quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Usuários vão pagar tarifa de R$ 3,70 a partir deste sábado

Gestores do transporte coletivo urbano da região metropolitana de Goiânia aumentaram a tarifa em 12,1%



Tarifas novas, aumentadas, mas a qualidade
é a de sempre: Ruim demais toda vida.


E a série de aumentos no custo de vida dos trabalhadores não para de subir, Divino Pai Eterno! Os usuários do transporte coletivo urbano de Goiânia e região estão sendo brindados com mais um aumento. Os gestores do sistema de transporte insistem em não tirar as mãos dos bolsos dos passageiros, vistos como fonte inesgotáveis de dinheiro. É que os usuários pagarão tarifa reajustada, mas, em contrapartida, a qualidade dos serviços pelas concessionárias continuará naquela base de sempre, ou seja, ruim toda vida.

Então direto ao ponto e sem mais rodeios: R$ 3,70, eis aí, senhoras e senhores, a nova tarifa dos ônibus da região metropolitana de Goiânia, definida pela Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) na tarde desta quarta-feira (3). O aumento de 12,1% passará a vigorar a partir do próximo sábado (6). Nessa mesma época, no ano passado, mais precisamente no dia 16 de fevereiro, aconteceu o último reajuste, passando a tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30.

Lembrando que naquela ocasião houve protestos muitas vezes exagerados resultando em quebra-quebra e depredação de ônibus. Pois é, pois é, pois é.


Criminalidade na "Capital da Fé" assusta e amedronta a gente

No Portal G1, com notícias de Goiás, me deparei hoje à tarde com essa postagem sobre a prisão de um homem suspeito de ter cometido três assassinatos em Trindade. É, realmente a "Capital da Fé" está se tornando um lugar violento demais da conta. E isso assusta todo mundo e provoca sensação de medo e insegurança nas pessoas comuns. Por aqui, nos últimos meses, tem acontecido cada tipo de crime que assusta a gente e até pensávamos não ver semelhantes acontecimentos tão próximos assim. Lamentável.

Veja abaixo em vermelho a íntegra da notícia, segundo Vanessa Martins, repórter do Portal G1:




Preso havia sido detido por estar com carro roubado e deu nome falso. Conforme delegado, jovem confessou ter matado vítimas em Trindade.



O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, apresentou nesta quarta-feira (3) o suspeito de cometer três homicídios no município. Conforme as investigações, o jovem, identificado como Rafael de Jesus Oliveira, de 28 anos, era foragido da Justiça da Bahia por roubo e por matar um detento enquanto estava preso.

O delegado responsável pelo caso, Douglas Pedrosa, informou que o jovem tinha o apelido de “Zé da Peixeira”, porque sempre andava com uma peixeira na cintura. Os crimes em Trindade aconteceram nos dias 6, 10 e 12 de novembro do ano passado. Todos os corpos foram encontrados em uma região de mata entre os setores São Bernardo II e Palmares.

Na época, as investigações apontaram que o suspeito havia fugido da cidade. Algum tempo depois, a polícia foi informada de que ele havia sido baleado e levado para um hospital de Goiânia, onde deu o nome falso de Vilomarco de Jesus, e conseguiu fugir novamente.

"No dia 22 de dezembro do ano passado ele foi preso em Aparecida de Goiânia por estar com um carro roubado. No dia seguinte, falamos com o juiz e pedimos a identificação criminal dele. Quando o exame foi feito, comprovou que estava usando um nome falso. Também identificamos que ele era foragido do sistema prisional da Bahia por um roubo e por matar um colega da prisão”, completou.

Ao ser levado para Trindade, o preso confessou os três homicídios à Polícia Civil. O jovem afirmou que era traficante de drogas, mas que as vítimas haviam sido mortas por furtar objetos da casa dele. Ele deve ser indiciado pelos três assassinatos.

