segunda-feira, 30 de março de 2015

A invasão das pistas de pedestres por outros animais

Falta bom senso à pessoa que usa indevidamente as poucas pistas de pedestres



Cavalo e cavaleiro na pista para pedestres.
Bom, e daí você está caminhando, se exercitando, pelas ruas e avenidas de Trindade e dá de cara com um cavalo carregando um cavaleiro em plena pista de caminhada. Todo mundo sabe que aqui na “Capital da fé” se o sujeito resolve colocar-se em movimento em busca de um melhor condicionamento físico ele vai acabar tendo que disputar espaço com carros, caminhões, ciclistas, charreteiros, além de cavaleiros, evidentemente.

Digamos que na “Velha Trindade da Fé e do Amor” até que estamos um tantinho servidos de espaço para caminhar. Temos a pista dos romeiros, uma calçada em volta de parte do Parque Municipal e no seu interior também, além da Pista na calçada do complexo da Vila São José Bento Cottolengo. São espaços legais que os pedestres poderiam utilizar com uma maior dose de segurança, mas a gente leva alguns sustos vez por outra.

Abri essa notinha justamente comentando o caso em específico de uma tarde de sábado em que eu caminhava, sentido Carmelo – Centro de Trindade, pela pista-calçada da Vila São Cottolengo, quando vem na minha direção contrária um sujeito sobre o cavalo como se aquele espaço ali tivesse sido construído para o tráfego de animais. Lógico que é isso mesmo, porém para os bípedes, vale salientar. Mas olhe, gente querida, isso aí da foto é tudo menos uma cena rara. É comum depararmo-nos com esse tipo de uso indevido da pista feita para ser utilizada pelos pedestres.

Ah, sim! Tem também a galera que acha legal andar de bicicleta nesses espaços. E o sujeito, muitas vezes, passa feito um meteoro do lado da gente, quase que tirando lasca no incauto caminheiro. É um absurdo! Vixe, e o cara que leva seus cachorros pitbulls para passear nestes mesmos espaços em que um cabra nada valente feito este blogueiro igualmente está a caminhar? É terrível! Acho isso, além de desrespeito, uma temeridade mesmo. Vai que um bicho daqueles sofra um acesso de fúria animalesca... Melhor nem pensar.

No fundo ou na verdade, falta sim é sensatez à criatura humana que deveria raciocinar um tiquinho mais para ver que o lugar não foi feito para aquilo que ele está fazendo. O sujeito andar a cavalo numa pista para pedestres ou deslizar sobre bicicletas no mesmo lugar não é normal. É brincar com a sorte dele, além de expor irresponsavelmente os outros a um risco sem mais nem menos. Melhor evitar e respeitar o pequeno espaço criado para a gente andar a pé. Afinal de contas, nas cidades, hoje em dia, os espaços são quase todos ocupados pelas pessoas dentro de seus possantes de 4 rodas. Se alguém criou uma pista para pedestre, convém respeitar essa destinação. E mais não digo nem me foi perguntado. É isso aí!


sábado, 28 de março de 2015

Como ficará o trânsito na Rodovia dos Romeiros depois do América Shopping...


Aposentadoria compulsória pode ser qualquer coisa menos punição

Juiz goiano é “punido” e vai receber aposentadoria de 28 mil por mês


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) esteve reunido no dia 24 de março e condenou o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiás, Ari Ferreira de Queiroz, à aposentadoria compulsória, quer dizer, de forma obrigatória, sem choro nem vela. Segundo o CNJ o magistrado goiano, que já atuou na Comarca de Trindade, proferiu sentenças que teriam beneficiado o então cartorário Maurício Sampaio, atual presidente do Atlético Clube Goianiense. As decisões de Ari Queiroz tornaram o Cartório o mais rentável do país. É o que nos contou na capa o jornal O Hoje de 25 de março. Pela lógica, o juiz condenado deverá recorrer à Justiça em busca da reforma da decisão administrativa do CNJ. A decisão do Conselho, na prática, afasta o magistrado dos trabalhos, mas o salário de 28 mil reais continuará sendo pago sim, senhor.

