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O silêncio também precisa de espaço

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Os acontecimentos que mudam a vida chegam quase sempre sem fazer barulho César Ribeiro Lima : O silêncio precisa de espaço. (Foto: Divulgação) ARTIGO | César Ribeiro Lima é engenheiro mecânico e autor de “ Velatempo - Atento aos Sinais ”, obra de realismo mágico que reflete sobre os entralaçamentos do destino É bem verdade que a hiperconectividade dos dias atuais trouxe avanços que não podem ser negados, encurtou as distâncias e abriu caminho para o acesso ao conhecimento. Mas também criou uma disputa forte pela atenção. Talvez o maior risco não seja deixar de ouvir os outros, mas deixar de perceber que já não se ouve a própria voz. Cada alerta na tela corta um raciocínio, cada imagem nova chama para o próximo estímulo. A mente fica ocupada, mas nem sempre está presente no momento. Quando a mente está sempre ocupada, perde-se a chance de viver o agora. Muitas pessoas registram um determinado momento para provar que estão vivendo a vida, mas acabam não vivendo de verdade aquele momen...

A ilusão dos 14%: porque a queda da Selic não resolve problemas de caixa

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A queda da Selic pode aliviar a pressão externa, mas jamais substituirá diagnóstico, método e coragem para reestruturar Alan Henrique fala sobre a queda da taxa Selic. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Alan Henrique é diretor de negócios da Valestrá A nova redução da Selic, agora para 14% ao ano, traz um alívio macroeconômico importante. Mas é preciso cuidado com a euforia na leitura desse movimento. A queda dos juros não pode ser interpretada como um sinal verde para adiar decisões difíceis. Ao contrário: este é o momento de urgência para as empresas olharem para dentro, revisarem sua estrutura de capital e corrigirem fragilidades estruturais antes que o mercado volte a precificar risco e cobrar crescimento. É um erro frequente nas mesas de diretoria acreditar que a simples redução da Selic resolverá crises de liquidez e problemas de caixa. Embora a queda dos juros seja um fator positivo, ela é incapaz de corrigir, por si só, fragilidades operacionais e financeiras já instaladas. Seus efei...

Sossego Público: Por que a Prefeitura de Trindade deve agir sem esperar o grito do cidadão

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A omissão da Prefeitura em fiscalizar deixa cidadãos “sem pai nem mãe” e no desassossego provocado pelo barulho de estabelecimento sem isolamento acústico , casa de show a céu aberto Noticiar o abuso sonoro em setor como a Vila João Braz , na Avenida Rondônia , não é apenas um relato de incômodo; é o registro de uma violação flagrante à Lei nº 933/2001 ( Código de Posturas ). Como bem destacou o editor Alair de Paula no jornal Informativo Trindadense , a sensação de uma "terra sem lei" em relação ao barulho prejudica a imagem da Capital da Fé e o bem-estar de quem nela reside. O dever é do Poder Público A estrutura municipal, que inclui secretarias, fiscais, veículos e equipamentos, é integralmente custeada com dinheiro público justamente para garantir que as leis sejam cumpridas. O Artigo 68 do Código de Posturas é claro ao proibir ruídos excessivos que perturbem o bem-estar público, e o Artigo 72 exige isolamento acústico para qualquer estabelecimento com música ao vivo. A...

Jogos Educativos Viram Ferramenta de Educação Financeira nas Escolas de Goiânia

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Em meio a recordes de endividamento no país , seminário presencial e gratuito capacita 120 professores de matemática da rede municipal de ensino para transformar a relação dos jovens com o dinheiro Aprender brincando: Educação financeira descomplicada . (Foto: Divulgação) No dia 21 de agosto de 2026, o Hotel Transamérica Goiânia sediará o Seminário Jogar e Aprender , uma capacitação presencial e gratuita promovida pelo Instituto Brasil Solidário (IBS). O projeto, patrocinado pelo Nubank e apoiado pelo Instituto Sertões (cuja largada da 34ª edição ocorre na capital), vai preparar 120 professores de matemática da rede pública para utilizar jogos pedagógicos de tabuleiro e cartas (como Piquenique , Bons Negócios e a família PIC$) no ensino ativo de educação financeira e letramento matemático . A metodologia busca desenvolver competências essenciais nas salas de aula, como planejamento, autonomia e consumo consciente desde a infância. Trata-se de uma resposta pedagógica urgente à rea...

Capital da Fé ou do Barulho? O desafio do sossego público em Trindade

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Entenda por que o funcionamento de bares com música ao vivo sem isolamento acústico na Vila João Braz e em outros setores fere o Código de Posturas e por que a Prefeitura deve agir para proteger o bem-estar da vizinhança Informativo Trindadense, julho de 2026. O jornal Informativo Trindadense , do jornalista Alair de Paula, em sua edição de julho de 2026, na seção “Rapidinhas” , publicou a seguinte nota: “Terra sem lei – Trindade é com certeza uma cidade sem lei na questão dos carros de som. Aqui tudo pode em relação a esse serviço que é muito importante em qualquer município. Mas, tudo tem limite, carro de som à noite depois das 18h, só se for anúncio fúnebre. No entanto, alguns donos de carros de som exageram e fazem publicidade comercial à noite. Cadê o Ministério Público para moralizar esta perturbação do sossego público?” E numa boa, a gente tem que concordar com o editor do jornal de maior tradição da cidade, ora pois. Ah, em tempo! Convém lembrar que a Lei nº 933 , de 20 de ...

O diploma que 98% dos mais pobres nunca vão ter

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Enquanto a graduação garante rendas até 163% maiores, apenas 1,58% dos jovens na base da pirâmide social brasileira conseguem o diploma; entenda por que o acesso ao ensino superior é a ferramenta mais poderosa para romper o ciclo da pobreza e impulsionar a economia nacional Janguiê Diniz e a dificuldade dos mais pobres terem diploma. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Janguiê Diniz é diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group Nas últimas semanas, o Brasil recebeu um retrato cru da própria desigualdade. O Atlas da Mobilidade Social, iniciativa do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab, revelou que, entre os filhos das famílias que comp...

Finanças comportamentais: o peso das emoções na administração do dinheiro (Parte II)

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Descubra como o diálogo entre a razão e a emoção pode livrar você das armadilhas dos vieses cognitivos e transformar suas escolhas financeiras em conquistas sólidas; entenda por que o equilíbrio mental vale tanto quanto os números Manoel Souza e o peso das emoções na gestão do dinheiro. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Manoel Souza é Administrador, aposentado do Banco do Brasil, diretor da Associação dos Funcionários, Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil no Distrito Federal (AFABB-DF) e conselheiro da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (FAABB). No texto passado (Parte I), vimos que, durante muito tempo, a teoria econômica tradicional partiu da ideia de que as pessoas tomavam decisões financeiras de maneira estritamente racional. Pesquisas das últimas décadas, porém, mostraram que emoções, crenças e experiências passadas influenciam a forma como administramos o dinheiro. Os estudos dos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky e do economis...