"Ele chamava as pessoas para pescar e matava as vítimas usando a peixeira. O primeiro homicídio ele conta que cometeu na própria casa e usou um carrinho de mão para levar o corpo até o local onde ele foi encontrado. No segundo, ele relatou que tentou decapitar a vítima”, contou o investigador.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ruas e avenidas cada vez mais estreitas e com asfalto de qualidade inferior

Melhorar a qualidade do asfalto nas cidades brasileiras, Trindade também, eis um belo desafio aos prefeitos que serão eleitos neste ano



Avenida Dom Prudêncio, Setor Sul, em Trindade:
Ilha grande demais, desproporcional às dimensões
das pistas de rolamento.


Olhe a foto bem no alto deste post, internautas. Reparou no detalhe da desproporção entre as pistas de rolamento e a ilha? Então, isso é desse jeito mesmo na Avenida Dom Prudêncio, Setor Sul, em Trindade, Goiás. Aquele espaço todo bem que poderia ser uma bela e ampla Avenida, ouso acreditar. Porém a coisa não é bem assim. Ilha exageradamente grande para pistas estreitas, é o que se tem para o momento. Ah, sim! Exemplos iguais a este são facilmente encontrados na “Capital da Fé”. Os prefeitos ao longo dos tempos têm demonstrado preferência por estreitar ruas e avenidas, parece.

Para quem duvida é só observar um tiquinho os novos loteamentos e bairros residenciais surgidos em épocas recentes, para se constatar que a moda é dar o mínimo espaço para ruas e avenidas, reduzindo ao máximo as dimensões dos lotes. Assim os caras conseguem maximizar o aproveitamento da área total fatiada. Essa prática deve estar rendendo uma boa grana para os empresários do setor imobiliário, em geral, e muito particularmente, aos donos das terras. Ao menos é a impressão que se tem.

Mas convém prosseguir e retomar o ponto principal que vem ao caso, ao menos para esta postagem aqui. É o seguinte. Fazendo ruas e avenidas cada vez mais estreitas isso facilitaria o trabalho para a Prefeitura Municipal, responsável por asfaltar uma maior quantidade de vias públicas. Bem, ao menos tem sido este o raciocínio perceptível na base da atual prática. Faz até um certo sentido porque os recursos são sempre escassos, não é verdade? Fosse isso mesmo será que não daria então para melhorar a qualidade da pavimentação aplicada por aí? Será?

Se resolveram encolher as dimensões de ruas e avenidas da cidade essa “economia” bem que poderia ter sido aplicada na qualidade do trabalho feito. Mas uma ligeira observação na pavimentação asfáltica, não apenas em Trindade, diga-se, é suficiente para se perceber que as coisas vão mal neste aspecto. Tem lugares que o pessoal nem bem termina de aplicar o asfalto novo, vem uma chuvinha qualquer, e pronto, lá está feito o estrago, agravando a situação, pois o material some, dando lugar a uma buraqueira horrorosa. Os custos com a mão-de-obra e material, em tempo, produzem furos diversos no Orçamento da Prefeitura por onde escoam dinheiro público, vale lembrar. Desse modo, seguimos nossos caminhamos, nos deslocando pelas cidades brasileiras e goianas, sobre duas, quatro ou mais rodas, passando por buracos, crateras e afins.

E o pior também são essas famigeradas “operações tapa-buracos” a que assistimos entra ano e sai ano, aqui e alhures. No geral, a espessura do asfalto, por ser tão fina, desaprece facilmente e dá lugar aos buracos por onde precisam trafegar todo tipo de veículos incessantemente transportando pessoas e mercadorias de um lado para o outro. E nisso de tapar buraco em asfalto mal feito muito dinheiro vai sendo gasto sem resolver definitivamente o problema.