Não vou entrar na discussão a respeito da decisão da instância administrativa de controle do poder Judiciário não. Neste sentido, o jornalista Rosenwal Ferreira, no artigo "Injustiça com o juiz Ari Queiroz ameaça os magistrados", publicado no jornal Diário da Manhã, edição do dia 26, diz muito do que também penso a respeito desse tipo de ação. Quero chamar a atenção aqui é justamente para o tipo de “punição” que é dada aos magistrados e aos membros do Ministério Público neste Brasil, “em que se plantando tudo dá”: Aposentadoria compulsória.

Qualquer outro servidor público que é submetido a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a conclusão dos processantes é pela demissão, o sujeito é posto para fora do Serviço Público e fica sem pai e nem mãe. É isso mesmo, minha gente. E como servidor público de carreira não tem Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o camarada é mandado embora com um pé no traseiro e sem grana alguma no bolso. O rigor da Lei 8.112 é exagerado e é tanto que se um servidor aposentado responder a um PAD e, no final do processo, a decisão for pela demissão, a aposentadoria é cassada. Isso é uma aberração da lei, eu acho.

E sabe porque eu acho que cassar aposentadoria, como no caso acima referenciado, é uma aberração? É porque aposentadoria não é favor ou premiação da Administração Pública não, senhor. Aposentadoria é seguro cujas parcelas, digamos assim, são cobradas mensalmente no salário do servidor. E servidor público efetivo paga 11% sobre o total do seu contracheque. É assim que funciona a coisa. Então, mesmo no caso do cara que comete uma fraude ou corrupção, se ele tem direito a se aposentar é porque pagou por isso com o salário. Até hoje não entendi a relação que o legislador fez entre uma coisa e a outra.

Ah, sim! Acho interessante pontuar que o trabalhador filiado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), aquele sob a gestão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), contribui com até 11% dos seus vencimentos mas até o limite do teto de benefícios previdenciários que, hoje em dia, está em R$ 4.663,75. O que passa disso não é cobrado. Já o servidor público efetivo paga 11% sobre tudo o que recebe. Percebeu a diferença, né?

No regime democrático de direito em que vivemos penso ser uma coisa esquisitíssima isso de aposentadoria compulsória como punição de magistrados e membros do Ministério Público ou de quem quer que seja. Isso nem devia existir, na minha opinião. Logo, precisa acabar. Uái, se o profissional cometeu algo grave a ser punido com o afastamento do cargo, mandá-lo para casa pagando-lhe os salários pode ser qualquer coisa menos punição. Bom, isso é o meu pensamento sobre esse tipo de “punição”.

Agora finalizando, torço para que o juiz Ari Queiroz consiga reformar na Justiça a decisão do CNJ e retorne ao batente, pois sei que ele gosta mesmo é de trabalhar. E sempre o fez com competência. E tenho dito.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Rainha Mulher

por Cristiano Leandro de Souza


A mulher chegou ao terceiro milênio acumulando merecidamente, várias conquistas. Outrora, permaneceu ao longo da história hibernada, enclausurada, sem ação, sem voz, sem respeito, por ter uma imagem, historicamente ligada à ideia de submissão. Eram as famigeradas “Amélias” que persistiam nos lares, com a função de procriar, educar, cuidar da casa, preparar as vestimentas a alimentação, dar carinho, atenção ao marido e aos filhos.

Bel. Cristiano Leandro de Souza é integrante
da Loja Maçônica João Braz, de Trindade
.
A luta das mulheres no Brasil e no mundo tem se pautado pela construção e garantia de direitos. O direito à educação, a votar e ser votada, acesso a cargos públicos, a exercer atividades comerciais, foram os primeiros a serem buscados. Direito à autonomia, à autodeterminação, reconhecimento do seu valor como cidadã, respeito a sua individualidade, liberdade, direito a uma vida sem violência, ainda são objetivos perseguidos.

A maior parte dessas conquistas só foram possíveis porque mulheres corajosas, comprometidas com a Justiça em todas as partes do mundo, antecederam-se nessa luta. Senão vejamos:
1400 – França. Cristine de Pisan questiona a subordinação da mulher na Igreja, defende a igualdade entre os sexos e a mesma educação para meninos e meninas.
1792 – França. Olimpes de Gouges defendeu os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade pregados pela Revolução Francesa, também para mulheres.
1857 – Tecelãs de uma fábrica de Nova York fizeram greve por melhores salários, menos jornada e melhoria nas condições de trabalho. Violentamente reprimidas, refugiaram-se na fábrica. A polícia e os patrões atearam fogo, causando a morte de 129 operárias.
1911 – Dinamarca – Clara Zetki, feminista alemã, propõe e é aprovado na Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, que o 8 de Março fosse considerado o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às tecelãs de Nova York. Nessa data, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa.

