, líderes da comunidade, aquilo foi me impressionando até o meu ingresso ao Rotary, conduzido pelo meu pai, em 1979.

BSV – De todas as suas atividades em Rotary Internacional, qual é aquela que tem maior destaque, em sua opinião?
Bill O'Dwyer – Cada uma teve o seu valor pessoal e o valor rotário, mas ter sido governador [denominação do principal líder] é talvez a melhor experiência que um cidadão possa ter dentro do Rotary e fora do Rotary, porque nos dá a oportunidade de conhecer a si próprio muito mais e adquirir um batalhão de amigos e colaboradores em defesa de uma sociedade melhor, de um ser humano com mais justiça e principalmente através dos programas do Rotary que nos dá oportunidade de fazer tanta coisa para a comunidade.

BSV – No Governo o que fala mais alto, a noção de empresário ou de rotariano?
Bill O'Dwyer – Olha, os dois. A gente consegue conciliar a noção de empresário e a noção de rotariano quando as ações, sem mesmo um planejamento, são focadas na busca de melhorias de condições de uma comunidade. O que eu tenho feito realmente é trazer para o estado de Goiás mais investimento e melhores condições para nossas empresas, e mais exportações, e melhores produtos, o que reflete diretamente na qualidade do ser humano que está participando desse sistema onde o empresário e o rotariano se unem para que a sociedade, a comunidade, tenham uma vida melhor.

BSV – A reforma na estrutura de governo transformando secretarias em Superintendências diminuiu a importância desses órgãos, em sua opinião ou isso é apenas terminologia?
Bill O'Dwyer – Só uma questão de terminologia, porque a ação continua a mesma, o planejamento continua o mesmo, naturalmente mais enxuto, e os resultados que a gente espera alcançar vão ser ainda melhores, mesmo contando com uma máquina mais enxuta, com menos colaboradores, já que houve um corte muito grande nos comissionados e eu acho que isso nos traz mais desafios para que a gente possa alcançar os mesmos resultados com condições menores de trabalho.

BSV – Então isso é possível, com menos recursos se obter um resultado melhor?
Bill O'Dwyer – Sim, isso é mais uma questão de tempo também. Nós estamos calculando que, para a máquina realmente começar a produzir, nós temos que ter aí mais uns seis meses. Isso aí nesse ano, o ano de 2015 é um ano de mudanças, um ano de adaptações. E isso aí a gente acredita que, em 2016, a gente possa ter já uma visão muito mais ampla e os resultados também mais visíveis desse trabalho de adaptação que está sendo feito em 2015.

BSV – Já é possível se apontar é destaque de sua atuação no primeiro trimestre deste ano?
Bill O'Dwyer – Nós continuamos ainda a ter resultados muito bons no comércio exterior, na nossa balança comercial. E isso aí vem demonstrar que continuamos no caminho certo. As nossas políticas de atração de investimentos e apoio às exportações. E quando se fala em apoio às exportações, nós estamos apoiando as indústrias a produzirem um produto melhor para que nosso Estado possa exportar mais. Isso aí tem, nesse primeiro trimestre, comparado com o saldo comercial da balança brasileira, Goiás tem se destacado. Nós fechamos o primeiro trimestre com um saldo na balança comercial com quase R$ 1 bilhão. E isso aí demonstra que, apesar de todas as dificuldades que o Brasil passa, que o próprio Estado possa vir a passar, nós continuamos reagindo bem.

