quarta-feira, 27 de maio de 2015

Entrevista: Cantor Alecir, da dupla Alecir e Alessandro

Há 15 anos morando e cantando em Cuiabá, Alecir revela que a dupla Alecir e Alessandro está organizando a volta para casa


Wellington Gomes Ferreira. Anunciado assim, muito pouco gente consegue ligar o nome à pessoa. Trata-se do cantor Alecir, da dupla trindadense Alecir e Alessandro. Com uma carreira musical iniciada no final da década de 1980, Alecir conta já ter gravado 4 CD's de carreira, 2 CD's Acústicos e 1 DVD, na atual formação da dupla, mas na sua trajetória gravou também um LP (Vinil) com o primeiro Alessandro com quem cantou muito tempo também. Morando em Cuiabá, no Mato Grosso, há 15 anos, Alecir revela que o fechamento de várias casas de shows onde se apresentava em Goiânia, entre 1997/98, acabou determinando a mudança dupla trindadense, mas hoje pensam em fazer o caminho inverso. Se preferir ouça o áudio da conversa no post ABAIXO. Leia, a seguir, a entrevista exclusiva de Alecir à Sonoridade Rádio Web e ao Blog do Sérgio Vieira (BSV).



BSV – No início da carreira, lá nos idos de 1988, você imaginava que sua carreira seria tão longa e produtiva?
Alecir – Na verdade, quando a gente começa na música, a gente começa mais por uma brincadeira, né? Você nasce com o dom, aí não quer aceitar porque tem toda uma certa dificuldade financeira, familiar. Você precisa trabalhar para ajudar a família e daqui a pouco juntam-se os amigos e falam “rapaz, você está cantando bem, precisa participar de festivais” e aí você não quer mais vira um puxa daqui, outro puxa dali, e foi assim que aconteceu. Eu comecei a cantar em festivais e o meu parceiro também cantava em festivais e aí unimos forças e começamos a cantar numa pizzaria, na se chamava Pizzaria La Romana e o trem começou a dar certo, começou a engrenar. Como diz o caipira, “o trem começou a engrenar” e nos fomos lá. É melhor do que trabalhar na roça, né? Cantar, ganhar um dinheirinho mais “avurtado” é melhor do que trabalhar na roça. E aí começamos a pegar mais sério a coisa, correr atrás das coisas com mais seriedade, com mais compromisso sério, com mais humildade, porque é dessa forma que a coisa acontece. Você tem que ter seriedade no seu trabalho, compromisso com o seu público e humildade acima de tudo.

BSV – Você falou aí e se lembrou de participação em festivais. O FIT (Festival de Intérpretes Trindadenses), que o Alair de Paulo e o irmão dele, o saudoso Dedê, realizavam teve uma certa importância no seu surgimento musical, né?
Alecir – Com certeza. O FIT, na época também existia o Festri, que era promovida pelo Nagib. Nós participávamos dos dois festivais e na época tivemos a felicidade de ganhar. Ganhei, acho que três festivais consecutivos. Aí já não aceitaram participar mais como concorrente. Participaram mais para estar no meio da turma. Como se diz, eu era ira cria do festival e eu não podia ficar de fora. Eu tenho loucura pela música, a música está no sangue. Se eu ficasse de fora eu ia adoecer. Então eles [os organizadores] diziam “Não, você vai fazer uma participação porque o pessoal não está querendo fazer inscrição se você for participar concorrendo”.

BSV – Você falou que a música está no sangue, mais alguém da família é artista?
Alecir – Não, o povo lá de casa é mais trabalhador, o preguiçoso sou só eu mesmo, mas o meu avô era sanfoneiro. O meu pai não foi cantor profissional, mas ele tinha a voz muito boa, ele sabia faz primeira, segunda voz. A minha mãe também sabe o que é primeira e segunda voz. Já o meu irmão ele não seguiu muito o lado da música, ele meu desafinado, mas gosta de música também. Gosta mas não consegue distinguir o que é primeira e segunda voz.

BSV – Isso não é fácil mesmo não, a gente ouve tanto e pensa que entende, mas vá cantar para ver como é que é...
Alecir – Não é fácil não, mas é gostoso.

BSV – Como foi assim esse seu descobrimento como artista? Quando se deu isso?
Alecir – Para falar a verdade, desde criança, a gente morava na fazenda, morava lá na roça.