No Brasil, as mulheres também vêm construindo organizações tanto na legislação quanto no cotidiano das relações pessoais, familiares e de trabalho.
1826 – Salvador – O Levante do Quilombo do Urubu foi liderado pela negra Zeferina.
1850 – Mato Grosso – Quilombo de Quariterê foi chefiado pela negra Tereza.

Naquele período, muitas mulheres se destacaram na luta pela abolição da escravatura: Francisca Amália Faria, Ana Benvinda Ribeiro e Marcila Amália, em São Paulo. Maria Tomásia, no Ceará. Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. Chiquinha Gonzaga, no Rio de Janeiro.

Na fase entre 1900 e 1930 as mulheres trabalhadoras viveram intenso período de greves e mobilizações por melhores salários, redução da jornada de trabalho e pelo fim da exploração sexual.
1917 – É permitido o ingresso de mulheres no serviço público brasileiro.
1928 – Mossoró/RN – Celina Guimarães Viana foi a primeira eleitora brasileira, cujo voto foi autorizado por uma lei estadual que, posteriormente, o Senado Federal revogou.
1934 – A Constituição Federal garante o direito do voto feminino.
1962 – Aprovado o Estatuto Civil da Mulher Brasileira equiparando os direitos entre o casal.
1975 – A Organização das Nações Unidas (ONU) declara o Ano Internacional da Mulher. Realiza a primeira Conferência Mundial sobre a Mulher. Institui a Década da Mulher.
Anos 80 – Surgem no Brasil os Conselhos de Direitos da Mulher, as Delegacias de Mulheres, os Grupos Feministas. Em Goiás, são criados os Centros de Valorização da Mulher (CEVAM), o Grupo Transas do Corpo, o Centro Popular da Mulher, a Pastoral da Mulher e a Comissão Estadual da Mulher Trabalhadora, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Anos 90 – No Brasil, intensifica-se a preparação para IV Conferência Mundial sobre a Mulher, na China. Constitui-se a Articulação de Mulheres Brasileiras. Surge o Grupo Oficina Mulher, o programa interdisciplinar da Mulher, da Prefeitura de Goiânia. Em Trindade, cria-se a Organização Mulheres em Movimento (MOVEM).

Nessa abordagem histórica, ficam excluídos nomes de pessoas e organizações que lutaram pela cidadania da mulher. Este é um desafio para pesquisadores, educadores e demais interessados que se empenharem por tornar visíveis as lutas e resistências das mulheres.

A propósito, o desafio maior é para vocês mulheres: Como assegurar a vocês o direito de viver sem violência, o direito ao prazer e a uma vida saudável? Como construir solidariedade entre vocês? Com que meios serão estabelecidos justiça e a igualdade nas famílias, na escola e na igreja?

Tantas perguntas, tantos desejos... Em outros tempos, as mulheres não tinham o poder de decisão, não buscaram a independência financeira e tinham a horripilante missão de pedir dinheiro aos maridos. Hodiernamente, através de suas lutas, conseguiram libertar das masmorras impostas pelos regimes da época.

Conquistas atrás de conquistas vêm obtendo constantemente, com a Lei Maria da Penha, Delegacia da Mulher e mais recentemente, em março de 2015, a mulher goiana foi agraciada com o Batalhão da Mulher, da Polícia Militar de Goiás, à guisa de proteger a mulher.

Ainda existe perversidade e tirania contra as mulheres. Hão de buscar novas conquistas e deixar de viver o peso de carregar o mundo nas costas e pagar um alto ônus por ter escolhido e aceitado desempenhar múltiplos papéis, porque neste mundo de controvérsias, enquanto umas lutam para mostrar os seios, outras relutam ao esconder o rosto.