BSV – Qual o tamanho do comércio exterior de Goiás?
Bill O'Dwyer – O comércio exterior goiano hoje tem quase um mil produtos a sendo exportados. Temos aí uma parceria com, mais ou menos, 160 parceiros internacionais, ou seja, 160 países e fechamos o ano passado com quase 8 bilhões de dólares, foi o nosso comércio exterior, com superávit de, mais ou menos, 2,5 bilhões de dólares, em 2014. E isso a gente espera poder manter nesse ano, talvez com alguma dificuldade, já que o cenário econômico brasileiro se reflete nas exportações com a alta do dólar, mas o que a gente espera é que possamos superar. Daí essas missões que o Governo de Goiás tem organizado, e acabamos de chegar de Portugal, para atrair mais investimentos. Portugal é muito país muito bem situado na Europa, apesar de conhecermos pouco da economia lusitana, a gente pôde verificar que há um potencial muito grande de investimentos também fora de Portugal por ser um país de área geográfica muito pequena, nós destacamos lá que tem muitas empresas portuguesas que querem investir no Brasil e Goiás é um destino que nós fomos apresentar agora. E a Tailândia é a mesma coisa. Estaremos apresentando o Estado de Goiás em Bancoc, no próximo mês [maio], e temos aí essas missões já programadas para a Argentina, Colômbia e Chile, em agosto. Antes, temos em junho, uma grande missão à Rússia e Polônia, já acertamos com o vice-governador, e dia 20 de junho estaremos partindo para a Moscou e teremos um dia, praticamente uma semana dedicada a Goiás, em setembro, em Nova Iorque. Nossos parceiros lá, a Câmara Americana, o Consulado Brasileiro, então estaremos promovendo “Goiás Day”, que será o “Dia de Goiás” em Nova Iorque. E temos também aí viagens em outubro para participar de uma feira em Cantão, na China, quando empresários goianos estarão participando também e em novembro uma missão liderada pelo governador Marconi Perillo à Alemanha, Holanda e Bélgica. Então aí fecharemos o ano com essas missões internacionais. Vale falar também de uma pequena missão à Austrália, onde Goiás estará participando de um seminário sobre mineração, já que Goiás, hoje, situa-se entre os três maiores produtores minerais do país.

BSV – Existe possibilidade de se conseguir algum investimento na área do comércio exterior para Trindade, por exemplo?
Bill O'Dwyer – Trindade é também uma cidade turística, não só do ponto de vista religioso para o Estado de Goiás, mas o aspecto turístico que é também importante para a economia cresça, se transforme e dê mais resultados. Então, o que se espera para Trindade nesses grupos de atração de investimentos que a gente possa trazer para Goiás, Trindade também está nessa área de atração. Pessoalmente, quando se fala em incentivos do Estado para a atração de novos empreendimentos, Trindade consta, através do bom trabalho que o Governo tem feito, e o prefeito Jânio Darrot [prefeito de Trindade], para que a gente possa também chamar a atenção dos empresários, não só estrangeiros, mas, a nível nacional, para vejam Trindade como um polo em franco crescimento, com infraestrutura já muito bem criada e funcionando. Quando se fala em infraestrutura, se olha nas ligações, ou seja, nos acessos e vamos ver aí o novo aeroporto de Goiânia que também trará um impulso muito grande a nossa economia e o aeroporto de cargas de Anápolis. Então, esse eixo Goiânia-Trindade-Aparecida de Goiânia-Anápolis vai fazer a diferença no futuro bem próximo.

BSV – Nessas missões há espaço para algum Trindadense?
Bill O'Dwyer – Claro que há. Inclusive a Coming foi agora, o Emílio Bitar, participou conosco dessa missão a Portugal e deve estar participando de outras missões. E ele sempre com muito orgulho fala que a empresa dele está instalada em Trindade. Essas missões são abertas a todo o empresariado e sempre fazemos os convites através da Federação da Indústria e Comércio de Goiás (Fieg), através da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), que tem os seus parceiros. Por exemplo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também participou conosco agora dessa última missão a Portugal. E através deles é que a gente faz os contatos com as empresas e os empresários.

BSV – A economia trindadense já teve como carro-chefe a indústria de confecções, mas, hoje em dia, o setor de serviços está na dianteira. Há como inserir Trindade no comércio exterior, considerando essa característica?
Bill O'Dwyer – A moda Goiás, a confecção goiana, já teve um papel mais preponderante nas nossas exportações mas, há, hoje, um momento muito grande para que seja novamente um destaque na área de confecções e Trindade aí se insere, como outros polos, casos de Jaraguá também. Então há um trabalho da nossa equipe justamente para que a confecção goiana, principalmente havia no passado a moda praia goiana, que estava sendo muito exportada para a Europa, a Alemanha, principalmente. Então, há um interesse muito grande em retomar essa nossa condição de produtores e exportadores de confecções, de moda, onde Goiás teve sempre um destaque muito grande. Há um plano, um planejamento, de voltarmos aos velhos tempos que um bom porcentual das nossas exportações sejam feitas através das nossas confecções.