Pensando a respeito dessas coisas “miúdas”, lembrei-me de que numa certa ocasião, deve ter aí uns 23 anos, o então presidente Fernando Collor de Mello afirmou que “se comparados com os carros do mundo desenvolvido, os carros brasileiros são verdadeiras carroças”. Deu um quiproquó danado. Quem duvida é só dar uma espiada aí no Google. Bem, a indústria automotiva se mexeu e os carros “produzidos” (montados, né?) no Brasil evoluíram demais da conta. Claro, a galera que não é boba nem nada, obteve favores governamentais, incentivos fiscais, alíquotas diferenciadas etc e tal para fazer carros melhores do que as “carroças” criticadas por Collor de Mello.

Nesse ínterim, de lá até os dias de hoje, o que os gestores públicos, por sua vez, conseguiram fazer em termos de pavimentação asfáltica? Agora temos carros bacanas, com tecnologia de ponta, rodando em ruas e avenidas não raras vezes esburacadas ou com uma qualidade digna das “carroças” daqueles nem tão longínquos assim anos de 1990. Falamos do milênio e do século passados... Eis aí um desafio “de responsa” para os prefeitos dos 5.570 municípios brasileiros da atualidade e que serão eleitos em outubro deste ano: melhorar a qualidade do asfalto das ruas e avenidas das cidades, de Trindade inclusive, ora pois. Eita que isso seria uma bela façanha, senhoras e senhores. Quem se habilita?


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Bronca do professor Alaor Dorneles



Alaôr Dorneles de Oliveira é professor aposentado, depois de uma carreira de sucesso na rede pública estadual de ensino, inclusive como gestor do Colégio Estadual Divino Pai Eterno, função que desempenhou por mais de uma década.

No vídeo acima, Alaôr Dorneles faz um depoimento sereno e muito objetivo a respeito da baixa qualidade do serviço de tapa-buraco realizado pela Prefeitura Municipal de Trindade na Rua 4, Vila Pai Eterno, onde mora há 28 anos.

As imagens mostram que o serviço realizado ficou ruim toda vida, e o professor Dorneles critica isso e mais ainda, pois a rua é estreita, pequena, localizada atrás da Igreja de Santa Luzia, há poucos metros do Terminal Rodoviário da Cidade, e vive descuidada, "encardida". E o pior é que esta situação é de Trindade como um todo, destaca o Alaôr Dorneles.

Assista ao vídeo e informe-se bem.

E os caciques do PMDB goiano parece estar em pé de guerra

Na briga pelo comando do partido em Goiás, peemedebistas estão protagonizando momentos indignos da história da legenda que nem faz tanto tempo assim foi um dos bastiões da defesa das liberdades civis no Brasil


Leio na edição desta quinta-feira (28) do O Popular, matéria da repórter Thays Alcântara que transcrevo em vermelho na íntegra abaixo:


Confusão e tiro durante reunião em diretório


Uma discussão entre apoiadores de chapas rivais, dentro do diretório do PMDB, no Setor Aeroporto, terminou com quebradeira e tiro para o alto no início da noite de ontem.

A confusão teria começado quando o deputado estadual Paulo Cezar Martins (PMDB) entrou em uma sala do diretório, onde quatro jovens do partido estavam mexendo com documentos relacionados à eleição do diretório do PMDB.

A discussão teria se iniciado quando o deputado questionou a presença dos jovens no diretório e não aceitou que eles tirassem cópias de papeis.

O líder da juventude do partido, Pablo Rezende, acusa o deputado estadual Paulo Cezar Martins de quebrar cadeiras e mesas do diretório, e de um de seus seguranças ter disparado um tiro de arma de fogo.

Pablo diz que os jovens estavam procurando por provas de fraudes nas eleições, que beneficiariam a chapa de Daniel Vilela.

Paulo Cezar nega essa versão, e diz que os jovens, que apoiam a chapa de Nailton Oliveira, estariam mexendo com os documentos de um forma irregular, sem a presença de representantes do diretório.

Sobre o disparo de arma de fogo, o deputado explica que após desligar o computador dos jovens, cinco deles teriam tentado agredi-lo fisicamente. “O policial (segurança pessoal) gritou para parar e deu um tiro para cima, desagradável”, diz.

