Cirurgia robótica para câncer de próstata ganha cobertura obrigatória
Nova norma da ANS garante acesso à tecnologia de ponta, enquanto avanços cirúrgicos prometem recuperação 70% mais rápida e maior preservação da qualidade de vida
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| Imagem ilustrativa do Canva. |
A saúde da próstata ganha um novo capítulo no Brasil com a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que tornou obrigatória a cobertura da prostatectomia radical assistida por robô pelos planos de saúde para casos de câncer. A medida, que passou a valer plenamente em 1º de abril de 2026, ocorre em um momento de alta incidência da doença, que registra cerca de 70 mil novos casos anualmente no país.
O avanço das técnicas minimamente invasivas, como a robótica e o laser (HoLEP), transformou o padrão de tratamento. Segundo o urologista Dr. Fernando Leão, os benefícios são imediatos: “Hoje conseguimos reduzir em até 70% o sangramento cirúrgico e acelerar a recuperação, muitos pacientes recebem alta em 1 a 2 dias, contra até uma semana na cirurgia aberta”.
Além da recuperação célere, a robótica oferece entre 60% e 80% de preservação da função erétil, contra apenas 40% na técnica tradicional.
Apesar do marco regulatório, especialistas alertam para a "epidemia silenciosa" da hiperplasia benigna e a desigualdade na distribuição de tecnologias pelo país.
Para o Dr. Fernando Leão, o debate deve ir além da tecnologia: “Não se trata apenas de inovação, mas de garantir que o paciente tenha acesso ao melhor tratamento disponível, independentemente do sistema de saúde”.
O diagnóstico precoce, recomendado a partir dos 50 anos, permanece como o fator decisivo para a cura e a manutenção da qualidade de vida do homem. (Com informações da Assessoria de Imprensa)

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