BSV – Na sua opinião, comércio exterior é a saída para a economia goiana não embarcar nesse momento de crise?
Bill O'Dwyer – Quando se fala em comércio exterior, você vê um momento hoje bem favorável, principalmente quando o nosso produto se torna mais atraente por estar com um preço mais baixo, em razão do dólar. E as importações sofrem com isso, com o aumento do dólar, mas há uma compensação, que você pode produzir mais, pode exportar mais aí você naturalmente pode importar com mais recursos para compensar a alta do dólar que realmente já fez um estrago aí nas nossas importações, como eu digo, são importações de insumos para a nossa indústria farmacêutica, de peças automobilísticas para as indústrias da Hiundai, da Mistsubishi, da Suzuki, que aqui estão, e outros implementos agrícolas também que a gente importa. Então, tem que haver uma compensação para que esse superávit que a gente conseguiu o ano passado seja mantido e nunca um déficit. E agente espera que com essa compensação, dólar alto e valorização de produtos a gente consiga realmente compensar esse momento em que a economia brasileira tem dado sinais de enfraquecimento ou diminuição do nosso produto interno bruto.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Políticos brasileiros cada vez mais desacreditados

A questão é saber se os políticos se incomodam pelo descrédito da população


Dia desses eu tive que, como se diz, dar um trato no visual, pois o cabelo havia ficando rebelde demais da conta, aí o jeito foi fazer uma parada básica num cabeleireiro. Enquanto aguardava minha vez de ser atendido, fiquei assuntando a conversa do pessoal. Papo corria solto com casos de futebol, mulher, dinheiro e política. Menino do céu, como o povo conversa potoca em salão de beleza e nas barbearias também. Misericórdia!

Aí a comprovação de que realmente a galera anda cada vez mais na bronca com os políticos. Puxa vida, essa onda sem fim de escândalos protagonizados pelos homens graúdos da política nacional está detonando mais ainda o conceito dos políticos de uma forma geral. E nessas horas em que a gente está comentando as últimas estripulias de políticos com o dinheiro público, noticiadas pela grande imprensa, a generalização de que ninguém presta mesmo vira regra geral, não salva um que preste, de acordo com o senso médio da população.

Mas é preciso reconhecer, os políticos têm sido mesmo de uma competência inquestionável no tocante a deteriorar o patrimônio de credibilidade da categoria. Eles não param de aprontar. Enquanto todo mundo está sendo chamado a apertar os cintos para economizar o máximo, a fim de se atenuar os efeitos da crise econômica que estamos vivenciando, os líderes políticos fazem o quê? Ah, sim! Eles aumentaram de um modo exorbitante o fundo partidário, ou seja, o dinheiro público que financia as atividades dos partidos políticos. É brincadeira?

Pior que a coisa é muito séria, internautas. O fundo partidário já custava aos bolsos dos contribuintes a quantia de R$ 259,5 milhões. Suas excelências acharam que estava pouco para eles e aumentaram a bolada para R$ 867,56 milhões. E a lei, claro, foi aprovada pelo congresso nacional e a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou. Quem se sentiu contrariado pela rapidez com que os caras lá no Planalto Central se autoconcederam esse invejável aumento das receitas, que vá se queixar ao Papa Francisco, ora pois.

Fica bonito isso, né? Cortes e contingenciamento no orçamento de órgãos públicos na esfera federal, os governos estaduais vão indo na mesma batida de contenção das despesas, no que são seguidos pelas administrações municipais, no entanto, os líderes políticos têm a brilhante ideia, logo transformada em lei, de aumentar o dinheiro para custear os gastos dos partidos. Isso é o mesmo que chamar o cidadão comum de otário, realçando a esperteza daqueles que, sendo detentores do poder, não hesitam jamais em cuidar dos interesses próprios. É aquela coisa, “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

No mundo de hoje a informação circula numa velocidade vertiginosa, em tempo real mesmo, e ninguém é mais bobo, não senhor. As pessoas tomam conhecimento de coisas assim e o descrédito dos políticos só faz aumentar, em contrapartida. Eis o preço da esperteza dos políticos: desconfiança total em seus propósitos e ações. E certamente isso não faz bem para sociedade que ainda não inventou uma forma de botar as instituições democráticas em funcionamento prescindindo totalmente dos políticos.

E há uma série de outras práticas dos políticos que só fazem jogar contra a credibilidade que devia existir da população em relação aos seus líderes da política. O sujeito é eleito para um cargo mas nem toma posse e vai exercer outra atividade. Senadores, deputados federais, estaduais e vereadores atuam de forma a diminuir a importância do papel que se espera seja da responsabilidade dessas autoridades. Essas coisas não passam desapercebidas pelas pessoas aqui na planície, embora as “excelências” se comportem como se ninguém estivesse prestando atenção no fazem ou deixam de fazer aqueles que, por livre e espontânea vontade, entram para a vida pública.


