quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Comunidade escolar elege diretores na rede municipal em Trindade.

Pelo voto direto, pais de alunos, funcionários e alunos elegeram diretores das unidades da rede municipal de ensino da “Capital da fé”.



A quarta-feira (17) foi dia movimentado lá pelas bandas da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Trindade. Das 7h30 às 20h, alunos do 5º ano em diante, pais de alunos e funcionários (professores e servidores administrativos) puderam votar para escolher diretores das unidades do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) e das Escolas Municipais. A medida é inédita no município, vale frisar.

A Prefeitura Municipal conta com 22 escolas do chamado ensino fundamental, do 5º ao 9º ano, além de 10 CMEI, que cuidam da Educação Infantil na “Velha Trindade da fé e do amor”. Ou seja, a rede pública municipal de ensino é formada por 22 unidades, com cerca de 8 mil alunos matriculados. Existe, ainda, uma forte demanda a ser atendida no município, o que deverá provocar a abertura de mais CMEI. Afinal, os pais precisam trabalhar e as crianças necessitam de cuidados no período em que os responsáveis estão fora de casa.

As eleições nas unidades de ensino de Trindade transcorreram dentro da normalidade prevista. Ontem à noite mesmo os nomes dos futuros diretores foram conhecidos. Veja a seguir as unidades e os respectivos diretores eleitos para um mandato de 2 anos, de janeiro de 2015 a dezembro de 2016.

Diretores eleitos das unidades de ensino municipal de Trindade
Estabelecimento
Diretor
Escola Municipal Antônio Lopes Fonte Boa
Elisângela Camilo Magalhães
Escola Municipal Almiro Pereira da Silva (Extensão da Escola Municipal Antônio Lopes Fonte Boa)
Lorena dos Santos Lemes
Escola Municipal Cirandinha
Pollyanna Gonçalves da Silva
Escola Municipal de 1º Grau Maria Dolores
Wallyson Anselmo Arantes
Escola Municipal Dona Catu
Eloísa Elena S. Brito Silva
Escola Municipal Jardim Ipanema
Júlia Maria Mendes O. Marques
Escola Municipal João de Deus Guimarães
Otoniel Irano Costa Barbosa
Escola Municipal José Felício Sobrinho
Rosimeire Aparecida Melo
Escola Municipal Dr. Alcides Albernaz
Venâncio Rodrigues Filho
Escola Municipal Padre Antão Jorge
Olinda Mara de S. C. Meireles
Escola Municipal Padre José de Anchieta
Ivone Alves de Freitas Oliveira
Escola Municipal Padre Renato
Narayana Guimarães Souza
Escola Municipal Professora Elcia C. Domingues
Tattya Mara Inácio Pinheiro
Escola Municipal Professora Gleide Mendes de Lima
Katiele de Carvalho Caballero Ribeiro
Escola Municipal Professora Messias Bites Leão
Alessandra Cintra de Oliveira
Escola Municipal Professora Regina de F. Caldeira
Idê Divina Pimentel Silva
Escola Municipal Professora Selma Ferreira dos Santos
Magda Maria Batista Margarida
Escola Municipal Tabelião Augusto Costa
Wellington Luis da Silva
Escola Municipal Tabelião Augusto Costa (Extensão da Escola Municipal Tabelião Augusto Costa)
Luciene Mariano da Costa Ferreira

Diretores eleitos das unidades de ensino municipal de Trindade
Estabelecimento
Diretor
CMEI Adelice Ilário da Conceição
Maria Luiza de M. Batista
CMEI Alcina Maria de Carvalho
Francisca Aldenora da Silva
CMEI Augusta Maria Soares
Maria Wiuza Neres Ferreira
CMEI Divina Rodrigues Passos
Cleuvanir Leal dos R. Teles
CMEI Maria da Conceição Pereira
Telca dos Santos
CMEI Maria Pedro de Jesus
Moacíria Borges
CMEI Maysa I
Tatiane Cardoso de Oliveira Amorim
CMEI Valéria Perillo
Adalgiza Corrêa de Souza

Não houve eleições em 3 Escolas Municipais, Escola Municipal Almiro Pereira da Silva, Escola Municipal Jardim Ipanema (Extensão El Shaday) e Escola Municipal Professora Messias Bites Leão (Extensão). Dois CMEI também ficaram sem realizar eleições nesta quarta-feira (17), CMEI Jardim Scala e CMEI Modelo (neste não houve quórum). No início do próximo ano serão realizadas as escolhas, segundo critérios em vigor.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Quarta-feira de eleições na rede de ensino municipal de Trindade

Comunidade escolar do município escolherá hoje pelo voto os diretores de CMEI e Escolas


A Prefeitura Municipal de Trindade conta com 32 unidades para atuação no nível do chamado ensino fundamental e educação infantil. São 10 CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) e 22 Escolas Municipais do ensino fundamental. A rede municipal de ensino tem, hoje, quase 8 mil alunos matriculados.

