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O que a pandemia nos ensinou que podemos usar no enfrentamento à dengue?

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As pessoas hoje buscam estar mais atentas e estão mais conscientes do que são sintomas graves, da importância de buscar atendimento precoce, de como prevenir doenças Jarbas da Silva é gerente médico. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Jarbas da Silva Motta J ú nior é gerente médico do Hospital São Marcelino Champagnat e atuou como chefe das UTIs covid durante a pandemia A maior emergência em saúde da atualidade ainda está na memória de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e todos que integram equipes de saúde em hospitais e espaços de pronto atendimento. É, também, lembrança corriqueira para muitas pessoas, especialmente aquelas que perderam familiares e amigos próximos para o coronavírus. A palavra pandemia sempre nos transporta a lembranças de dias difíceis. Para alguns, é tocar na ferida do vazio, da perda, do luto que é revivido com sua pronúncia. Para além das dores, a pandemia deixou aprendizados. Há quem consiga recordar de ensinamentos e lições pessoais, como a valorização da

Diálogo social, desenvolvimento integral e paz

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B uscas de liberdade, de justiça, de paz, de bem comum se traduzam na meta maior do desenvolvimento do homem todo e de todos os homens Wagner Balera. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Wagner Balera é coordenador do Núcleo de Estudos de Doutina Social, Faculdade Direito da PUC-SP O diálogo social é um pressuposto essencial para que as guerras cessem o quanto antes e se faça a paz. Não se pode admitir que a diversidade das opções e etnias leve à discriminação e acirre os ânimos. Importa, como estipula a  Evangelii gaudium   (EG 238ss) que a diversidade se reconcilie nos pontos comuns, configurando expressivo pacto cultural. Assentada nessas duas bases fundantes – liberdade e superação de diversidades – a busca de um projeto de paz que seja comum a todos será a pauta abrangente e prioritaria de verdadeiro e próprio diálogo social. A primeira instância desse diálogo há de ser a dos Estados, que devem ser representativos das sociedades. Os conflitos bem podem ser reveladores de distorções na qua

O dinheiro pode comprar melhores cuidados de saúde?

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O foco em resultados de qualidade alcança melhorias na saúde e reduz custos, incentivando as opções de tratamento mais eficientes e eficazes Mara Machado. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Mara Machado é CEO do Instituto Qualisa de Gestão (IQG) Examinar o setor de saúde através de lentes focadas nos custos revela uma tendência perturbadora. O custo per capita dos cuidados médicos, está entre os mais elevados do mundo, cresce em média 3,5% anualmente e é provável que continue a aumentar. Historicamente, a maioria das abordagens orientadas para os custos para resolver estas questões tem dependido das intervenções governamentais para regular o mercado dos cuidados de saúde. No entanto, o atual clima político põe em dúvida a probabilidade de que uma solução política abrangente seja implementada no Brasil num futuro próximo. E se priorizássemos resultados de qualidade? O debate sobre os cuidados de saúde centra-se frequentemente em duas questões principais: qualidade e custo. Contudo, devido às

Como são lindos os neoliberais, mas tudo é muito mais

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A dinâmica da economia funciona com uma complexidade que não é vista pela maioria das pessoas ARTIGO | Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura Livros são um prazer. Além do conteúdo, as conexões que provocam com outras obras me gratificam. A nova razão do mundo: Ensaio sobre a sociedade neoliberal, de Pierre Dardot e Christian Laval, surpreendeu pela quantidade de referências que me vieram à mente. Como em um caleidoscópio, convidei para “conversar” Friedrich August von Hayek, John Maynard Keynes, Fernando Henrique Cardoso, Michel Foucault, Karl Marx e representantes da Escola de Chicago. Crítico que sou, a ideia de que há algo sensato em uma sociedade liberal não me convence. O colonialismo foi uma dominação capitalista. Parafraseando Caetano Veloso, “cantarolei como são lindos os neoliberais, mas tudo é muito mais” (Podres poderes, 1984). Fique claro que a "nova razão" dos autores está associada ao nov

