Distrações e desrespeito marcam Missas Campais na Romaria de Trindade
Enquanto fiéis vivenciam o mistério da Consagração e a Comunhão na Festa do Divino Pai Eterno 2026, o comércio ambulante sem limites rouba a solenidade do momento mais sagrado do catolicismo Procissão da Penitência a caminho da Missa Campal. A Romaria do Divino Pai Eterno é, por excelência, um território de profunda devoção, silêncio interior e oração. No entanto, quem acompanhou as Missas Campais deste ano testemunhou um contraste desconfortável e desrespeitoso: a invasão do comércio ambulante nos momentos de maior sacralidade da liturgia católica. Durante a Oração Eucarística, especificamente no momento ápice da Consagração, quando ocorre o mistério da Transubstanciação, a conversão substancial do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus Cristo, o silêncio que deveria imperar deu lugar ao burburinho mercantil. Em um dos flagrantes, enquanto o sacerdote elevava as espécies sagradas, um vendedor de banquinhos e uma família de romeiros travavam uma ruidosa negociação de preços, alheios...