Todos os envolvidos na confusão se encontraram na Central de Flagrantes da Polícia Civil, na Cidade Jardim. Até o fechamento desta edição, o boletim de ocorrências ainda não havia sido concluído.

Eleição
O PMDB vive um clima tenso devido à eleição para o diretório regional marcada para dia 5 de fevereiro. Hoje, é o prazo final para o registro das chapas.

Paulo Cezar Martins declarou apoio na segunda (25) para o deputado federal Daniel Vilela, enquanto a juventude do partido, da qual Pablo Rezende faz parte, dá suporte ao ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás, Nailton de Oliveira.

A confusão ocorreu durante uma reunião do diretório metropolitano, que é presidido pelo deputado estadual Bruno Peixoto. Era esperado do deputado um posicionamento em relação ao seu apoio.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Falando um pouco a respeito de prefeitos cujos mandatos estão nos últimos meses

Daqui a pouco será a hora de escolher gente nova para vereador, vice e prefeito



Os atuais prefeitos dos 5.570 municípios brasileiros, Trindade inclusive (ora pois!), encontram-se trabalhando já no primeiro mês do último ano dos respectivos mandatos. Isso quer dizer, por exemplo, que Sua Excelência Jânio Darrot (PSDB), prefeito da “Capital da Fé”, pode-se dizer, tem menos de 12 meses para mostrar mais e melhores serviços do que conseguiu fazer até agora. Logo, o tempo urge.

E fim de governo é sempre parecido. Lembro-me de que no apagar das luzes da gestão passada, sob o comando do então prefeito Ricardo Fortunato (PMDB), as críticas a ele, à gestão dele, eram fortes e um dos pontos mais batidos tinha a ver justamente com a buraqueira nas ruas e avenidas da cidade. Hoje em dia, apesar de não ouvirmos tanta crítica quanto naquela época, embora os buracos nas pistas de Trindade tenham retornado com essas bem-vindas chuvas dos últimos dias, Jânio Darrot não é unanimidade quando se fala em bom trabalho até o momento à frente do poder Executivo trindadense.

Falando de um modo simples e direto, prefeito é aquela autoridade que se cuidar bem das ruas e avenidas, tapar os buracos, fazer asfalto com qualidade, limpar os bueiros e bocas de lobo, recolher o lixo com a frequência necessária, garantir o atendimento às pessoas nos Postos de Saúde, ofertar educação de qualidade nas escolas e creches municipais, já está de bom tamanho. O problema é que os caras são eleitos e pensam em coisas mirabolantes e o básico termina sendo negligenciado. Acontece em Trindade? Claro, mas não apenas em nossa cidade.

Neste ano, lá em outubro, teremos eleições para vereador, vice-prefeito e prefeito. O que não vai faltar são críticas a atual gestão e promessas e mais promessas de que uma vida melhor para a população acontecerá caso o fulano seja eleito ou reeleito. Bobagem pura. Entra prefeito, sai prefeito e a gente é que precisa cuidar da própria vida. Por essa razão, ouso acreditar, devíamos votar de forma a promover o rodízio de políticos no poder. Evidentemente, um camarada que já esteve no poder e não produziu bons resultados melhor que permaneça longe do poder. Isso poderia evitar a acomodação dos caras nos postos de comando das máquinas públicas.

É difícil isso? Demais da conta, porém é perfeitamente possível agir assim. Mas será que o eleitorado ou parte significativa dele está preocupado com essas coisas? Sei não, viu? É de se duvidar. E como a renovação não é tarefa fácil não raras vezes o sujeito entra para a política até jovem, cronologicamente falando, mas age feito os antigos políticos e a prática fisiológica permanece aí firme e forte. Percebemos a existência de projetos políticos pessoais ou de grupos e necas de pitibiriba de projetos de amplo interesse público. É triste, mas é isso mesmo. Ao menos na minha modesta forma de enxergar as coisas.