Quaresma: Um período de preparação para a maior festa cristã, a Páscoa

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Quaresma é um tempo para intensificar a leitura da Bíblia, a prática de orações e a realização de obras de caridade, reforçando o compromisso dos fiéis com a vivência dos ensinamentos cristãos ARTIGO | Paulo Afonso Tavares é professor, historiador, jornalista e cursa ainda doutorado em História na UFG e o mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial na PUC Goiás Desde a última quarta-feira, 14 de fevereiro, a comunidade cristã em todo o mundo entrou no período da Quaresma, uma época de profundo significado e preparação espiritual que antecede a Páscoa. Tradicionalmente marcando 40 dias de reflexão, a Quaresma, sob a diretriz estabelecida pelo pontificado de Paulo VI (1963-1978), agora abrange 44 dias, estendendo-se da Quarta-Feira de Cinzas até a Quinta-Feira Santa, imediatamente antes do Domingo de Páscoa. Este período é dedicado ao jejum, à oração intensa e às obras de caridade, com o objetivo de fortalecer a fé e a devoção a Deus, bem como o arrependimento dos pecados. A

Carnaval, sua história, riquezas e encantos

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A história do Carnaval remonta à Idade Média, diretamente ligada ao cristianismo, embora pesquisadores busquem traços de suas práticas em celebrações antigas de civilizações como a mesopotâmica, grega e romana ARTIGO | Paulo Afonso Tavares é professor, historiador, jornalista e cursa ainda doutorado em História na UFG e o mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial na PUC Goiás Até terça-feira, 13 de fevereiro, estaremos imersos na celebração do Carnaval, uma festa de renome mundial e a maior manifestação cultural do Brasil, cujas raízes remontam à Idade Média e tem forte vinculação com o cristianismo. Introduzido no Brasil durante o período colonial, o Carnaval inicialmente se caracterizou pelo entrudo, uma forma primitiva de celebração que envolvia brincadeiras populares. Ao longo do século XX, o Carnaval brasileiro foi enriquecido por uma variedade de ritmos e danças, como o samba, o maracatu e o frevo, tornando-se símbolos da festividade. Transformou-se na principal cel

Campanha da Fraternidade de 2024 reflete Fraternidade e Amizade Social durante a Quaresma

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O ano de 2024 celebra 60 anos de mobilização da Campanha da Fraternidade, que teve sua primeira edição nacional em 1964 ARTIGO | Paulo Afonso Tavares é professor, historiador e jornalista. Cursa ainda doutorado em História na UFG e o mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial na PUC Goiás No próximo dia 14 de fevereiro (quarta-feira), a Igreja Católica Romana celebra a Quarta-feira de Cinzas , marcando o início da Quaresma. Nessa data, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também dá início oficialmente à Campanha da Fraternidade de 2024. Este ano, a campanha convida à reflexão sobre o amor e a proximidade entre as pessoas, sob o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8). Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB, afirma que o tema e o lema foram escolhidos para refletir a preocupação da igreja brasileira em contrapor-se ao processo de divisão, ódio, guerras e indiferença que tem caracterizado tanto a sociedade

O combate à intolerância religiosa é dever de todos: Há muito o que fazer para que todos tenham liberdade de culto

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A luta contra a intolerância religiosa é um compromisso contínuo para assegurar que todos no Brasil possam exercer sua fé livremente ARTIGO | Paulo Afonso Tavares é professor, historiador e jornalista. Cursa ainda doutorado em História na UFG e o mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial na PUC Goiás No último dia 21 de janeiro (domingo), o Brasil celebrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, uma data simbolicamente importante que evidencia o compromisso do país com a liberdade de culto e a proteção aos que desejam professar sua fé. Instituído pela Lei n.º 11.635, de 27 de dezembro de 2007, este dia é uma homenagem à Mãe Gilda, fundadora do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador, que sofreu episódios de difamação e intolerância, levando à invasão de sua casa e terreiro por um grupo de outra religião, e faleceu em 21 de janeiro de 2000. A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 5º, inciso VI, estabelece a liberdade religiosa como um direito fund

