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Da sala de aula para a vida: como criar o hábito da leitura

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No Dia Mundial do Livro , celebrado em 23 de abril, especialistas apontam caminhos para formar leitores em meio ao excesso de informação e às mudanças no consumo de conteúdo A formação de novos leitores começa cedo. (Foto: Divulgação) Lais Fiocchi , da Faculdade SESI de Educação Imagine a seguinte cena: é noite, o celular está na mão e o feed rola sem parar. Em algum momento, alguém vai dormir sem ter lido uma única página de um livro. A situação, cada vez mais comum, revela uma mudança no comportamento de consumo de conteúdo. Os dados ajudam a dimensionar esse cenário. De acordo com a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil , publicada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro , metade dos brasileiros não leram nem parte de um livro nos três meses anteriores ao levantamento. Ao mesmo tempo, o estudo também aponta sinais positivos. Entre os leitores, a média anual é de cerca de 4 livros por pessoa , considerando leituras completas e parciais. A leitura por prazer segue como um dos ...

A Coragem de se Olhar: Luciana Palhares transforma afeto em autoconhecimento

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Nesta quinta-feira, em celebração ao Dia Mundial do Livro , conheça a obra que mergulha nos encontros e desencontros da alma para revelar o poder de voltar a si mesma Luciana Palhares lançando obra de autoficção . (Foto: Divulgação) Em celebração ao Dia Mundial do Livro, comemorado nesta quinta-feira (23 de abril), a literatura contemporânea ganha uma voz confessional e necessária com o lançamento de "Para entender uma história de amor", obra de estreia da escritora carioca Luciana Palhares. Através de uma estrutura fluida que combina narrativas curtas, poesias, cartas e ensaios autobiográficos, o livro mergulha nas camadas mais íntimas dos relacionamentos humanos para propor uma jornada de cura e autodescoberta. Escrita como Transformação A obra utiliza a autoficção como uma ferramenta de sobrevivência psíquica e reconciliação. Luciana compartilha que o livro nasceu da urgência de decifrar suas próprias vivências, após anos buscando atenção e amor em relações externas devi...

Quando a alma decide falar: A sensibilidade e o afeto na poesia de Carlos Botelho

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Neste Dia Mundial do Livro , descubra " A alma que escreve ", a obra do reitor do UniGoyazes que convida o leitor a desacelerar, revisitar memórias e reencontrar a própria essência através de palavras que curam e inspiram Em um mundo marcado pela pressa e pelo excesso de estímulos digitais, a literatura surge como um refúgio necessário. No contexto das celebrações de 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1995, com o objetivo de promover a leitura e direitos autorais, a obra " A alma que escreve: Poemas, Versos, Prosas e Amenidades " apresenta-se como um presente àqueles que buscam profundidade. Escrito por Carlos Augusto de Oliveira Botelho , reitor do Centro Universitário Goyazes (UniGoyazes), o livro não nasceu para explicar a vida, mas para senti-la em sua forma mais crua e pura. Um gesto de escuta e partilha O livro é descrito pelo autor como um "gesto de escuta...

Como o excesso de informações impacta na relação com a dor?

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Uma experiência pessoal compartilhada sem contexto pode gerar pânico coletivo , especialmente em quem já está fragilizado Luiz Sola fala sobre excesso de informações e dor crônica . (Foto: Divulgação) ARTIGO | Luiz Sola é fisioterapeuta, especialista em dor crônica e autor do livro “ 365 dias sem dor ” Em um cenário onde todos opinam sobre saúde, as redes sociais se tornaram uma fonte constante de informação, e também de distorção. O excesso de conteúdo, muitas vezes sem contexto ou embasamento, tem contribuído para um fenômeno crescente: o aumento do medo relacionado à dor. Muitos pacientes chegam aos consultórios já carregando crenças formadas a partir de relatos vistos online. Experiências individuais são frequentemente apresentadas como verdades absolutas: “minha dor piorou ao subir escadas”, “me machuquei ao treinar”, “parei e melhorei” ou até afirmações alarmistas como “correr faz o osso bater com o osso”. O problema é que cada corpo responde de forma única. O que acontece com...

O pacto invisível

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Por que a formação de um médico exige uma entrega que vai além da sala de aula e depende de um compromisso inegociável entre alunos, famílias e instituições Carlos Botelho: pacto para formar médicos. (Foto: Reprodução) ARTIGO | Carlos Augusto de Oliveira Botelho é reitor do Centro Universitário Goyazes (UmiGoyazes) Há sonhos que não cabem no bolso. E há outros que não cabem na alma despreparada. Ser médico é um desses. Nos últimos anos, muito se falou sobre o crescimento dos cursos de Medicina no Brasil. Apontam-se números, levantam-se dúvidas, distribuem-se culpas. Uns dizem que são muitos cursos. Outros dizem que são poucos professores. Há quem culpe as instituições, há quem culpe o sistema. Mas poucos têm coragem de dizer o essencial: formar um médico nunca foi — e nunca será — responsabilidade de um só. Existe um pacto. E esse pacto vem sendo silenciosamente esquecido. Há jovens que chegam às faculdades com brilho nos olhos, mas com lacunas profundas. Não por falta de ...

O corporativo romantizou o cansaço — e isso está destruindo a performance

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O autor Cesar desmistifica a exaustão como sinônimo de produtividade e revela como a sustentabilidade operacional e a gestão de energia são as verdadeiras chaves para o impacto consistente e a liberdade profissional Cesar Cotait fala sobre a romantização do cansaço. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Cesar Cotait Kara José é Head Global da unidade de negócios de Financial Services da Exadel, empresa global de consultoria e desenvolvimento de software. É autor dos livros “Atleta Corporativo” e “Pilares do Sucesso”, obras dedicadas à liderança, desenvolvimento profissional e alta performance Alta performance no trabalho deixou de ser um ideal aspiracional. Tornou-se uma questão de sobrevivência profissional. Não se trata de trabalhar mais ou tentar sustentar a imagem de um “superprofissional”, mas de permanecer relevante, valioso e competitivo em ambientes cada vez mais exigentes. Organizações não promovem esforço - promovem impacto. Avançam aqueles que resolvem problemas complexos, entregam ...

Tempos bicudos na sociedade, na economia e na política

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De juros altos a promessas eleitorais: entenda por que o 'feeling' do empreendedor e o voto consciente são as ferramentas fundamentais para enfrentar as incertezas e construir um Brasil mais forte em 2027 Jorge Gonçalves Filho falando de tempos bicudos . (Foto: Reprodução) ARTIGO | Jorge Gonçalves Filho é presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) No século XX, nas décadas de 40 a 60, era comum utilizar a expressão tempos bicudos, uma metáfora para descrever períodos de crise, escassez ou instabilidade, quer dizer, tempos difíceis. Estamos passando por tempos bicudos, não só no Brasil, mas no mundo. A sociedade tem se transformado à velocidade da luz, rompendo suas culturas, crenças, fronteiras e costumes, um cenário no qual o varejo tem convivido e ampliado seus esforços para entender o que acontece, usando todas as ferramentas disponíveis, físicas e digitais, além, é claro, de somar o feeling natural do empreendedor para entender um mercado cada vez mais i...