Retomando o fio da meada para terminar logo isso aqui, convém destacar que a gestão do atual prefeito Jânio Darrot não conseguiu até o momento provocar no distinto público, ao mesmo tempo votante e pagador de impostos, a sensação de que a cidade vai bem. É que os buracos nas ruas teimam em mostrar que a coisa se não vai muito mal, também está longe de podermos dizer que está tudo bem. De um jeito ou de outro há um quê de frustração em relação à atual gestão da Prefeitura de Trindade. É isso aí!

Especulando
A imagem abaixo mostra alguns dos principais nomes tidos nos bastidos políticos de Trindade como potenciais candidatos a prefeito da “Capital da Fé”, nas eleições de outubro deste ano. Alexandre Compleite (DEM), Antonio Carlos (PMB), Flávia Morais (PDT), Gleysson Cabriny (PSDB), Jânio Darrot (PSDB), Marcelo Curicas (PRB), Ricardo Fortunato (PMDB) e Valdivino Chaves (PSD). São especulações em torno de nomes que deverão disputar o comando do poder Executivo Municipal para o período de 2017-20.

Alexandre Compleite, Antonio Carlos, Flávia Morais e
Gleysson Cabriny (em cima, da esq para a dir).
Jânio Darrot, Marcelo Curicas, Ricardo Fortunato e
Valdivino Chaves (em baixo, da esq para a dir).
Ah, sim! Gleysson Cabriny, vice-prefeito, conta já ter sido convidado para ingressar no Democratas do deputado federal Ronaldo Caiado e ainda não descartou a possibilidade, mas deve conversar melhor sobre isso, em breve. Cabriny se aconselha muito com o empresário Gilson Almeida, tio dele, antes de tomar decisões na política. Uma troca de legendas agora teria sentido somente para disputar o cargo de prefeito.

Flávia Morais está muito bem, obrigado, exercendo o segundo mandato de deputada federal lá em Brasília e comandando o PDT em Goiás. Talvez seja melhor para a parlamentar permanecer na política regional e pavimentar uma candidatura majoritária estadual (para vice-governadora ou ao Senado Federal, por exemplo, em 2018).

No PMDB, o nome que há é o do ex-prefeito Ricardo Fortunato visto por muitos como alguém que enfrentará sérias dificuldades jurídicas para botar de pé aquela que seria sua quarta candidatura a prefeito de Trindade. Em tempo, ouvimos muito tititi em torno da possível saída de Fortunato do PMDB e a volta do ex-prefeito Valdivino Chaves (PSD) ao comando da legenda.

Antonio Carlos, deputado estadual, demonstra ter vontade de disputar as eleições para prefeito. Tanto assim que deixou o PDT de George e Flávia Morais, buscando abrigo no PMB, juntando forças ao ex-deputado federal José Tatico, potencial financiador de uma campanha. Este é o momento confortável para o médico Antonio Carlos concorrer às eleições de outubro deste ano, pois se ganhar terá alcançado sua meta; perdendo, continuará mais dois anos como deputado estadual.

Valdivino Chaves, ex-prefeito de Trindade, está à frente do PSD local, mas sonha com o retorno por cima ao partido de Iris Rezende e Maguito Vilela cujos respectivos grupos, vale lembrar, andam numa renhida disputa no nível regional. Chaves ainda acalenta o projeto de disputar novamente o cargo de prefeito.

A região Leste do município, chamado de Trindade 2, até agora não teve um candidato a prefeito para chamar de seu, digamos assim. Marcelo Curicas, ex-vereador, tem se movimentado neste sentido, querendo ser o primeiro candidato ao comando do poder Executivo trindadense pela região onde mora. Segundo apuramos existe uma articulação em andamento entre o Democrata e ex-vereador Alexandre Compleite com Curicas. A questão a saber aí é ver qual dos dois aceita ser vice na chapa liderado pelo outro.


domingo, 24 de janeiro de 2016

Rodovia dos Romeiros: A confusão dos limites de velocidade

Ao longo de 17 quilômetros o motorista precisa estar atento a três diferentes limites de velocidade no percurso que liga Trindade a Goiânia