O esgarçamento da palavra preconceito

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É importante reservar o uso da palavra “preconceito” para questões mais sérias, inaceitáveis, que separam grupos e semeiam ódios Leonardo de Moraes, articulista. (Foto: Reprodução) ARTIGO | Leonardo de Moraes é mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth , sobre as dores e perdas da ditadura militar Em algum momento da nossa evolução linguística, a palavra preconceito passou a ser usada para todas os contraveses da vida, todas as rejeições que as pessoas sofrem, todos os “nãos” esfregados em suas expressões estéticas ou comportamentais. No dicionário, preconceito significa: “1. Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos necessários sobre um determinado assunto; 2. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência, ou razão; prevenção”. Assim, o real preconceito relaciona-se à pressa de julgamento, à desconsideração de valores e motivo

Indesejável liderança goiana revela chaga social dos dias atuais

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Goiás lidera o ranking dos estados com maior número de resgates a trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2023, conforme o Ministério do Trabalho ARTIGO | Paulo Afonso Tavares é professor, historiador e jornalista. Cursa ainda doutorado em História na UFG e o mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial na PUC Goiás No Brasil, o fenômeno do trabalho análogo à escravidão continua sendo uma chaga social, apesar dos avanços legislativos e das ações de fiscalização. Em 2023, o estado de Goiás destacou-se de forma preocupante nesta área, registrando o maior número de resgates de trabalhadores nessas condições, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Este caso não apenas lança luz sobre a persistência do problema, mas também desafia a eficácia das medidas de combate existentes. O trabalho análogo à escravidão é definido pelo artigo 149 do Código Penal brasileiro. Esta legislação caracteriza tal trabalho pela submissão a trabalhos forçados, jornadas ex

EM ALGUM LUGAR, há um lugar para nós?

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Há um lugar no qual eu possa apreciar sem temores, sem receios, com aquela, com aquele, a quem eu amo, com quem convivo? Professor Wagner Balera. (Foto: Reprodução) REFLEXÃO | Wagner Balera é professor titular de Direito Previdenciário e de Direitos Humanos na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Livre-Docente em Direitos Humanos, Doutor em Direito área de Direitos Humanos É impressionante que, agora, somente agora, quando se lança o filme O Maestro, para enfocar a figura de Leonard Bernstein, o grande regente da Filarmônica de Nova Iorque, por mais de trinta anos, compositor de diversas óperas e trilhas sonoras para filmes, como Sindicato de Ladrões, que ficou ainda mais conhecido como um dos criadores, ao lado de Stephen Sondheim, do musical da Broadway Amor, Sublime Amor, que foi levado aos cinemas em 1961 e, mais recentemente, pelo diretor Steven Spielberg no remake de 2021, seja entoada a ária Somewhere (no sentido estrito ária é qualq

Preservando nossos sonhos em meio às incertezas

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É imperativo que, como sociedade, não permitamos que nos manipulem para abdicarmos de nossas aspirações OPINIÃO | Carlos Augusto de Oliveira Botelho é Reitor da Centro Universitário Goyazes (UniGoyazes) Em um mundo repleto de desafios, somos confrontados com narrativas que nos fazem duvidar do futuro. Ao sermos alertados sobre o suposto fim das eras e os perigos ambientais, é crucial reconhecer que tais mensagens podem obscurecer a importância dos nossos sonhos. É essencial resistir à tentação de ceder ao pessimismo, pois ao fazê-lo, corremos o risco de perder a visão do amanhã, a pureza que nos impulsiona, os laços familiares que nos fortalecem, a fé que nos guia, a esperança que nos inspira e, acima de tudo, nossos próprios sonhos. É imperativo que, como sociedade, não permitamos que nos manipulem para abdicarmos de nossas aspirações. Em vez de nos tornarmos um rebanho sem rumo, devemos abraçar a resiliência, preservando a chama da motivação que nos impulsiona a constru

E sua ideia, deu match?