E nesta quarta-feira (17) o dia será movimentado além do normal nas unidades de educação da Prefeitura de Trindade. É dia de eleição para diretor dos CMEI e das Escolas também. O público votante são os pais dos alunos e funcionários, aí incluídos professores e servidores administrativos, e alunos que já estão no 5º ano.


Das 7h30 de hoje até às 20h, o pessoal da equipe da secretária de Educação de Trindade, Eva Eny Junqueira, terá um dia longo e a previsão é a de que concluída a votação, nas próprias unidades sejam contados os votos, apurado o resultado, lavrada a ata na qual ficará registrado o vencedor da peleja eleitoral na comunidade escolar. O mandato terá duração de 2 anos, com possibilidade de reeleição.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tem gente dormindo nas calçadas e a gente até acha normal.

Retirar pessoas das ruas parece que não é lá uma prioridade para o público em geral.



Cena urbana muito comum: Gente dormindo na calçada.
Batendo pernas pelo centro de Goiânia hoje cedo, me deparei com uma mulher dormindo na calçada em frente a uma loja na Avenida Goiás, quase esquina com a Rua 3. Lugar movimentado demais, gente indo e vindo a todo momento. E o sol já dava o ar da graça, apesar do dia de céu nublado na capital goiana. Umas e outras pessoas davam uma rápida espiada na mulher ali deitada e seguiam em frente que atrás sempre vem gente. Afinal, hoje em dia todo mundo tem pressa e o tempo anda tão curto.

Vendo aquela cena fiquei pensando em como estamos ficando acostumados com coisas assim. Na verdade, a gente nem se incomoda em ver uma pessoa deitada no chão. Isso devia incomodar, mas já foi incorporada à galeria de imagens disponíveis ao olho nu nas ruas, avenidas, praças e calçadas das cidades desse Brasil de meu Deus e, portanto, nem causa mais tanta inquietação nem mesmo nos cordiais homens brasileiros. E nas mulheres também, evidentemente.

Devia ser diferente, ouso acreditar. Uma autoridade qualquer bem que podia se sentir meio angustiada com coisas assim e botar a estrutura administrativa da respectiva área do que se chama assistência social para funcionar melhor. Se não fosse se deixar mover por um sentimento humanístico, com fulcro em convicções religiosas, mas pelo simples fato de que paga-se impostos e com estes recursos foram criados órgãos no Serviço Público para atuar em momentos assim.

Há pessoas dormindo ao relento? Uái, que o poder público, seja no nível federal, estadual ou municipal entre em ação e dê abrigo a essa pessoa. Ah, não tem dinheiro para tanto. É sempre isso que alguém aparece para justificar o injustificável que é o Estado abandonar o cidadão ao deus-dará. Não se tem notícia de que os juros da dívida pública não foram pagos por falta de dinheiro, não é verdade? Então é uma questão de boa governança para que a grana seja suficiente. Lógico, tem a ver com prioridades também.

A questão toda, imagino, é que cuidar bem das pessoas, sobretudo daquelas que mais precisam de cuidados, não é prioritário ao distinto público. Claro que hoje em dia há bolsa disso e daquilo sendo paga pelo governo federal e governos estaduais, mas existe outro tipo de atenção que o sujeito precisa e não é uma quantia qualquer em dinheiro que vai resolver. Estou falando de haver alguém disposto a tirar a pessoa da rua para um lugar onde tenha condições de se incentivar a sua recuperação de saúde, principalmente, garantindo sua volta a uma vida com dignidade. Ah, sim! Sem dinheiro não faz isso. Mas só com dinheiro também a coisa não anda.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Troca de comando no CIVC de Trindade

Lúcia e Barbosa assumem a coordenação geral da associação pela quarta vez.


Lúcia e Valdivino Barbosa: Líderes do CVIC em Trindade.
O jovem e ilustre casal aí, Lúcia da Mata e Valdivino Barbosa, a partir do próximo mês de janeiro, assumirá a Coordenação Geral do Curso Intensivo e Vivencial do Casamento (CIVC) de Trindade. E não será algo inédito para eles que, pela quarta vez, estarão com a responsabilidade de coordenar as atividades de uma das entidades mais atuantes na “Capital da fé” dos goianos, vale destacar.