Na conversa no cabeleireiro que eu estive assuntando, foram empregadas expressões do tipo “é tudo uma cambada de gente safada”, “malandro”, “cabra sem-vergonha”, para se referir aos políticos em geral pouco importando se homens ou mulheres. Evidentemente que essas referências nada enobrecedoras acontecem onde quer que se esteja e as pessoas comecem a conversar sobre política, infelizmente. Agora, a pergunta que não quer calar? Será que os políticos estão ao menos um pouco preocupados com isso? Será?


Crédito da Imagem >>> http://www.libertarianismo.org


terça-feira, 21 de abril de 2015

Lembrando aqui do caso do botijão roubado na casa de um casal amigo

É cada coisa que acontece nessa vida doida, minha gente




Um casal amigo, não faz tantos dias assim, estava em casa trabalhando na atividade profissional da qual tiram o sustento da família. Era dia de semana, por volta do horário do almoço. Ah, sim! E havia uma panela de pressão no fogo cozinhando o feijão que seria degustado dali a pouco pela galera presente naquele sagrado momento em que a gente costuma para tudo o que se está fazendo para pegar a bóia. Ou seja, estava em cartaz um dia normal na vida das pessoas que vivem e trabalham para cumprir com as obrigações do dia a dia.

Não é que lá pelas tantas a minha amiga cismou de dar uma conferida no andamento das coisas na sua cozinha? Afinal de contas, qualquer dona de casa sabe perfeitamente que não convém botar nada no fogo e largar ao deus-dará. “Eita, que o feijão já deve estar queimando”, pensou a minha amiga, desempenhando naquele instante seu papel de cozinheira, dando um tempo na costura de camisetas promocionais que deveriam ser entregues dali a poucos dias.

A distância entre o local de trabalho e a cozinha é coisa de, mais ou menos, 20 metros, e o campo visual é muito bom. Mas parece que malandro, ladrão mesmo, tem um pacto com “o coisa ruim” e quando o cabra está roubando os donos da casa ficam meio que anestesiados, desatentos demais, sei lá. Veja bem você, em plena luz do sol, os moradores dentro da casa e o ladrão entrou na cara dura, ousadia em estado bruto, e perpetrou sua ação criminosa.

Sabe o que “o mala” fez? Simplesmente roubou o botijão de gás. Nada mais, nada menos do que isso. Desconectou o botijão do fogão que, vale relembrar, estava em uso, pegou a mercadoria e deu no pé. Fala sério! É terrível uma coisa dessas! Quando se é vítima de um troço desses a gente vê como é que somos vulneráveis no cotidiano. Basta que um mal elemento qualquer se interesse pelo que nos pertence que de muito pouco vai adiantar ser de dia ou de noite, ter cerca elétrica com câmera ou não, o meliante arranja um jeito e surrupia o que lhe dá na cabeça. Eis a verdade doída, dolorida, internauta que vez por outra nos dá a honra da visita a este espaço.

Felizmente, esse caso não teve violência nenhuma praticada pelo ladrão contra os donos da casa que sequer o viu. Apenas foi constatou o roubo depois de acontecido, para espanto de qualquer um que tomou conhecimento do episódio. Ah, sim! O produto do roubo, um botijão de gás ainda cheio, acabou sendo recuperado pelos donos. O ladrão passou a mercadoria para frente sem maiores dificuldades. Há sempre alguém interessado em fazer um negócio de ocasião, fazer o quê. Se é que me faço entender. E se conversarmos por aí vamos achar outros casos parecidos como esse, com certeza. É a vida, é a vida, é a vida dita moderna. Quanta insegurança, Deus do céu!

Crédito da imagem >>> http://www.aranoticia.com


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Voltando a falar da buraqueira nas ruas e avenidas da “Capital da fé”

Na torcida para que a Prefeitura de Trindade tape os buracos no Jardim Salvador



Cruzamento da Rua Rocha Lima com a
Av. 21 de Agosto no Jardim Salvador: Só buracos!
Não faz muitos dias que postei essa notinha aqui sobre a buraqueira no asfalto ali em frente à Vila São José Bento Cottolengo, mais precisamente no dia 13. Como a Prefeitura de Trindade deu um trato na coisa toda, tapando os buracos na pista da Avenida Manoel Monteiro, fiquei até animado a retomar o assunto que não quer calar: crateras no asfalto.