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Da mesma forma que não saímos casando com quem não conhecemos, é melhor levar sua ideia para passear primeiro Tahis Boulange: Sua ideia deu match? (Foto: Divulgação) ARTIGO | Thais Boulange é mestre em artes e autora do livro “Para Você, Criativo” A transformação de ideias abstratas em formas tangíveis é uma etapa essencial no processo criativo. Em suma, as ideias são a matéria-prima da criatividade. Portanto, pergunto: como você se conecta com suas ideias? Antigamente, diziam: quem casa quer casa. No entanto, em tempos nômades, digitais, com mobilidade em ascensão, surge a indagação. Queremos casa? Queremos casar? No campo dos relacionamentos afetivos, as perguntas são um fato, desafiando visivelmente o coração de quem ama. Estamos dispostos a descobrir e expressar nossa forma de viver com o outro. Mas e quanto à nossa relação com nossas ideias, com nossos pensamentos? Como anda esse vínculo entre você e a fonte de sua criatividade? Existe espaço para compromisso? Você e suas ideias

Desvendando o poder dos dados: como escolher e utilizar os tipos certos

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É essencial aplicar técnicas avançadas de análise de dados, como aprendizado de máquina e inteligência artificial, para extrair insights significativos de grandes volumes de informações Rodrigo Marinho, executivo. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Rodrigo Marinho é Regional Sales VP Latam na Twillio A quantidade de dados gerados e coletados diariamente é surpreendente. Eles são uma rica fonte de informação que pode ser utilizada para tomar decisões, desenvolver estratégias de negócios e entender tendências. No entanto, para tirar o máximo proveito de todas essas informações, é crucial compreender a diferença entre tipos de dados e como explorar seu potencial. Entendendo melhor do que se tratam esses dados, podemos dizer que dados primários são informações coletadas diretamente de fontes originais, não processadas por terceiros. São valiosos para pesquisa e tomada de decisões, obtidos por meio de entrevistas, questionários, experimentos ou observações diretas, fornecendo informações pe

Inteligência Artificial nas Eleições: Um Risco Real e Imediato para a Democracia Brasileira

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Sem regulamentação, a democracia corre o risco de ser minada por aqueles que possuem os recursos para explorar a IA de maneira desigual Marcelo Senise, articulista. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Marcelo Senise é Socio-Fundador da Comunica 360º, Sociólogo e Marketeiro, atua a 34 anos na área política e eleitoral, especialista em comportamento humano, em informação e contrainformação, precursor do sistema de analise em sistemas emergentes, Big Data e Inteligência Artificial A cada ciclo eleitoral, a democracia se reinventa, moldando-se às demandas tecnológicas e sociais do momento. Nos últimos anos, a ascensão da inteligência artificial (IA) e sua influência crescente nas campanhas políticas estão lançando luz sobre um problema de magnitude global. No Brasil, essa questão se agrava devido à ausência de regulamentação, representando um risco iminente para o equilíbrio das futuras eleições e, por conseguinte, para a própria democracia. A IA é uma revolução silenciosa que está remodelando a

Líderes narcisistas e o fim do home office

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M uitos líderes empresariais têm se ressentido do reconhecimento diário e, sobretudo, da bajulação inerente ao status da posição Artigo | Marcelo Treff é especialista em Gestão de Carreira e professor da FECAP Dentre as principais transformações que tem se apresentado ao mundo dos negócios, destacam-se os significativos desafios impostos às empresas e aos gestores, assim como as imperativas mudanças nas formas de organização do trabalho e o consequente impacto nas modalidades de trabalho (presencial, remota ou híbrida), somadas à preocupação com os sintomas relacionados às vidas profissional e pessoal: medo, insegurança, transtornos de ansiedade, tristeza, solidão, angústia, distúrbios do sono, compulsão alimentar, entre outros. Diante desse contexto, muitas “lideranças” empresariais, nos mais variados níveis da estrutura organizacional, passaram a ser mais pressionadas, tanto pela alta administração, assim como pelos liderados, a dar respostas efetivas que, de alguma forma, aliviassem