BSV – Onde era?
Alecir – A gente morava em São José de Mossâmedes. Então à noite, tinha um bancão do lado de fora, no chão batido, e nisso meu avô e meu pai se sentavam de fora ali e ia tomar uma cachacinha, depois do serviço...

BSV – Você herdou isso também? Beber...
Alecir – Uái, tem que herdar, amigo. Como é que faz? Aí chega do serviço, toma aquele belo banho, janta e vai ali pra fora, no terreiro ali, naquele chão batido, não tinha nem violão, não tinha nada. Era só uma mesa de madeira mesmo ali, sobre o chão batido, e ali ficava e começava a cantar. Um começava a cantar uma música, no gogó, é a famosa capela. Meu pai puxava e meu avô fazia a segunda [voz]. Às vezes, meu avô puxava e meu pai fazia a segunda [voz]. E aquilo eu fui invocando com aquilo, achando bom. Aí um certo dia a gente nós saimos para a cidade, para fazer umas compras, tinha que comprar umas coisas. Na volta eu voltei cantando. Aí eles falaram “Esse menino também aprendeu”. Eu ia pra roça levar almoço e tinha que ficar o resto da tarde lá, e era o resto da tarde cantando e assoviando. Meu avô dizia, “Cala a boca, moleque, você não dá sossego para os meus ouvidos”. Quem mandou ele me ensinar, né?

BSV – Qual o momento em que você analisou as perspectivas na vida e decidiu, “meu negócio é a carreira artística mesmo, violão e cantoria?”
Alecir – Para te falar a verdade, foi quando nós cantamos num final de semana. Eu trabalhava na roça. Eu parei de estudar muito cedo.

BSV – Você estudou até quando?
Alecir – Eu estudei... Ainda na época existia a 5ª série. Pois é, então. Eu estudei e fiz a 5ª série e não consegui mais estudar porque precisava trabalhar para ajudar meu avô em casa. Meu pai morreu eu tinha de 9 para 10 anos. Aí eu fui criado com meu avós. Então a gente trabalhava na roça, era um sofrimento. Eu sei, por isso que eu dou muito valor a esses companheiros que trabalham, que labutam, eu sei como é que é a luta. Trabalha demais, sofre muito e ganha muito pouco. Quando eu fui e cante sexta, sábado e domingo só, a hora que eu peguei aquele pacote de dinheiro que eu peguei e contei e falei, “Rapaz do céu, ganhei quase que o dobro do que eu ganhava a semana inteira trabalhando no sol quente e naquele sofrimento”. Três dias de noite, no meio da moçada bonita, no meio de um povo bonito, cantando coisa bonita. Não é uma coisa deliciosa cantar? Aí eu falei “Não, não vou voltar lá [na roça] mais não. Eu acho que vou ficar por aqui mesmo”. E aí fiquei, resolvi. E a gente pegou mais firme no trem, levamos mais sério e estamos até hoje.

BSV – Chegou um momento na carreira de Alecir e Alessandro que vocês decidiram sair de Trindade. Ao contrário do que a gente vê muito artista sertanejo, pessoal sai lá de Minas Gerais e vem morar em Goiânia. Vocês foram para Cuiabá, no Mato Grosso. Por que vocês decidiram isso?
Alecir – É uma ótima pergunta. A pessoas perguntam, “Uái, mas por quê? Vocês são goianos, Goiás é o celeiro de dupla sertaneja, da música sertaneja, vocês saem de Goiás para ir para Cuiabá...”. Na época, a gente tinha uma vida boa, uma agenda muito boa em Goiânia. Devido a um certo prefeito que foi eleito, ele mandou fechar quase todas as casas de shows de Goiânia. Então, as duplas que estavam cantando ficaram praticamente desempregadas e aí aquilo foi um baque para todos nós.

BSV – Isso foi em que ano, mais ou menos?
Alecir – Foi em 1997/98, que fechou um monte de casa em Goiânia e aí um amigo meu daqui estava em Cuiabá ligou pra gente e convidou, falou assim, “Vem pra cá, passem uns 6 meses aqui, tem apartamento, vocês não vão pagar aluguel nada, é só ficar comigo, faz um teste, se vocês gostarem, vai que dá certo?” Aí fomos para ficar 6 meses e tem 15 anos que estamos lá.