É lógico que estou brincando, pois sei muito bem que os gestores da “Capital da fé” nem devem saber da existência deste modesto blog. Os caras lá, com certeza, estão sempre ocupados demais com as grandes questões que afetam a vida dos cerca de 115 mil habitantes de Trindade. Dificilmente algum secretário deve encontrar “causa, motivo razão ou circunstância” (A benção, Professor Girafales!) para visitar um espaço feito este, e ficar sabendo o que vai na cabeça de um e outro trindadense de nascimento ou por opção, imagino, talvez não esteja entre as preocupações do secretariado de sua excelência, o prefeito.

O negócio é que, apesar do que está dito acima, não custa porém insistir no tema que, afinal de contas, não tem nada a ver com aquele elefante da música infantil, mas igualzinho ao enorme paquiderme incomoda muita gente sim, senhor. Do que estou a falar, internauta cansado desse papo de cerca lourenço? Refiro-me aos buracos em série no cruzamento da Rua Rocha Lima com a Avenida 21 de Agosto, no Jardim Salvador, na “Velha Trindade da Fé e do Amor”.

A buraqueira simplesmente tomou conta daquele ponto tornando impossível o sujeito, mesmo se locomovendo em qualquer meio de transporte terrestre, transitar por ali e não cair em algum buraco. É complicado também para o pedestre, convém dizer sem qualquer exagero. Está duvidando? Então dê uma passada no cruzamento mencionado acima e depois a gente volta a conversar. Combinado, amigo internauta afetado pela síndrome de São Tomé, o desconfiado demais da conta?

Bem, mas a intenção ou veleidade, melhor dizendo, é que a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos da Prefeitura de Trindade, sob a responsabilidade de Edmar Antonio Alves, o “Coquin”, entre sem mais delongas em ação e dê um tratamento de choque no local, tapando com um serviço de primeira qualidade aquela buraqueira, de novo, no cruzamento da Rua Rocha Lima com a Avenida 21 de Agosto, Jardim Salvador. Repetindo que é para ajudar os caras da administração municipal a encontrar o lugar.

Queria terminar aqui, porém, me lembrei que na estrutura administrativa da Prefeitura da “Capital da fé” existe também a Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade, sob os cuidados do Altamiro Alves de Carvalho Júnior, o Mirim. Quer dizer, qual das pastas municipais deve estar com a incumbência de cuidar da malha viária do município? Ao menos na nomenclatura é possível notar que tanto a secretaria do Coquin como a pasta do Mirim pode muito bem encampar essa tarefa. Pois é, pois é, pois é! (Salve, Chiquinha!)


Mas agora eu termino isso de uma vez por todas, minha gente. Vou ficar torcendo para que não demore muito e a gente possa transitar em segurança e sem maiores atropelos pelo cruzamento... Aneim! Vou repetir não. Todos já sabem a localização da buraqueira de que me ocupo nessa notinha. E tenho dito!


domingo, 19 de abril de 2015

Deus e o sofrimento humano



Aos olhos dos que não creem, tudo o que pedimos não acontece. Mas é claro que não acontecerá. Cuidado humano é responsabilidade humana. Os pobres só serão cuidados por Deus se nós, movidos pelo amor concedido por Ele – que nos move para o cuidado -, cuidarmos.

Deus não descerá do céu para fazer o que é responsabilidade humana. Da mesma forma como não subiremos ao céu para realizar o que é divino. O nosso lugar é a história, é o concreto do chão. É a vida, a carne, o sangue, a terra.

Se a nossa prece não se transformar em atitude, Deus fica desmoralizado, e o mal continuará prevalecendo sobre o bem.

Este é o grande ensinamento da parábola do samaritano, que está em Lc 10, 29-37. Nesta parábola, o protagonista é o próprio Deus.

Diante de seus olhos está um de seus filhos, em condições de abandono. Ferido, ele espera por ajuda, carece de misericórdia, de cuidados que lhe curem as dores.

Deus já está nesta história, sofrendo no que está ferido. Sua presença na interioridade do ferido o anima e o apoia para que viva da melhor forma possível aquele momento doloroso.

Deus está com o caído em sua total integridade. É da experiência do sofrimento da carne que Deus precisa libertá-lo. Há um risco de vida, um sangramento que precisa ser estancando, mas este gesto redentor só poderá acontecer na vida do sofredor se uma atitude humana for tomada.