Todavia, depois de ter feito tudo, inclusive ter criado o homem, Deus, já experiente, em sua infinita bondade e inteligência, criou a MULHER, a sua obra mais bonita, mais completa. Gostou tanto que resolveu, a partir dali, que todos nasceriam dela e não mais das costelas de Adão. Isso é para lembrarmos que o dia 8 de março é mais que uma simples data, é um dia para refletirmos sobre a mulher e suas condições na sociedade humana. Dotou-a de intuição, versatilidade, emoção, persistência, lógica, ética, visão focada, introspecção, receio, coragem, racionalidade e amor incondicional.

O ventre materno e o colo são as primeiras muralhas que, não apenas defendem a vida e a paz, mas também a constroem. Mulher, princesa por excelência, guerreira por natureza, na labuta pela criação da família e de uma sociedade mais juta e igualitária. Pêndulo de equilíbrio da economia dos lares e das nações, sacerdotisa da meiguice, da sensualidade e do respeito humano. Toda mulher traz, por instinto, o dom de oferecer segurança e proteção. Seja como for, não existe um lugar preestabelecido para a mulher. Lugar de mulher é onde ela achar mais conveniente.

Corroboro quando dizem: “Que ao lado de um grande homem, existe sempre uma grande mulher”. E que: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. De minha parte, não me canso de afirmar, com extrema convicção, que respeito, admiro e venero a mulher e que por gostar tanto dela, estou convicto que saí do ventre de UMA e quero morrer nos braços de OUTRA.

                                                                     

quarta-feira, 25 de março de 2015

E por falar em orelhão


Olhando com nostalgia para um telefone público. Que coisa!


Cena urbana pouco comum: Orelhão em uso.
Dia desses enquanto caminhava pela Rua 7, entre as Ruas 2 e 3, no centro de Goiânia, deparei-me com uma cena urbana que fazia tempo não via ao vivo. Alguém usando um telefone público. Sabe aqueles orelhões? Pois é daquilo ali mesmo que estou falando! E a propósito, é muito difícil a gente enxergar na cidade aquele terminal telefônico de uso público mediante pagamento, claro e evidente. Internauta novinho, penso, se brincar nem sabe muito bem do que estou a falar aqui. Por isso a foto é fundamental neste post.

Até me lembrei agora da história da dupla Zezé di Camargo & Luciano que, lá no início da peleja deles rumo ao estrelato na música sertaneja, recebeu empurrão da galera que pedia a canção "É o amor" nos programas de rádio em Goiânia pelos orelhões da vida. O seu Francisco, pai dos cantores, distribuía as fichas para os amigos e conhecidos ligar para a rádio e pedir a música que virou mania nacional e catapultou os “cantantes” goianos para o primeiro time da música brasileira.

Puxa vida, como as coisas mudaram tão rápido nos últimos anos, sobretudo na tecnologia em geral e na comunicação, especialmente. Em pouco tempo sumiram os tais orelhões, vítimas preferenciais dos baderneiros de várias matizes que por qualquer me dá cá essa palha quebravam os telefones públicos. Os caras não perdoavam nem se nas proximidades só houvesse aquele único terminal. Nada não, os vândalos tinham uma espécie de tara por quebrar orelhões. Agora, isso é coisa rara, então nas manifestações de 2013 o pau cantou em outros objetos.

O surgimento, melhor dizendo, a popularização do uso do telefone celular pôs fim aos telefones públicos, inclusive os telefones fixos também já não despertam o interesse das pessoas não. Hoje em dia muita gente está preferindo ter somente telefone celular em casa, mantendo o aparelho fixo não raro por causa do acesso à internet, pois geralmente as operadoras de telefonia incluem a conta num pacote. E acho que é isso aí que vem garantindo boa parte dos telefones fixos nos lares brasileiros.

É que atualmente a comunicação para atender às expectativas da galera antenada, plugada, tem que acontecer quase que na velocidade a luz. Pensa como era demorado tirar o telefone do gancho, ouvir aquele sinal, discar os números escutando o som característico de cada algarismo, depois ficar aguardando a chamada se completar com alguém do outro lado dizendo “alô!” Nos dias de hoje pessoal tem mais paciência não. As pessoas estão sempre com uma pressa maluca que muitas vezes a gente nem entende muito bem a razão de tanta e tão intensa correria, mas é assim que as coisas estão.