BSV – Dá vontade de voltar?
Alecir – Nós estamos nos organizando para voltar, porque agora a música está em alta, sempre esteve. Naquela época que esteve em baixa devido a esse probleminha que eu falei. O prefeito fechou um monte de casas em Goiânia e o maior eixo da música sertaneja, para todos os artistas, no meu caso, eu cantava mais em Goiânia. Eu cantava de terça-feira a domingo. Só não cantava na segunda-feira porque eu precisava descansar.

BSV – E poupar a voz, se não...
Alecir – Realmente aí eu fiquei desempregado.

BSV – Falando nisso, você tem algum cuidado especial com a voz?
Alecir – Tenho [irônico, mostrando a lata de cerveja]...

BSV – Estou vendo, ele gosta de uma cerveja gelada...
Alecir – Eu tomo uma geladinha, fumo um cigarrinho

BSV – Deus te abençoou assim...
Alecir – O negócio é dormir, né? Você precisa dormir. Dormindo, alimentar bem, tem que alimentar e saber cantar. Tem que saber [impostar a voz].

BSV – Como você está vendo o cenário da música sertaneja em nossa região, principalmente para quem está começando a carreira, agora para quem já tem um nome estabelecido, caso de Alecir e Alessandro nem tanto?
Alecir – Obrigado pelo estabelecido, mas a gente precisa muito ainda, temos que lutar muito ainda.

BSV – Só lembrando aqui, são 4 CD's, 2 acústicos e 1 DVD. Tem tempo de carreira já, né?
Alecir – A gente tem 4 CD's normais, 2 CD de carreira e 2 Acústicos e 1 DVD.

BSV – Você é do tempo do LP (vinil), né não?
Alecir – Gravei um LP também com o Marcelo que foi a primeira formação da dupla Alecir e Alessandro. Agora esse Alecir e Alessandro tem 4 CD's normais, 2 acústicos e um DVD. Mas respondendo a sua pergunta. Goiás tem muita dupla boa. Para dizer a verdade e não desmerecendo ninguém, porque isso não é do meu feitio e a gente não pode falar, mas tem muita gente fazendo sucesso e que não canta muito igual tem gente no anonimato. Tem muitos no anonimato que pegam muitos que estão lá e põe no bolso, no meu ponto de vista, no meu gosto sertanejo, né? No meu gosto de ouvir, no meu gosto musical.

BSV – A que se deve isso, é mais coisa de marketing, de empresário, de jogada assim que leva a acontecer esse tipo de coisa?
Alecir – Esse negócio é uma coisa meio complicada de se dizer assim porque você precisa ter um padrinho, você precisa ter dinheiro para gastar, você precisa de um investimento alto. Com certeza, o retorno é garantido, mas você tem que ter o investidor, um padrinho e ter uma galera do seu lado que está sempre te apoiando, sempre clicando e pegando suas músicas e baixando e fazendo de tudo um pouco, porque mídia toda ela é bem-vinda, de todo jeito é boa.

BSV – E principalmente hoje em dia que vendagem de CD não é mais o ganha pão, digamos assim, é mais é show, a apresentação do artista.
Alecir – Hoje vendagem de CD acabou e já faz hora que passou essa época. Agora se não fizer show o artista passa fome. Tem que gravar CD e tem que levar para a galera. E agora tem mais um detalhe. O povo já não está querendo mais CD não. Você tem que arrumar um pendrive. Você tem que dar o pendrive ali de 12 GB para cima, pra ele lotar de música. E se ele não gostar ele joga o pendrive fora. Dá uma deletada em tudo e grava o que ele gosta.

BSV – Está pensando em gravar alguma coisa?

Alecir – Estamos com um projeto aí. Estamos com duas músicas novas. Uma é minha e vamos gravar uma outra de um amigo nosso. Aí vamos fazer duas músicas novas e vamos mostrar pra vocês, pra vocês darem uma força.


O Fora | Alecir e Alessandro


Entrevista Alecir, da dupla Alecir & Alessandro

segunda-feira, 25 de maio de 2015

E a dengue segue matando gente no Brasil e em Goiás também

Ainda não consegui enxergar a guerra que estaria sendo travada contra o transmissor da dengue



A capa do jornal O Popular, edição de sexta-feira (22), mostra que os goianos estão levando a pior na queda de braço com o mosquito Aedes Aegypti, o transmissor do vírus da dengue. Na verdade, a mosquita, porque é a fêmea que ferroa o indivíduo e passa adiante o agente causador da doença cujos sintomas se confundem com uma gripe mais forte, porém a moléstia tem a capacidade de matar a gente. Incrível, e isso acontecendo em pleno Século XXI, a Era do Conhecimento.