O desejo de Deus para a vida do sofredor está nas mãos dos humanos que passam por ali, na cena do acontecimento. Deus e o ser humano são complementares na solução deste problema. A parábola nos fala justamente deste embate entre desejo de Deus e atitude humana. É nesta perspectiva que o texto é construído. O desejo de Deus é que o homem seja socorrido, mas para isso Ele precisará de braços humanos.

O primeiro a passar pela cena é um sacerdote. Apressado com seus afazeres, vê o necessitado, mas não o ajuda. Naquele momento, Deus experimenta a impotência do amor ferido. O sacerdote não sente como Deus, e Ele não pode forçá-lo ao amor. O corpo caído era o apelo, mas ele não quis responder. O mesmo se dá com o escriba, e mais uma vez não há resposta humana diante do sofrimento ali exposto. O ferido continua sangrando, e Deus perde mais uma vez. Quem o derrotou? A indiferença do escriba.

Finalmente passa um samaritano que resolve tomar a iniciativa. Deixa-se guiar pelo impulso salvífico de Deus, experimenta a liberdade que o potencializa para o amor e concretiza o desejo de Deus na vida do homem ferido. Por meio do samaritano e do dono da pensão onde o homem ferido foi acolhido, Deus finalmente pôde agir.

O samaritano e o proprietário do estabelecimento se prestaram a ser a mão de Deus. Mão que foi estendida mediante a solicitação divina, porque o amor com que amaram o homem ferido nasceu do impulso que veio do próprio Deus.

A intervenção compreendida desta forma retira de Deus a responsabilidade pelo não amor. Se aquele homem continuasse ali e não recebesse os cuidados necessários, certamente morreria.

Depois de morto, uma pergunta desconcertante poderia ser feita pelos que não creem: “Onde estava Deus no momento em que aquele homem necessitava de ajuda? Onde estava a misericórdia que vocês costumam anunciar?”

Teríamos que responder: “Deus estava sufocado no coração indiferente do sacerdote. Estava gritando, mas não foi ouvido. Ele estava amarrado na indiferença do escriba. Ele insistiu para que parasse, mas não conseguiu. Deus estava de mãos atadas diante do desamor humano. Ele estava perdendo, porque não pode nos forçar ao amor. Ele estava indignado, abatido, do mesmo jeito como certamente ficou no dia em que mataram o Filho Dele!”




Padre Fábio de Melo (Texto distribuído nas missas deste domingo, na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, na Av. Circular, Setor Expansul, em Aparecida de Goiânia.


sábado, 18 de abril de 2015

Goianão 2015: Não foi dessa vez, Tacão.

Jogando em casa o Trindade perde chance de chegar à final do Goianão 2015



Flagrante do gol de Tozin, hoje no Estádio Abrão Manoel:
Vitória da Aparecidense sobre o Tacão, 1 a 0.
O Estádio Abrão Manoel da Costa recebeu um público pagante de 2.429 torcedores que assistiram à Aparecidense vencer o Tacão por 1 a 0, gerando uma renda de R$ 39.160,00. O gol do time de Aparecida de Goiânia foi marcado num cabeceio de Tozin (8 gols no campeonato) aos 19 minutos do segundo tempo. Diga-se de passagem que a Aparecidense não tomou conhecimento do Trindade nos dois confrontos decisivos, vencendo as duas partidas. O árbitro foi Elmo Rezende que foi auxiliado por Fabrício Vilarinho e Leone Carvalho.

A campanha do Tacão foi o suficiente para fazer uma boa figura, mas realmente foi pouco para quem jogou em casa 8 vezes e só conseguiu vencer duas vezes. O mando de campo no futebol é sempre um trunfo, mas no caso do Trindade isso não produziu bons resultados não. Já a Aparecidense mandou muito bem como visitante, pois os caras da cidade que viu crescer as Bolachas Mabel, disputaram as mesmas 8 partidas fora de casa, venceram 4 e empataram os outros 4 jogos.

Com a vitória de hoje, a Aparecidense já se garantiu na Copa do Brasil 2016, além de estar entre os três representantes de Goiás no Campeonato Brasileiro, Série D, do ano que vem. É, mas tem campeonato goiano por ser decidido ainda e a Aparecidense já conquistou uma vaga na final e agora só espera para ver se a peleja pelo título será contra o Goiás ou Goianésia que se enfrentarão neste domingo (19), às 16h, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. É isso ai!