De toda uma coisa é certa, olhando bem para um orelhão é possível notar que realmente a vida dita moderna e conectada de hoje em dia, não tem espaço para aquilo ali não. Orelhão caiu em desuso. É que a roda do tempo, da vida enfim, gira para frente mesmo. Sabe que deu até vontade de repetir aquele bordão típico de quem anda saudoso de outras épocas? Uái, “bons tempos aqueles”.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Agora eu viajei na maionese pensando em Caminhonete

Dirigir uma reluzente pick up deve dar uma sensação de insegurança no motorista. Ou não?



Estava caminhando hoje no finalzinho da tarde pelas ruas e avenidas de Trindade. Sabe a “Capital da fé” dos goianos, internauta? Então, é justamente desse lugarzinho aconchegante e acolhedor das gentes dos mais diversos rincões deste Brasil, cujas pessoas vêm em Romaria louvar e agradecer ao Divino Pai Eterno ou pedir graças para a vida própria ou a de familiares e amigos, de que estou falando. Eita, viajei demais agora. Convém retomar o curso do que eu quero dizer nestas breves linhas.

Pois bem, caminhava, corria, corria um pouquinho mais e voltava a caminhar outro tanto. É que o preparo físico não anda lá grande coisa não, minha gente querida. Mas é preciso se colocar em movimento e se esforçar para manter assim, né? Afinal de contas, cobra que não anda não engole sapo. Urgh! Que ditado mais besta, sô! Sapo e cobra, isso lá é assunto para um espaço feito esse aqui? Aneim! Andemos adiante que o tempo urge.

E na toada em que eu estava fui observando a quantidade de carros bacanas a rodar pelas ruas da cidade ou enfeitando essas mesmas vias públicas no geral tão desmazeladas, com uma buraqueira horrível, muitas vezes sem calçadas ou com calçadas igualmente esburacadas e mal cuidadas também. Constatei o óbvio. Talvez não aquele ululante do qual nos falava o Nélson Rodrigues. Então, vi que muitas pessoas da “Velha Trindade da Fé e do Amor” têm uma predileção especial por caminhonetes Hilux, S-10, Ranger, Toyota, e por aí vai.

Devo confessar que euzinho aqui gostaria muito de poder saracotear de um lado para o outro a bordo de uma, digamos, reluzente Hilux estalando de nova, mas a grana é curta para tanto. Além disso, falta-me coragem e disposição para fazer dívidas a perder de vista. Assim sendo fica difícil, não é verdade? Mesmo diante de tantas e tão fortes limitações, sou obrigado a dizer para vocês que não sofro por isso não. É que existe outro sério motivo para me consolar. A insegurança pública dos dias de hoje.

Digo insegurança porque o sujeito que se movimenta do ponto A para o ponto B (onde é que fui aprender a escrever coisas assim, Jesus, Maria e José?!) de qualquer cidade brasileira, Trindade, inclusive, dirigindo um desses veículos modernosos certamente não se sente seguro. Afinal, dia sim e outro também ficamos sabendo que a caminhonete do fulano de tal foi roubada e tudo isso com o bandido metendo uma arma de fogo nas fuças do incauto motorista.

Na semana passada, a propósito, duas caminhonetes foram roubadas dos respectivos motoristas em plena luz do sol, nas proximidades do Colégio e Faculdades Aphonsiano. Pense como os bandidos estão cada vez mais ousados e abusados. Os caras roubam carros durante o dia em lugares movimentados, onde os pais estão levando e buscando seus filhos para a escola ou os alunos mais crescidinhos estão sempre naquele ir e vir. Ah, sim! E a Avenida Manoel Monteiro tem fluxo intenso de veículos, principalmente agora depois de asfaltada a Rodovia GO 469 (Trindade – Abadia de Goiás). Isso não tem impedido a ação dos ladrões de carros não, senhor.

Por essas e outras, sabe que o cidadão que compra e utiliza constantemente uma caminhonete nessas terras, na minha modesta opinião (que conta muito pouco, quase nada, diga-se), é um cabra muito corajoso? Pode ser que no fundo também deve gostar de sentir aquela sensação provocada pela adrenalina lá nas alturas. O desconforto, imagino, é possuir um bem que desperta tanto interesse de ladrões e o pior é que muitos bandidos nem piscam para matar alguém tenha ou não motivo. Basta estar no lugar e na hora erradas, e pronto. Eis que um sujeito bacana, um pai da família exemplar, vira um número a mais na estatística da violência urbana dessa “terra em que se plantando tudo dá”.