A manchete do periódico da família Câmara parece ser uma tentativa, que se pretende bem-sucedida, de esclarecer o motivo da derrota no que o jornal chama de “guerra”. Achei meio exagerado. Afinal, a população está de verdade em guerra contra o transmissor da dengue? Sei não. É tanto lixo onde quer que se vá, lotes baldios demais, ruas e avenidas sem os cuidados básicos com saneamento ou o simples escoamento da água da chuva, as enxurradas. Quantas bocas de lobo permanentemente entupidas com que o cabra se depara no dia a dia? E isso todo mundo sabe que são as condições ideais para a proliferação daquele bichinho terrível.

E do lado das autoridades da área da Saúde Pública, os gestores dos serviços públicos que cuidam da rede pública de atendimento à população? Claro que há os caras que trabalham nos serviços de Vigilância. O quê acontece que entra ano e sai ano mas a dengue continua firme e forte nessas “terras em que se plantando tudo dá?” O pessoal aí está trabalhando bem mesmo, mas não consegue dizimar essa transmissão do vírus da dengue? Onde é que está o nó-cego da questão?

É claro que havendo colaboração das pessoas, todas elas preferencialmente, as coisas têm tudo para dar certo, em se tratando de algo do interesse público, como é o caso de se tentar por fim ao reinado do mosquitinho, mosquitinha, que transmite a dengue indiscriminadamente. Mas falando com sinceridade não percebo grande preocupação do povo em relação a isso não. A aflição bate forte mesmo onde o problema acontece, enquanto os demais permanecem, digamos, “deitados em berço esplêndido”. Talvez eu esteja enganado ou muito cético ou descrente das coisas, mas é assim que tenho observado nosso panorama.

Ah, sim! Claro que é sempre triste a notícia de que alguém tenha morrido por causa da dengue, como a edição do jornal em questão traz estampada na capa. Dá um sentimento de impotência, uma indignação em qualquer pessoa, mas só indignar-se não anda adiantando nada não. Daí a pouco a gente vê o noticiário informando mais mortes pelo mesmo motivo e as pessoas vão se tornando números na estatística oficial e a vida segue o ritmo de sempre, as coisas vão se sucedendo e a dengue cada vez mais presente no cotidiano desse homem “cordial”, o brasileiro e a brasileira também, ora pois.

O Popular nos conta da morte de Tatyany Oliveira, diretora da Secretaria Municipal de Saúde, em Goiânia, que estava grávida de oito meses. A suspeita é de que o óbito tenha sido decorrência de quê? Da dengue, ora essa! A filhinha da Tatyany sobreviveu à cesariana de emergência. Pense bem. Que situação horrível, uma verdadeira tragédia familiar. Muito triste tudo isso.

É por essas e outras que achei a manchete exagerada. Se estivéssemos verdadeiramente em guerra contra a dengue, digo, com o transmissor da dita cuja, poderíamos estar agora esperançosos de que a vitória estava por um fio. Mas qual o quê? Torço para que as causas desse meu desânimo sejam o mais rapidamente possível desautorizadas pelo fatos. E a torcida aqui é sincera, caríssimos e caríssimas.





sexta-feira, 22 de maio de 2015

E o caminhão do prefeito chegou... O asfalto agora sai. Será?

Anunciado como a viabilização do asfaltamento de toda Trindade e a recuperação da malha asfáltica, caminhão usina de asfalto está na cidade




Na foto ao lado, eis em seu esplendor, digamos, o perfil do caminhão de 600 mil reais (se não estou enganado quanto ao valor desembolsado pelo Erário trindadense), comprado pela Prefeitura Municipal de Trindade. A máquina foi anunciada como a solução definitiva e mais em conta para se chegar ao fim da era dos buracos nas ruas e avenidas da “Capital da fé”, bem como a garantia de que a gestão do prefeito Jânio Darrot (PSDB) asfaltará toda a cidade. Ao menos, segundo o palavrório saído do alto escalão da administração local. Isso porque o famoso caminhão funciona como uma Mini Usina de produção de asfalto. Pois é, pois é, pois é (Salve Chiquinha!)... A mágica, dizem, está no barateamento do custo de produção do metro de asfalto em se usando a máquina recém-adquirida pela municipalidade. O importante, imagino, é botar logo esse equipamento em uso e começar a ajeitar a “Velha Trindade da Fé e do Amor” que está passando da hora de receber um cuidado melhor por parte da Prefeitura, e já não é de hoje. Aguardemos, pois, a engenhoca mecânica ser colocada em utilização. Que venham sem demora os resultados ansiosamente aguardados pela população.