O CIVC é uma associação cujas atividades se desenvolvem em torno dos assuntos relacionados à família. A preocupação básica é ajudar no fortalecimento dos laços familiares e, neste sentido, nas reuniões mensais, na sede ali na Avenida Santa Maria, bem na saída para Campestre de Goiás, os “ceivecistas” promovem palestras, encontros, cursos, para tratar de diversos temas do absoluto interesse de todo grupo familiar.

Questões como namoro, casamento, sexo, filhos, orientação sexual, cuidados com os filhos, economia doméstica, trabalho, diversão, lazer, drogas, segurança, essas coisas todas que preocupam qualquer vivente nos dias de hoje fazem parte das discussões realizadas pelo pessoal do CIVC. E certamente há muita coisa para ser dita, ouvida, ponderada, debatida, compreendida, entendida, enfim, a respeito da família nesta doida vida moderna do século XXI.

“O nosso objetivo agora na quarta vez em que eu e Lúcia estaremos à frente do CIVC em Trindade, não é outro senão dar continuidade às ações que visam fortalecer mesmo a entidade, valorizando os ceivecistas e suas respectivas famílias, pois isso é muito importante. Neste sentido pretendemos dar uma maior dinâmica às palestras e eventos que tratam de tudo o que está relacionado às famílias”, declara Valdivino Barbosa.

Perfil – O CIVC é uma associação formada por casais e que surgiu em 1976, no Paraná. Em Trindade o CIVC está presente há mais de 30 anos. Existem mais de 130 casais, distribuídos em 11 grupos. Mensalmente, sempre na primeira terça-feira do mês, por volta das 20h, na sede da entidade, acontecem as reuniões gerais com todos os casais e convidados. Depois os pequenos grupos passam a se reunir tratando dos assuntos e repassando informações obtidas no encontro mensal.


sábado, 13 de dezembro de 2014

Pavimentação de qualidade duvidosa: Isso precisa mudar.

Chuvas caem para nossa alegria, mas os buracos tomam conta das ruas e avenidas das cidades brasileiras e de Trindade.



Choveu, buraco apareceu. Velhos e novos, bom dizer.
Se tem chuva, os buracos nas ruas, avenidas e rodovias deste Brasil de meu Deus não tardam a aparecer. É incrível isso! Felizmente, tem caído mais água do céu em nossa região. Afinal, precisamos desse precioso líquido que muita gente acreditava tratar-se de um recurso mineral inexaurível. Pelo que vemos no dia a dia, ainda há pessoas demais da conta pensando nessa direção e desperdiçando água a torto e a direito.

Pois a água que vem de cima cai no asfalto, viro enxurrada, encontra bocas de lobo entupidas, fica sem ter lugar para escoar bem, não consegue entrar pela terra a dentro, pois a impermeabilização dos solos urbanos é uma realidade dura, e deteriora as pistas sobre as quais circulamos todos nós. A grosso modo é mais ou menos isso que a gente vê acontecer à nossa frente como quem vê cair uma folha da árvore e apenas observamos.

Mas por quê mesmo isso é assim? Choveu a buraqueira aparece. Longe de mim querer posar de especialista em engenharia de estradas ou coisa que o valha ou em técnico em pavimentação. Porém, até eu tenho condições de afirmar que a qualidade dos serviços asfálticos de que dispomos é ruim toda vida. Olhemos bem a situação das ruas e avenidas de Trindade, por exemplo. Basta começar a chover os buracos de sempre reaparecem e, claro, "nascem" outros novinhos em folha também.

A gente observa a espessura do asfalto é constata que a coisa é muita fina. Olhamos a situação da pista em algum pedaço menos esburacado e não tem como negar que a compactação da terra ali não deve ter sido objeto de um bom trabalho não. Além disso, o asfalto em muitos pontos da cidade é velho demais da conta. Quando foi feito não havia rede de esgoto e acabou sendo necessário esburacar a cidade para a instalação da tubulação, convém lembrar. Daí, os remendos fizeram com que aquela pavimentação nunca mais prestasse.

Fazer a manutenção das pistas esburacadas não custa barato ao contribuinte pagador de impostos, sabemos todos. Mas cadê os recursos para retirar o que não presta mais e fazer de novo e com melhor qualidade? A propósito, onde estaria a coragem dos gestores públicos para decidir por uma ação dessa envergadura? É complicado porque certamente haveria a politização da coisa toda. Não faltaria alguém para dizer que enquanto se gasta onde já tem asfalto, ninguém cuida das inúmeras outras ruas e avenidas de bairros periféricos ainda em chão batido.