Vista da Rodovia dos Romeiros sentido Trindade-Goiânia


Motorista que transita pela Rodovia dos Romeiros, também conhecida como GO-060, precisa fazê-lo, sem qualquer exagero, seguindo o lema dos escoteiros: Sempre alerta! É verdade sim, internauta que uma hora ou outra resolve acessar este espaço e o faz, trazendo profunda alegria a este humilde blogueiro da “Capital da fé”, pela honrosa visita. Afinal de contas, a internet é um mundo inteiro de oportunidades de informações e quando alguém acessa justamente esta página, creia-me, fico imensamente grato “pela preferência”.

Retomando o rumo da prosa... Se a gente trafega pela Rodovia dos Romeiros percorremos trechos com diferentes limites de velocidade estabelecidos. Há pontos em que se pode transitar a, no máximo, 80 quilômetros por hora; logo à frente, é permitido viajar à velocidade máxima de 60 quilômetros; um pouco mais adiante este limite cai para 40 quilômetros. É claro que os gestores de trânsito certamente devem ter lá sólidos argumentos para manter essa situação de diferentes limites de velocidade para um percurso de 17 quilômetros ligando Trindade a Goiânia.

Da minha parte que não sou especialista em trânsito, mas estou em movimento diariamente nas ruas e avenidas das cidades daqui da região e nessas rodovias igualmente, vejo essa flexibilização toda algo muito esquisito e confuso até. Algo que pode mesmo confundir o motorista que não circula habitualmente pela Rodovia dos Romeiros, à diferença do caso deste blogueiro e de milhares e milhares de outros condutores de veículos também que estão num indo e vindo sem fim no circuito “Gyn City” e vice e versa. Não é surpresa nenhuma que numa dessas incontáveis viagens aí o camarada ao volante do seu possante faça confusão qualquer sobre a quanto por hora pode passar do ponto A para o ponto B e termine levando para casa multa e pontos na carteira de habilitação.

Vejamos, em tempo, o sentido Trindade – Goiânia da GO-060. Há trechos muito próximos a Goiânia, por exemplo, a partir do trevo de acesso ao Setor Garavelo e suas mais variadas extensões, cujo movimento faz da Rodovia dos Romeiros uma espécie de avenida unindo a “Velha Trindade da Fé e do Amor” à Capital goiana, “terra das mulheres bonitas e dos homens arrojados”, segundo definição do locutor Lázaro Santos. Será que é por causa disso que o limite de velocidade por ali é de 40 quilômetros? Se esta for a razão, bem que poderiam colocar faixas para a travessia dos pedestres, principalmente nas cercanias dos pontos de ônibus, imagino.

Acesso a novo loteamento reduz velocidade no local.
E ainda sobre a Rodovia dos Romeiros, debrucemo-nos agora mais um pouquinho só no sentido contrário, Goiânia – Trindade. O surgimento de loteamentos pela região, especialmente este novo chamado de Luzia Monteiro, naquela baixada logo após o setor Pontakayana, terras férteis onde até poucos dias cultivava-se tomates, faz com que o entra-e-sai de veículos de todos os tipos e tamanhos por ali esteja se intensificando cada vez mais. E com isso temos um limite de velocidade de 80 quilômetros, que dali a uns 100 metros cai para 60 quilômetros, penso, em decorrência da entrada para o novo loteamento. Quer dizer, motoristas que passam pela GO-060, sempre alerta!

Sei não, porém ouso imaginar que órgãos cuja atuação tem alguma relação com o transporte e trânsito aqui “no” Goiás, feito a Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), bem como as Prefeituras Municipais de Goiânia e Trindade, deviam se ocupar um tantinho mais da utilização da Rodovia dos Romeiros. Chego a pensar que, para início de conversa, uma padronização do limite de velocidade nesta via já contribuiria muito para desfazer a confusão reinante enquanto a gente se desloca de lá para cá e de cá para lá. É isso aí!