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Lições de vida

Ensinamentos ou reflexões para se viver bem...




A gente se depara com cada mensagem na internet, não é verdade? Há muita bobagem circulando, mas, também, existe coisa muito legal por lá. Vi essas 45 lições de vida cuja autoria, segundo está publicado neste site AQUI, é de um senhor de 90 anos de idade. Logo, alguém já entrado em anos, um ancião experiente e que sabe das coisas. Ah, o cara deve ter vivido intensamente e com sabedoria para dar conta de condensar o que realmente interessa na vida e frase curtas e objetivas, sem firulas. Quem recomendou foi a jornalista Aline Fernandes, da Zelus Assessoria, em Goiânia. Pensei rápido e decidi mais rapidamente ainda em postar neste blog essas breves reflexões, verdadeiros ensinamentos para os viventes dessa “vida louca, vida breve” (Salve, Cazuza!). Leia e reflita sobre cada uma delas... e sem moderação.



1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Em caso de dúvida, simplesmente dê o próximo passo.
3. A vida é curta demais pra não se aproveitar dela.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando estiver doente. Sua família e amigos irão.
5. Não compre coisas que não precisa.
6. Você não precisa vencer todas as discussões. Apenas se mantenha honesto consigo mesmo.
7. Chore acompanhado. É mais edificante que chorar sozinho.
8. Tudo bem ter raiva de Deus. Ele aguenta.
9. Economize para coisas que importam.
10. Quando o assunto é chocolate, resistir é inútil.
11. Faça as pazes com o passado para não cagar o presente.
12. Tudo bem se seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. O caminho deles é diferente do seu.
14. Se um relacionamento precisa ser secreto, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos, mas não se preocupe, Deus não pisca.
16. Respire fundo. Fazer isso acalma a mente.
17. Se livre de tudo que não for útil. Peso extra te atrasa de muitas maneiras.
18. O que não te mata te fortalece, de verdade.
19. Nunca é tarde demais pra ser feliz, mas isso é responsabilidade sua e de mais ninguém.
20. Quando o assunto é perseguir os amores da sua vida, não aceite não como resposta.
21. Queime os incensos, use seus melhores lençóis, use roupas íntimas extravagantes. Não guarde essas coisas pra uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, mas quando começar, vá com a onda.
23. Faça loucuras agora mesmo. Não espere ficar velho para vestir púrpura.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém está na chefia da sua felicidade além de você mesmo.
26. Etiquete cada coisa que chamarem de desastre com o rótulo “Isso vai importar daqui a cinco anos?”
27. Sempre escolha viver.
28. Perdoe, mas não esqueça.
29. O que as outras pessoas pensam não te interessa.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa se uma situação é boa ou ruim, ela vai mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém leva.
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama porque é Deus, não por causa daquilo que você fez ou não fez.
35. Faça o que der pra ser feito agora, agora e não depois, e o que sobrar faça depois.
36. Seus filhos terão apenas uma infância.
37. Ficar velho é melhor que a outra alternativa – morrer jovem.
38. O que mais importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Milagres esperam em todos os lugares.
40. Se todos nós jogássemos nossos problemas numa pilha, veríamos os problemas dos outros e pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Aceite o que você já tem, não aquilo que você acha que precisa.
42. O melhor ainda vai aparecer…
43. Não importa como você está se sentindo, se levante, se arrume e compareça.
44. Produza.
45. A vida não vem enrolada com um laço de fita, mas ainda é um presente.