Mas enquanto falamos do bandido que executa o serviço, ou seja, do elemento que rouba o bem na cara dura, comete o crime usando arma de fogo e violência de toda ordem, pouca atenção é dada para a outra ponta dessa cadeia de negócios: o receptador. Isso mesmo. O ladrão vai lá e rouba porque sabe que o fruto do roubo vai se transformar em dinheiro, em droga, em sei lá o quê, pois o objeto no caso tem alta liquidez no mercado negro de veículos de luxo, utilitários, e de peças também.

E falando sério no noticiário policial a gente até toma conhecimento de que há os roubos por encomenda. Um bandidão desses do submundo dá uma ordem, mais ou menos, desse jeito: - Mão Leve, arranja aí uma Ranger assim e assado. Ah, não demora muito e o produto chega ao poder do interessado. Se é dessa forma, não sou eu a garantir, mas resolver esse imbróglio é mais do que necessário. Até porque, todo mundo tem o direito de ter segurança ao utilizar os seus bens de forma transparente e correta. E tenho dito.


sábado, 21 de março de 2015

Para ler e refletir...



“Chegamos exatamente onde precisamos chegar, porque a Mão de Deus sempre guia aquele que segue seu caminho com fé”.


Paulo Coelho, Frases – 106 Reflexões
dos Guerreiros da Luz,

Ediouro, 2000.



Imagem: http://www.posfacio.com.br


O Cara da Foto – Benigno José Monteiro, o Didi Dentista

Quatro décadas de profissão e a certeza de que valeu a pena tudo o que viu e viveu


Benigno José Monteiro, o Didi Dentista: O Cara da foto.
Benigno José Monteiro ou Didi Dentista, para a esmagadora maioria das pessoas que o conhecem, é trindadense da gema. Afinal, o cara nasceu na fazenda de seus pais ali na região do Bugre, do Arrozal, zona rural de Trindade, nos bons tempos idos de 11 de setembro de 1948. Benigno Monteiro, o Didi, cujo apelido ganhou ainda bem criancinha da própria mãe, foi o primeiro filho da “Velha Trindade da Fé e do Amor” a se formar em Odontologia e por aqui se estabelecer, profissionalmente falando.

Ah, sim! Quem são os pais do Didi? Benigno Monteiro da Rocha e Amélia Lima da Rocha. Benigno Monteiro, o pai do Didi que é o terceiro de 7 irmãos, foi vereador em Trindade por 4 vezes, além de ter sido importante homem de negócios, dono de engenho que fabricava a pinga “Cristalina”, famosa na região naquela época. Roberto Monteiro de Lima, ex-prefeito de Trindade, é um dos irmãos do Didi. A família sempre teve um pé na política local. Sabem o Hilton Monteiro da Rocha, também ex-prefeito da “Capital da fé”? Então, ele era tio do Didi.

Casado com a professora Alvanir Maria de Azevedo Monteiro com quem tem três filhos, o Daniel, o Humberto e o Diogo, Didi dentista é um cara bem família, do tipo paizão, vovozão. Dos três filhos, 2 deles, o Daniel e o Humberto, deram 3 netos ao ilustre casal. A Alvanir foi diretora do Colégio Estadual Padre Pelágio, viu? Opa! Isso é importante. A Alvanir e o Didi estão casados lá se vão 38 anos. É muito tempo, né?

Mas voltemos ao aspecto profissional do nosso “Cara da Foto” nessa oportunidade, o Didi dentista, que se formou na então Universidade Estadual de Uberlândia, onde colou grau em 25 de dezembro de 1975. Dois anos depois disso, informa-nos o Didi, aquela instituição de ensino superior passou ao controle da União e hoje é a Universidade Federal de Uberlândia, ali no triângulo mineiro.

E o Didi começou a trabalhar, montando seu consultório odontológico e abrindo as portas de seu estabelecimento, em janeiro de 1976. E sabe onde foi isso? Ali na Rua Eugênio Jardim, nº 141, no Centro de Trindade. É isso mesmo, atento internauta que põe reparo nas coisas! O Didi dentista trabalha há 40 anos no mesmo lugar em que começou sua carreira profissional. E tanta gente já passou por sua cadeira e os cuidados do Didi ao longo de 40 décadas de trabalho, hein? Esse blogueiro inclusive.