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A bundinha do vagalume




Na virada de ano o otimismo toma conta de boa parte das pessoas, apesar da crise e da perspectiva ruim para 2016. Ser otimista, exercitar a fé e a esperança fazem parte do protocolo de virada de ano. Por mais que seja apenas uma simples mudança no calendário a gente sempre espera coisas melhores no ano que começa. E muitas pessoas me perguntaram nos dias finais de 2015 o que eu esperava, qual a minha expectativa para 2016 e se o Brasil iria melhorar.

Algumas pessoas que me conhecem costumam dizer que sou pessimista, meio azedo, crítico demais com as coisas. Eu prefiro dizer que sou realista, mas de qualquer forma, minha personalidade não é o tema deste comentário. O que quero dizer é que quem perguntou minha perspectiva para 2016 ouviu como resposta que o fundo do poço já está acima das nossas cabeças. Passamos do fundo do poço há muito tempo. Estamos no subsolo, ou pra quem acredita, no inferno. Sinto lhes dizer que o Brasil infelizmente não tem solução. É daqui pra pior. Pode até melhorar um pouco na área econômica, passarem um batom na atual realidade do país, mas de uma forma geral, o Brasil acabou. Não há salvação.

Senão vejamos: Em quantos por cento dos políticos você acredita? Qual a porcentagem de políticos honestos no Brasil? Você, amigo leitor, acredita na justiça? Saiba que pra mim a justiça é o mais corrupto e hipócrita dos poderes. Você acha que o Congresso, as Assembleias, Câmaras Municipais e correlatos são confiáveis? Cortando na própria carne, você acredita na imprensa? E o Ministério Público, que na maioria dos casos diz amém aos ricos e poderosos, você confia? Sindicatos, associações de bairro e entidades como a OAB estão mais próximos de gabinetes refrigerados do que do povo. Então eu volto a perguntar: quem vai salvar esse país? Em quem confiar se todos esses que acabei de dizer não merecem nossa confiança e o mais grave, não estão do nosso lado? Qual a saída então?

Vou desagradar a muitos mas tenho que dizer novamente, não há saída. Até por que a maioria das pessoas que está lendo este artigo vai dizer: se a gente votar certo podemos mudar o país. Podemos não. Se já é difícil subir alguns centímetros acima do fundo do poço com a mobilização popular, imagine se vamos transformar nossa pátria através do voto. Nunca. O voto é a maior enganação que a democracia já inventou. Calma. Explico. Nunca fui e nunca serei a favor de qualquer ditadura, de esquerda, direita ou centro. Sou pela democracia. Só não acredito que o voto seja a salvação como querem nos fazer acreditar.

Se há uma bundinha de vagalume acesa no fim do túnel é acabar com essa democracia representativa e implantar a democracia participativa. Ninguém me representa. Eu me represento, mas tenho que participar mais. Mas isso é processo para décadas, quem sabe séculos. Não estaremos por aqui quando isso acontecer, se é que um dia acontecerá. Por enquanto minha gente, a bundinha do vagalume que está distante, bem distante, lá no finzinho do túnel, vai continuar apagada.



Laerte Marques Póvoa Júnior é jornalista da Rádio Difusora de Goiânia

Crédito da Imagem: Goiás Real


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Falando um pouquinho sobre a tal da “gestão compartilhada” que o governo de Goiás quer porque quer implantar nas escolas públicas

Onde os gestores das “Organizações Sociais qualificadas” atuavam e quais os resultados produzidos naqueles empreendimentos, fico pensando...





Tenho acompanhado a algaravia provocada pelas discussões a respeito da implantação da tal de gestão compartilhada das escolas estaduais por parte do Governo de Goiás, sob o comando do governador Marconi Perillo (PSDB) pela quarta vez à frente da “Máquina do Estado” dos goianos. Propaganda governamental em cartaz nos meios de comunicação tenta convencer os distintos pagadores de impostos e usuários da rede oficial de ensino público da "Terra Goyazes" de que assim que as Organizações Sociais (OS, para os mais chegados) assumirem a gestão das escolas a qualidade do ensino ali oferecido será tipo assim “padrão Fifa” ou ao nível dos estabelecimentos privados de ensino do País.