terça-feira, 19 de maio de 2015

Entrevista: Valdivino Barbosa, coordenador-geral do CIVC em Trindade

O CIVC é uma entidade que faz a diferença em Trindade
 

Valdivino Barbosa Vieira é gerente de uma gráfica, aposentado mas ainda se encontra na ativa. Barbosa é casado com Maria Lúcia, foi vereador (2008 – 2012), presidente da Câmara Municipal de Trindade, presidiu também o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, deixou a legenda e migrou para o PSB. Atualmente exerce as funções de coordenador-geral do Curso Intensivo e Vivencial do Casamento (CIVC) pela quarta vez. No domingo (17) a entidade esteve reunida para comemorar o Dia das Mães durante almoço e Barbosa deu um tempo na correria e concedeu uma entrevista exclusiva para o Blog do Sérgio Vieira (BSV) e a Sonoridade Rádio Web. Veja os principais trechos do bate-papo a respeito de uma das entidades mais atuantes de Trindade. Se preferir, ouça a entrevista no post abaixo.

BSV – O que de importante está acontecendo no âmbito do CIVC de Trindade, coordenador-geral?
Barbosa – No momento está acontecendo o almoço dedicado às mães de todos os “ceivecistas” de Trindade. E para nós é um grande evento, um grande prestígio que todas as mães estejam aqui neste momento junto com a gente. Cada coordenador que assume o CIVC faz uma coisa em prol da entidade. Nós aqui, pela quarta vez, estamos aqui assumindo também esse compromisso de alavancar e dar continuidade a esse trabalho tão bem-feito que já vem sendo feito em Trindade há mais de 20 anos. Para nós é motivo de orgulho, é motivo de satisfação poder participar e estar junto aí com essa entidade grandiosa, entidade que realmente faz a diferença no município de Trindade.

BSV – O CIVC é formado por quantos casais?
Barbosa – Hoje, nós estamos com quase 200 casais, mas se formos contar todos os casais que já fizeram o CIVC dentro de Trindade, chegaremos a quase um mil casais. E aí o CIVC tem aquela dinâmica, uns vão, outros vêm e a gente vai sempre renovando o quadro associativo e, hoje, está um quadro muito bom, muito atuante com quase 200 casais atuando dentro do CIVC.

BSV – Essa entidade se preocupa muito com essa questão do casamento, de filhos, do relacionamento familiar. Atualmente, a sociedade está mudando muito no seio familiar. Como é que um líder de uma entidade que se preocupa com a família está vendo essa mudança hoje em dia?
Barbosa – É uma preocupação de todas as pessoas que trabalham em movimentos de casais, de todas as pessoas que preservam a família. E o CIVC vem para fazer essa diferença. Aqui nós temos pai, mãe e filhos, o grupo que forma toda essa entidade, o CIVC. E para nós sempre é um desafio trazer novos palestrantes, novas ideias, novas maneiras de você lidar com seus filhos, com sua família, com o esposo, com a esposa, e a gente vai inovando. E nessa inovação, graças a Deus, tem dado certo. Tanto é que mais de 20 anos que o CIVC é bem atuante no município de Trindade.

BSV – Como funciona mesmo no dia a dia do CIVC. São reuniões semanais, diárias, como é que é isso?
Barbosa – Nós temos uma reunião mensal que é para o grupão, de todas as pessoas que participam do CIVC, que em Trindade é dividido em 11 grupos que, posteriormente a essa reunião mensal, fazem reuniões nas casas dos integrantes e aí eles escolhem o dia do mês para poder debater o que foi passado na reunião do grupão.

BSV – Um casal tem vontade de participar do CIVC, como é que se faz?
Barbosa – Sim, todos os casais que quiserem participar do CIVC é aberto. Sejam bem-vindos. Aqui tratamos única e exclusivamente de temas familiares, que venham a ajudar o casal não só no relacionamento “marido e mulher”, mas, também, no relacionamento junto aos filhos e é dessa forma. Então é aberto à sociedade de Trindade, não é restrito a algumas pessoas não. Todas as pessoas que quiserem fazer parte do CIVC de Trindade as portas estão abertas.

BSV – E custa caro participar disso, como é que isso, financeiramente falando?
Barbosa – Nós temos o primeiro encontro que o casal que é em Goiânia, regional para todo o Estado de Goiás, custa R$ 60,00. E, posteriormente, aqui no município de Trindade, nós temos aí uma taxa de R$ 20,00 ao mês. E como nós já temos a nossa sede própria, essas pessoas têm também o benefício em muitas coisas dentro da sede, um aluguel mais barato para seu evento particular. Nós temos aí a festas das mães, dos pais, os bailes nossos que são realmente muito concorridos e muito bem aceitos dentro da sociedade. Então, é dessa forma, o custo é muito pequeno se formos comparar ao benefício que a pessoa tem em poder ter subsídios para cuidar da sua família.


