34ª Grande Caminhada de Fé terá novo horário de encenação na Sexta-Feira Santa
Espetáculo começa às 16 horas na Rodovia dos Romeiros, entre Goiânia e Trindade, e deve reunir público de 120 mil pessoas e cerca de 500 artistas e técnicos
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| Espetáculo chega à 34ª edição. (Foto: Angely Parreira) |
Da Assessoria de Imprensa
O espetáculo Grande Caminhada de Fé – Vida, Paixão e Morte de Jesus chega, neste ano, à sua 34ª edição e será encenado na Sexta-Feira Santa, 3 de abril, ao longo da Rodovia dos Romeiros (GO-060), entre Goiânia e Trindade. A proposta mantém o formato de espetáculo cênico, gratuito e ao ar livre, com a participação prevista de cerca de 500 artistas e técnicos e público estimado em mais de 120 mil espectadores. Entre as mudanças anunciadas para esta edição está a reorganização do horário da apresentação, que terá início às 16h e seguirá até o período noturno.
A montagem utiliza os painéis da Via-Sacra como parte do cenário e recria, em percurso itinerante, os últimos momentos da vida de Jesus Cristo. Segundo a organização do evento, a edição de 2026 também contará com avanços técnicos e artísticos, como reforço na sonorização ao longo do trajeto, atualização de figurinos, qualificação cenográfica e aprimoramento dos efeitos cênicos. “A Caminhada de Fé é uma manifestação cênico-popular consolidada no calendário da Semana Santa em Goiás. Nossa iniciativa associa teatro, religiosidade popular e ocupação simbólica do espaço público, transformando um trecho da rodovia em percurso dramatúrgico aberto ao público”, observa a produtora executiva Angely Parreira.
Na avaliação do diretor do espetáculo, Amarildo Jacinto, a permanência da encenação ao longo de tantas edições evidencia a capacidade do projeto de atravessar gerações e de preservar vínculos com a memória coletiva local. “A continuidade dessa montagem mostra que ela deixou de ser apenas um evento anual e passou a ocupar lugar permanente na vida cultural de Trindade e de Goiás, reunindo tradição, participação comunitária e linguagem cênica em espaço público”, afirmou.
Rodrigo Cunha, diretor da Escola de Artes Desencanto, onde o elenco é preparado, avalia que a dimensão formativa do projeto está entre seus principais pilares. “A preparação dos atores e atrizes amplia o alcance do espetáculo para além da apresentação. Há um processo de formação artística que fortalece o teatro local e cria oportunidades para novos intérpretes e técnicos”, declarou.
Para a figurinista e atriz Romilda Aparecida, a renovação estética da montagem ocorre em diálogo com a preservação de sua identidade histórica. “O trabalho de figurino e composição visual ajuda a manter a identidade histórica da encenação, mas também responde à necessidade de qualificação técnica, o que é importante para um espetáculo dessa dimensão e significado coletivo”, disse.
Walisson, preparador de elenco e ator, destaca que a mobilização dos participantes ultrapassa a dimensão estritamente artística. “Quando um projeto reúne centenas de pessoas em torno de uma narrativa conhecida pelo público, ele não atua apenas no campo do espetáculo. Também produz formação, pertencimento e circulação de saberes entre artistas experientes e novos integrantes”, avaliou.

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