É bem possível que este blogueiro aqui esteja redondamente enganado, mas penso que as escolas privadas é que deveriam acelerar o passo para alcançar a qualidade do ensino dos estabelecimentos de ensino públicos. Claro, isso se estivéssemos em ambiente, como direi, de normalidade. Mas a propaganda do governo goiano em defesa da implantação deste novo modelo de gestão enaltece justamente o contrário, afirmando que a rede privada de ensino produz melhores resultados em termos de qualidade, se comparada ao que realiza a rede pública. Então, é para lá que devemos ir, ora pois. Ou seja, o próprio governo afirma que presta um serviço de qualidade inferior à freguesia que não pode pagar mensalidade nas escolas particulares para os seus filhos.

Costumamos trabalhar com aquela velha noção segundo a qual ao Estado cabe ofertar à população serviços da melhor qualidade sobretudo nas áreas da Educação, Saúde e Segurança, não é verdade? O pessoal chama isso de atividades típicas do Estado onde a universalização do atendimento deveria garantir o acesso do povo a um patamar de dignidade para gente de todos os estratos sociais da União, dos Estados e dos Municípios. No entanto, os atuais detentores do poder em Goiás enxergam a coisa de outra forma, pois já passaram a gestão de hospitais públicos para OS e não é segredo para seu ninguém, que a intenção é fazer o mesmo em escolas e até em presídios no território goiano. Pois é, pois é, pois é.

Todo mundo sabe que alguns hospitais públicos em Goiás estão sendo geridos por OS. O Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), o mais famoso deles, é usado como principal peça de propaganda deste modelo. Dizem que os serviços prestados naquele estabelecimento melhorou absurdamente em consequência da gestão da OS que administra aquele centro de Saúde para onde se dirigem milhares de pessoas todo santo dia. Convém salientar que a situação ali era ruim demais da conta e qualquer melhoria representa muita coisa. Contudo, vamos dar “continuidade ao prosseguimento” como diria a dupla Vira & Mexe.

Agora, sabe o que intriga nisso tudo, internauta que uma vez ou outra acessa este espaço? É o seguinte. Na argumentação oficial a qualidade do ensino das escolas públicas é inferior ao que se verifica nos estabelecimentos privados por causa da gestão, segundo diagnóstico da equipe do governo Marconi Perillo. Tanto é assim que há peça publicitária afirmando, vale a pena repetir, que assim que a gestão compartilhada for implantada nas escolas públicas a qualidade vai ser igualada àquela das “melhores escolas privadas” dos país. Acho que estou sendo coerente com o que está dito na propaganda do governo tucano de Goiás.

Pois bem, quem são as pessoas, homens e mulheres, que integram essas OS que irão assumir a gestão das escolas estaduais e farão, digamos, a mudança da água para o vinho, em se tratando de qualidade do ensino? Onde esses gestores tão competentes assim, ao menos na visão da equipe do atual governo, estavam atuando enquanto a qualidade do ensino público nos estabelecimentos goianos caía, caía e não levantava nunca? Quer dizer que excelentes gestores estavam por aí, no mercado, administrando, quem sabe, outros empreendimentos que devem ter resultados fenomenais para apresentar, e decidiram se unir agora na formação de uma dessas “OS qualificadas” e atuarão sem fins lucrativos, para, doravante, cumprir a honorável missão de proporcionar a redenção do ensino público em Goiás? É isso mesmo ou não entendi patavina do debate em curso?

Então, meus queridos e minhas queridas, é justamente por essas e outras que estou obrigado a confessar-lhes sentir cócegas de repetir o saudoso Bussunda, dizendo: - Fala sério, Gente!