Entrevista: Valdivino BARBOSA, coordenador-geral do CIVC em Trindade

domingo, 17 de maio de 2015

O preço que se paga por ter indústrias no município

Todos queremos indústrias e seus empregos e renda, mas há uma preço a se pagar em termos de qualidade do meio ambiente


Uma crítica recorrente aos prefeitos de Trindade em geral, especialmente agora ao atual, o tucano Jânio Darrot, é a incapacidade de atração de empresas para o município, com destaque, claro, para as indústrias. No caso do prefeito Jânio a grita tem uma dimensão maior por que se trata de um grande empresário com forte atuação na indústria de confecções e também como pecuarista. Logo, esperava-se que haveria alguma política pública municipal com vistas a trazer para os limites territoriais da "Capital de fé", alguma grande empresa a fim de dar um incremento na geração de emprego, renda e receita tributária também. 

Como é por demais sabido por todos, não é o que estamos assistindo nesses quase dois anos e meio de mandato de Darrot à frente do comando da Prefeitura de Trindade. As empresas continuam ariscas em se tratando à transferência para a "Terra Santa" como sempre têm estado, salvo as exceções que já se encontram aqui em plena operação e, ao que parece, satisfeitas. E quem reclama a inexistência uma eficiente política pública de atração de empresas para Trindade têm razão, afinal, as pessoas precisam de trabalho sem o que fica difícil pagar as contas no fim do mês.

Bem, mas esse trololó todo aqui é interessante, porém a instalação de empresas, sobretudo as indústrias cobram um preço na forma de, digamos, qualidade do meio ambiente, noutros termos, a poluição para ir direto ao ponto. No final da tarde deste domingo este blogueiro estava fazendo uma corrida, caminhada, ali pela pista dos pedestres, ao lado da Rodovia dos Romeiros. Cuidar da saúde esta na pauta, internautas. E nesse sentido é preciso colocar-se em movimento, exercitar-se se não por nós mesmos, vale a pena ficar atento às recomendações do cardiologista. 

A gente precisa se esforçar para estar numa relativa paz com o espelho, não é verdade? Mas o que conta realmente tem a ver com o resultado daqueles exames laboratoriais que não disfarçam mesmo como anda a saúde do cabra. A gente descuida e o triglicérides, colesterol, diabetes, níveis da pressão arterial, ácido úrico, esses "indicadores de desempenho" da máquina chamada corpo humano, vão lá para o espaço, fogem ao controle. Daí, o empenho em sair por aí andando e correndo pelas ruas e avenidas da "Velha Trindade da Fé e do Amor".

Opa! Dei um grande volta ao redor do toco agora, hein!? Retomemos de pronto o fio da meada. Onde é que eu estava mesmo? Ah, sim! Caminhando pela pista dos pedestres ao lado da Rodovia dos Romeiros, ali na altura do Residencial Vieira, que mau cheiro horrível a gente tem que suportar. É, tem uma grande unidade industrial de alimentos, comida, de um lado da rodovia, e do outro, uma fábrica de bebidas. Todas em pleno funcionamento, que bom. Se é ruim demais sentir aquele odor terrível, para quem está só de passagem, imagina como é que deve ser desajeitado para os moradores ali da vizinhança? Eita coisa complicada de suportar!

Mas só por curiosidade, sem a menor intenção de ofender a ninguém. Será que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente sabe como anda a qualidade do ar que os trindadenses pagadores de impostos, demais tributos, e votantes nas eleições, tem respirado na atmosfera de Trindade?



sábado, 16 de maio de 2015

Bate-papo com o petebista Claud Wagner Gonçalves Dias

Alerta sobre o risco de Trindade “perder o bonde da história”



