Tem gente simplificando as coisas

Foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que introduziu no Brasil o direito de reeleição para presidente da República, Governadores e Prefeitos. FHC disse certa vez, com muito conhecimento de causa, que quando o presidente “quer e se empenha” dificilmente perde alguma disputa. Ele se referia à tramitação de matérias no congresso nacional, mas isso acaba sim valendo para as infindáveis disputas políticas envolvendo os chefes dos poderes Executivos nas três esferas de poder.
                Pela razão acima, não se deve menosprezar a potencialidade dos atuais ocupantes de cargos que irão brigar por novo mandato nas eleições de outubro de 2012. Nos bastidores da política local, diz-se muito sobre os altos índices de rejeição atribuídos ao prefeito de Trindade, justificando assim que a reeleição é algo impossível. Discordo totalmente dessa forma de se referir à realidade. Há desgaste na imagem do prefeito? Claro que sim. No entanto, a campanha propriamente dita ainda não começou e o povo mesmo dá alguma atenção às tricas e futricas dos embates políticos lá no final da campanha eleitoral, em meados de setembro do próximo ano.
                Na verdade, os candidatos às eleições de 2012 precisam estar bem nas pesquisas é justamente o mais perto possível do dia da votação, em 7 de outubro. Antes disso o que vale mesmo é o candidato botar seu bloco na rua, tentar fazer-se conhecido pelas suas excelências, os eleitores (Salve, Ulisses Guimarães!). O resto é mera especulação e muita simplificação de algo que é complexo demais da conta. Eleição é um negócio caro pra caramba, custoso sem quantia, cuja atenção permanente de todos os envolvidos nem sempre garante a vitória. Acho que “há mais coisa entre a campanha eleitoral e as eleições do supõe nossa vã filosofia” (Perdão, Shakespeare!).

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