Alcoolismo no Brasil: Mais do que vício, um grito de socorro por trás do consumo
Com mais de 11 milhões de brasileiros afetados, especialistas explicam por que o acolhimento emocional e o fim do julgamento são as chaves para o tratamento eficaz da dependência
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| Ilustração com imagem do Canva. |
Nesta sexta-feira (20 de fevereiro), temos o Dia nacional de combate às drogas e ao alcoolismo, vale a pena tratar do assunto aqui. O alcoolismo no Brasil é um desafio de saúde pública que atinge mais de 11,7 milhões de pessoas, com um dado alarmante: 56% da população inicia o consumo ainda na adolescência. Para os especialistas, os números revelam que, por trás do uso excessivo, existem tentativas de lidar com dores internas, ansiedade e contextos de vulnerabilidade social que nem sempre são visíveis.
Olhar profissional
A "Anestesia" da Dor A psicóloga Mariana Ramos, professora da Afya, ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país, alerta para o perigo de reduzir a dependência à "falta de força de vontade". Segundo a profissional, “muitas vezes, a substância aparece como uma forma de anestesia emocional temporária”, servindo como um mecanismo para suportar a solidão, a exaustão ou experiências traumáticas quando falta uma rede de apoio sólida.
Guia de cuidado
10 Orientações para o Tratamento Para uma abordagem humana e eficaz, especialistas recomendam seguir diretrizes que focam na história de vida e não apenas na substância:
1. Identifique a causa: Pergunte-se o que o impulso de beber está tentando aliviar no momento.
2. Rompa o isolamento: O uso problemático cresce no silêncio; falar é o primeiro passo para a cura.
3. Monitore padrões: Observe se o consumo está atrelado a dias difíceis ou pressões sociais.
4. Escute sem julgar: Substitua críticas por perguntas acolhedoras, como: "Como você tem se sentido?".
5. Fortaleça redes de apoio: Ter um contato de confiança por perto faz diferença na recuperação.
6. Busque alternativas: Pratique regulação emocional através de terapia, meditação, música ou exercícios.
7. Procure ajuda especializada: Não espere o problema agravar para buscar psicoterapia ou grupos de apoio.
8. Entenda as recaídas: O processo de mudança não é linear e as recaídas fazem parte do aprendizado complexo.
9. Cuide da exaustão: Rotinas sem descanso aumentam a vulnerabilidade emocional ao vício.
10. Acesse o suporte gratuito: O SUS oferece atendimento especializado por meio dos CAPS Álcool e Drogas (CAPS AD).
(Com informações da assessoria de imprensa Afya)

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