Eleições 2026: Lula lidera corrida presidencial enquanto Escândalo do Banco Master enfraquece Flávio Bolsonaro
Pesquisa Atlas/Bloomberg revela que 51% dos eleitores reprovam desempenho de Lula e que áudios vazados comprometem imagem de Flávio Bolsonaro; Saúde e Educação são pontos fortes do petista, enquanto Segurança e Impostos são gargalos.
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| Flávio Bolsonaro e Lula: Principais concorrentes. (Fotos: Divulgação) |
A nova pesquisa Atlas/Bloomberg, realizada em parceria pela empresa de tecnologia AtlasIntel e o grupo de mídia Bloomberg, traça o primeiro grande diagnóstico da corrida presidencial de 2026.
O levantamento, que contou com uma amostra de 5.032 respondentes recrutados digitalmente (Atlas RDR), foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio de 2026, apresentando uma margem de erro de um ponto percentual.
Os dados revelam um cenário de polarização persistente e o impacto direto de fatos recentes na percepção do eleitorado.
No principal cenário de primeiro turno, o presidente Lula (PT) aparece com 47% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 34,3%.
Em uma eventual repetição do cenário de 2022, Lula teria 44,3% contra 41,3% de Jair Bolsonaro.
Apesar da liderança numérica, o governo Lula enfrenta desafios de popularidade: 51,3% dos brasileiros desaprovam o desempenho do presidente, enquanto 47,4% aprovam.
Na avaliação por áreas, os pontos fortes da gestão petista são Saúde (51% de confiança) e Educação (50%), ao passo que os pontos fracos situam-se na Criminalidade e Tráfico de Drogas (47% confiam mais na oposição) e Impostos/Carga Tributária (46%). Veja o infográfico abaixo.
A situação de Flávio Bolsonaro sofreu um abalo significativo após a divulgação de áudios e mensagens de supostas conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O levantamento aponta que o caso é de conhecimento de 95,6% dos entrevistados.
Para 51,7% da população, as conversas retratam "evidências de envolvimento direto de Flávio Bolsonaro com o escândalo do Banco Master".
Em termos eleitorais, 45,1% acreditam que a denúncia enfraqueceu muito sua candidatura à Presidência, enquanto 19% avaliam que enfraqueceu um pouco.
No quesito rejeição, o cenário permanece desafiador para os nomes da polarização. No caso específico de Flávio Bolsonaro, 47,1% dos eleitores afirmam que já não votariam nele de qualquer forma, e o escândalo fez com que outros 9,4% ficassem "muito menos dispostos" a lhe dar o voto.
Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, contudo, a fidelidade ao nome de Flávio resiste: 84,2% acreditam que ele deve manter sua candidatura mesmo após o vazamento.


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