Mas será que alguém já contabilizou o quanto tem custado ao bolso da Viúva as despesas com os remendos que se precisa fazer neste asfalto que se assemelha a um tecido roto? Certamente estaremos diante de uma cifra daquelas bem robustas. Mas não nem o povo nem os políticos estão muito preocupados com isso de economia ou gasto mais racional de dinheiro público coisa nenhuma. E assim vamos nós assistindo a essa forma perdulária de se gerir o setor de infraestrutura das cidades brasileiras e goianas inclusive.

Mesmo o asfalto novo tem seguido o mesmo padrão de qualidade questionável. Uma rua acaba de ser pavimentada vem uma chuvinha qualquer e leva o material fazendo aparecer no lugar verdadeiras crateras. Veja aqui o que aconteceu dia desses numa rua do Setor Ana Rosa que foi asfaltada recentemente. Alguma coisa precisa mudar na forma de se pavimentar as ruas e avenidas das cidades. Não é possível mais convivermos com uma realidade dessas. Os recursos, dinheiro principalmente, são escassos e precisam ser empregados com mais racionalidade e eficiência.

Quase não tomamos conhecimento de debates em Trindade a respeito desse tipo de assunto. As entidades representativas da sociedade civil permanecem silentes, assim deitadas em berço esplêndido. Justiça seja feita que o Rotary Club, sob a presidência de Sandra Gonçalves Dias, dedicou especial atenção à discussão sobre assuntos de interesse da cidade, como o que fazer para se chegar ao desenvolvimento econômico e social. Imagino que seria extremamente salutar se houvesse mais iniciativas desse tipo na cidade.

De qualquer forma, fica registrada aqui a preocupação deste blog com um tema que julgamos ser do maior interesse para os trindadenses. Afinal, estamos tratando de um item que representa muito bem o desenvolvimento de qualquer lugar, pois tem a ver com a infraestrutura de transportes. Quem não cuida bem disso, certamente terá problemas e sérios pela frente.


O cara da foto

Sebastião Alves, gerente da Drogaria Neto.



Gerente da Drogaria Neto: 22 anos de casa.
Sebastião Alves da Silva, 42, nascido em Jandaia/GO, casado com Siane, pai da Isabella de 2 anos. Técnico em contabilidade, Sebastião trabalha há 22 anos na Drogaria Neto, uma das empresas mais longevas e bem-sucedidas de Trindade. Afinal de contas, a Drogaria Neto está de portas abertas “servindo bem e sempre” à distinta clientela, lá se vão 40 anos, obra de uma vida do empresário Seônio Luiz Laureano. A Drogaria Neto, bem entendido, ora pois.

Sebastião Alves é gerente da loja que fica ali na esquina da Avenida Francisco Paulo Ramos com a Rua 11, na Vila Pai Eterno, ao lado do terminal rodoviário da “Capital da fé”. São 15 anos desempenhando essa função na empresa, na qual ajuda a comandar uma equipe de 22 funcionários. São 6 balconistas, 2 garotas na perfumaria, além de 4 caixas e 3 entregadores, dentre outros colaboradores que auxiliam o Seônio, a Giselle, a Priscilla e a Suelen (filhas do casal Seônio e Wilma) a escrever uma bela história de sucesso empresarial em Trindade, a Drogaria Neto.

E permeando o histórico de sucesso do empreendimento do qual faz parte, Sebastião Alves também está escrevendo o seu capítulo especial nesta que é uma das mais interessantes iniciativas em curso na economia trindadense, a Drogaria Neto. O cara veio para Trindade em 1990, menino ainda. Não teve medo de trabalhar nem escolheu serviço. Foi servente de pedreiro na construção da casa do empresário e dono da farmácia, que terminada a obra residencial, passou a dar expediente como balconista e depois, pelo bom trabalho que demonstrou e competência inegável, assumiu a gerência da loja. Eis aí algo bacana a ser contado para todos. É isso aí!


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Desocupação das calçadas de Trindade pelos comerciantes gera polêmica

Promotoria de Justiça de Trindade determina que a Prefeitura Municipal tome providências para liberar as calçadas da cidade



Já utilizei essa mesma foto em outra notinha: Mesas na rua
onde deveria haver uma ou outra vaga para estacionamento.


O promotor Delson Leone Júnior, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Trindade, encaminhou documento à Prefeitura Municipal, no dia 4 de dezembro, determinando que sejam tomadas providências relacionadas à desocupação dos passeios (calçadas) das principais ruas e avenidas da cidade. E o prazo para a adoção das medidas neste sentido termina no dia 24 deste mês. Eis aí um belíssimo abacaxi para ser descascado pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, sob a condução do ex-vereador Onival Corrêa de Azevedo.

