Celular na mão, processo à vista: O perigo de confundir denúncia com exposição nas redes
Com 150 milhões de brasileiros conectados, vídeos de conflitos viraram rotina; especialista alerta que transformar provas em "julgamento público" pode gerar indenizações pesadas mesmo em registros legítimos Luigi Bertoldo, advogado : Cuidado com a divulgação de vídeos. (Foto: Divulgação) Gravar uma abordagem policial, uma discussão comercial ou uma cobrança indevida pode ser uma forma legítima de produzir prova, mas o risco jurídico começa quando o vídeo deixa de documentar um fato e passa a expor pessoas nas redes sociais. No Brasil, onde 70,4% da população utiliza redes sociais, qualquer conflito cotidiano pode se tornar conteúdo público em poucos minutos, transformando cidadãos em testemunhas permanentes. Segundo o advogado Luigi Bertoldo, do Stella Advocacia , a dúvida central não é apenas se a pessoa pode gravar, mas qual a finalidade do registro, pois “filmar para se proteger é uma coisa, expor alguém para ganhar curtida é outra”. Embora registrar a atuação de agentes...