Claud Wagner Gonçalves Dias (foto) é procurador federal, ex-presidente da Subseção de Trindade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ex-vereador e ex-secretário municipal de Administração (1977-1982), na gestão do prefeito Dilson Alberto de Sousa, é fundador do Rotary Club de Trindade que já presidiu por várias vezes, além de ter sido governador distrital daquela entidade, foi presidente do Diretório de Trindade do Partido Progressista (PP) do qual se desfiliou, passando a integrar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) que está presidindo pela segunda vez. Homem pública experiente, conhecedor da política trindadense, Claud Wagner uma maior participação de seu partido na administração do atual prefeito de Trindade, Jânio Darrot (PTB), mas reconhece que para isso acontecer “é preciso que o prefeito também queira fazer conosco essa história, queira nos convidar para sermos também protagonistas dessa história política de Trindade que ele começa a construir”. A questão é saber a intenção do chefe do Executivo trindadense em abrir mais espaço para os petebistas da “Capital da fé”. Falando com exclusividade para o Blog do Sérgio Vieira (BSV), Claud Wagner afirma que no Brasil, “partido e zero são a mesma coisa” por estar contrariado com a possibilidade ocorrer a fusão entre Democratas e o PTB resultando disso uma nova legenda nessa “terra em que se plantando tudo dá”. Se preferir, ouça o áudio dessa conversa no post abaixo. Veja os principais trechos desse bate-papo a seguir.

BSV - Como é que o senhor está vendo o atual momento político e administrativo da “Capital da fé”?
Claud Wagner – Olha, Trindade não difere de uma situação, de um contexto vivido a nível nacional por todos aqueles que militam na política. Vivemos um momento de extrema expectativa, de algumas dificuldades. Sabemos que o prefeito Jânio Darrot, que é candidato natural de todos nós, nas eleições, enfrenta algumas dificuldades, mas eu tenho certeza que ele superará todos esses óbices e, com toda certeza, promoverá a união de toda a base aliada em nosso município. Sabemos que não é fácil porque cada partido tem suas reivindicações. O PTB as têm e já colocou isso para o prefeito. O PTB entende que é preciso fazer alguma coisa para que a administração tenha um reconhecimento maior por parte da população. É preciso que a população conheça o trabalho do prefeito Jânio Darrot, é preciso que o prefeito esteja sensibilizado com as reivindicações da cidade. Trindade é uma cidade que passa por transformações, e transformações sérias, e precisa do apoio, mais do que nunca, dos entes governamentais, porque se assim não for nós corrermos o risco de perdermos o bonde da história.

BSV – E com relação à administração, essa questão toda, o PTB pensa em mais espaço, já reivindicou isso, entende que e de justiça ter mais participação na gestão?
Claud Wagner – Sim, o PTB entende que precisa participar e participar mais do governo municipal. Nós, hoje, comandamos a parte dos Esportes e Cultura, mas nós temos um potencial para poder ajudar e ajudar mais a atual administração a conseguir os seus objetivos. Nós já encaminhamos algumas reivindicações ao prefeito. O prefeito prometeu estudar, prometeu a conversar conosco para que essas reivindicações sejam aceitas. A líder do partido na Câmara, que também é a líder do prefeito, está alinhada, o secretário municipal de Cultura e Esportes também está alinhado. Nós somos um grupo forte, um grupo que quer ajudar o prefeito Jânio Darrot fazer história, mas é preciso que o prefeito também queira fazer conosco essa história, queira nos convidar para sermos também protagonistas dessa história política de Trindade que ele começa a construir.

BSV – Como o senhor está vendo essa movimentação, essa aproximação, das cúpulas partidárias do PTB e do Democratas na intenção de haver uma fusão aí criando um novo partido?
Claud Wagner – O que eu vejo, isso é o retrato da situação política partidária do país, porque a cúpula do PTB a nível nacional está organizando ou propondo junto com o DEM ela distancia completamente das bases do partido nos municípios, nos Estados. Nós sabemos que se isso ocorrer haverá uma debandada geral dessa nova sigla. Nós sabemos que dos 23 deputados federais que o PTB hoje possui na Câmara dos Deputados, pelo menos, 20 deixarão a sigla. Isso aí não tem a menor dúvida. Então é aquela história de cima para baixo. Não se consultou as bases, as bases não se pronunciaram, mas isso é o retrato da situação política do país, onde o partido e zero são a mesma coisa, onde aqueles que ousam se filiar a um partido político são tratados, mais do que isso, maltratados, porque ninguém é consultado. Os líderes ou pseudolíderes tomam as decisões sem consultar as bases e as bases, nós sabemos, é que fazem a grandeza de um partido político.