Num primeiro momento, foram notificadas 92 pessoas que mantêm atividade econômica, comercial, no todo em parte, sobre as calçadas principalmente das Avenidas Dr. Irany Ferreira (que liga a Igreja Matriz ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno), Manoel Monteiro e Raimundo de Aquino, na região central da “Capital da fé” dos goianos. Mas ações semelhantes deverão alcançar também a movimentadíssima Avenida Elizabeth Marques, no Setor Maysa, região Leste de Trindade, dentre outras localidades do município.

A propósito, na sexta-feira (5) foi realizada audiência pública na Câmara Municipal com a finalidade de tratar deste assunto. Claro que as pessoas que desenvolvem seu trabalho, o “ganha pão”, nos passeios dessa região central de Trindade estão contrariados para dizer o mínimo. E é de se esperar que haja algum tipo de pressão para que a situação permaneça como está. O argumento é de que as pessoas estão trabalhando dignamente. Ficar contra isso acaba provocando desgastes, algo que os políticos se esforçam bastante para evitar.

Tudo bem, todo mundo tem lá o direito de espernear mesmo e tentar fazer valer o que acha ser o justo, conforme a própria consciência. No entanto, é preciso ter claro que existe uma legislação em vigor disciplinando o uso do solo em Trindade, para dizer o mínimo. É sim, minha gente. O Código de Postura do Município está valendo e precisando ser obedecido, respeitado, por todos os trindadenses. A Lei Municipal nº 933/2001 não pode ser, digamos, letra morta não.

Nos últimos meses tenho feito muitas corridas e caminhadas pela região central mesmo de Trindade. Olha, caminhar pelas calçadas de nossa cidade não é tarefa fácil nem segura. Os bares simplesmente usar 100% das calçadas. Alguém duvida? É só conferir ao longo da Avenida Manoel Monteiro. Na prática, os passeios são ocupados pelos comerciantes na maior cara dura. O pedestre que dê um jeito de disputar espaço na rua mesmo com os veículos, arriscando ser atropelado inclusive.

Dia desses fui surpreendido ao ver que bares já estão usando a própria rua mesmo. Veja AQUI. Os comerciantes espalham mesas e cadeiras onde deveriam estar vagas para estacionamento. E estamos falando da Avenida Manoel Monteiro, a principal de Trindade. Os donos dos respectivos estabelecimento com certeza acham isso a coisa mais bacana do mundo e, penso, os frequentadores vão pelo mesmo caminho. Do contrário não iriam ber aquela gelada sentado à mesa em plena rua com o fluxo de veículos liberado, vale salientar.

Se fosse apenas isso, dava-se um jeito. No entanto, os donos ou locatários de imóveis por aqui constroem rampas nas suas garagens sempre do lado de fora das casas, nas calçadas. Virou uma espécie de febre o rebaixamente do meio-fio para garantir vaga exclusiva no estabelecimento comercial. Ah, e ninguém se importa se o possante ali estacionado vai impedir o sujeito transitar livremente e em segurança pelo local. Isso está correto?

Fico imaginando como deve ser complicado para o cadeirante ou pessoa que usa prótese, muletas, bengalas, o portador de necessidades especiais, alguém que não boa visão ou ficou cego, se locomover nas ruas e avenidas de Trindade, tendo as calçadas na maioria das vezes ocupada por meses de bares e lanchonetes, rampas, buracos, mercadorias expostas, carros e motos estacionadas, enfim, o máximo de espaço utilizado para quaisquer outras finalidades, com exceção da mobilidade urbana.

Antes que alguém diga, essa ocupação de calçadas não é privilégio só de Trindade não. Acontece nas grandes cidades deste Brasil de meu Deus. A gente está cansado de ver reportagens com uma frequência perturbadora mostrando esse tipo de coisa aqui ao lado, em Goiânia, a capital de Goiás. Nem é preciso ir muito longe para buscar exemplo, mau exemplo, diga-se. Contudo, estamos preocupados aqui é com o nosso quintal, a nossa cidade, falamos de Trindade onde vivemos e trabalhamos.

Daqui da minha insignificância diante de tantos interesses conflitantes envolvendo essa matéria, o uso das calçadas de Trindade, fico torcendo para que as autoridades locais tenham pulso firme e sabedoria para encaminhar a solução deste imbróglio, de acordo com a legislação vigente, claro, levando-se em consideração o que pode ou não ser autorizado em termos de ocupação dos passeios públicos seja pelos donos ou locadores de imóveis.