O Didi trabalha na Secretaria Estadual de Saúde (SES) desde 5 de maio de 1985, estando prestes a completar 30 anos de serviços naquele órgão do Governo de Goiás. Mas entre 1981 e 1991, Didi trabalhou na Vila São José Bento Cottolengo, sob convênio com a SES, então convidado para atuar na área pela saudosa professora Maria Célia dos Santos. E no período de 2001 a 2005, Didi foi o responsável pelo serviço de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Trindade.

Desde 1986, Didi trabalha também como homem do campo, pois suas origens estão ali mesmo, na zona rural. Didi tem uma propriedade no Bugre e lá cria gado de corte, bezerros. Planta alguma coisa mas nada muito grande não. Ele prefere mesmo é criar bezerros nelore para vendê-los para quem cuida da fase da engorda em diante. E essa ligação com o campo está na base de uma das mais importantes atrações da Romaria do Divino Pai Eterno, minha gente.

É o seguinte, internauta curioso, sabe o Desfile de Carros de Boi que acontece sempre na manhã de quinta-feira da Festa de Trindade? Então, aquele evento ali teve como idealizador o nosso Benigno José Monteiro, o Didi dentista. À época em que Roberto Monteiro era prefeito de Trindade, o Didi sugeriu a realização do evento e, em 29 de junho de 1989, a coisa aconteceu pela primeira nas ruas da antiga Barro Preto. De lá para cá, a coisa só tem feito aumentar sua importância no evento do qual se consolidou como atração principal. Dê um clique aqui e saiba como foi o desfile do ano passado.

Didi faz parte do Rotary Club de Trindade desde o dia 13 de maio de 1992 e já foi presidente daquela associação, no ano de 1995-96, mas não parou por aí, visto que exerceu diversas funções no conselho diretor, tais como vice-presidente e inclusive assistente de Governador do Rotary International, o sujeito que coordena as ações da entidade no nível distrital, composto por clubes em determinada região. No caso, Trindade integra o Distrito 4530, que congrega clubes do Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

Quer saber o que o nosso “Cara da Foto” pensa sobre a trajetória de vida dele, da profissão, como rotariano, curiosos internautas? “Para mim, valeu a pena tudo o que fiz e o que eu vivi, pois consegui beneficiar com meu trabalho pessoas pobres ou ricas e isso é muito gratificante”, afirma serenamente Benigno José Monteiro, o Didi.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Juízes pedem reajuste de auxílio

O auxílio-alimentação de magistrados do Judiciário estadual goiano (R$ 471) deve aumentar, para compensar o corte do lanche, segundo ofício do diretor do Foro da comarca de Goiânia, juiz Wilson Dias, enviado ontem aos colegas. No documento, ele diz que pediu ao presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Leobino Valente Chaves, “estudos para o aumento da verba indenizatória” e solucionar a “perda”. Leobino, emenda o ofício, “já iniciou estudos para aumentar neste ano.” O lanche será cortado a partir de 1° de abril, após a coluna mostrar domingo que, em um ano, o gasto seria de R$ 558,8 mil. Leobino não retornou pedido de entrevista feito por meio da assessoria de imprensa.

Só pra constar
Acima está a notinha do jornalista Cleomar Almeida, de Direito&Justiça, do O Popular, edição dessa quinta-feira (19), página 4. Dia desses ficamos sabendo que os magistrados teria direito a auxílio-moradia, logo depois veio o auxílio-livro e agora em cartaz o reajuste de auxílio-alimentação.


Potencial de polêmica à vista em Trindade


Pela andar da carruagem não vai demorar muito e por aqui na "Velha Trindade da Fé e do Amor" a gente só vai ouvir falar sobre as ações do novo reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno visando à retirada de pipoqueiro da Praça Dom Antonio Oliveira, e fechando o estacionamento também. Tanta coisa que a gente pensa ser mais importante do que isso para ser feita... Aguardemos os próximos capítulos. Vai que numa dessas as emissoras de televisão se interessem pelo assunto, e pronto. Vai ser desgaste por coisa pouca. É isso!