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Mostrando postagens com o rótulo Artigo

O diploma deixou de ser ponto final: a nova transformação do ensino superior

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Em um mundo onde as competências técnicas expiram em menos de cinco anos, descubra por que o futuro do sucesso exige a transição do simples diploma para a " trabalhabilidade " e o aprendizado contínuo como plataforma de reinvenção permanente Diniz: Hora de avançar para a "trabalhabilidade". (Foto: Divulgação) Jânyo Diniz , vice-presidente da CONFENEM e CEO do Grupo Ser Educacional Durante décadas , o ensino superior foi organizado em torno de uma lógica relativamente estável: escolher um curso, obter um diploma e ingressar em uma carreira que, com variações, acompanharia o profissional por boa parte da vida. Esse modelo já não descreve o mundo real. Nos últimos anos, a transformação do mercado de trabalho, acelerada pela tecnologia, encurtou carreiras, fragmentou ocupações e colocou em xeque a ideia de que a formação superior é um ponto de chegada. Os dados ajudam a entender essa ruptura. Estudos internacionais indicam que as competências técnicas mais demandadas h...

O carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira

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Descubra como a ousadia e a liberdade dos dias de folia podem servir de laboratório para testar novas versões de si mesma, transformando o Carnaval em um ponto de partida estratégico para conquistar autonomia e propósito na carreira durante o ano todo Renata Seldin : O quem depois da Quarta-Feira de Cinzas ? (Foto: Divulgação) ARTIGO | Renata Seldin é mentora de carreiras e doutora em Gestão da Inovação , com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão Ah , o carnaval no Brasil . Por aqui, o carnaval é só calor, suor que cola na pele, fantasia que mais revela do que esconde, samba que nasce no pé antes de chegar ao ouvido, o batuque dos tambores chamando o corpo para existir sem tradução. É desejo circulando livre no ar, risos fáceis, beijos sem história e histórias sem amanhã, com a sensação rara de poder fazer tudo sem consequência, como se o mundo tivesse suspendido por alguns dias a memória, o julgamento e o depois. É no carnaval que as mulheres exper...

Quando a tecnologia é meio, não o fim

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Em uma era de ferramentas acessíveis, descubra por que a verdadeira vantagem competitiva não está na tecnologia em si, mas na gestão, na integração de ecossistemas e na capacidade humana de transformar automação em experiências fluidas e sustentáveis Carlos Donzelli falando sobre tecnologia. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Carlos Donzelli é Head Family Office Magalu e conselheiro do Magalu A NRF 2026 trouxe à tona uma certeza que, embora óbvia para alguns, ainda precisa ser repetida: tecnologia é meio, nunca o fim. Entre painéis, conversas de corredor e demonstrações de soluções que prometem revolucionar o varejo, um consenso se consolidou, o verdadeiro desafio não está em ter acesso às ferramentas mais avançadas, pois essas estão cada vez mais acessíveis e mercantilizadas. O desafio real está em três pilares: gestão, integração e clareza de intenção. A inteligência artificial está em rápida transição para modelos mais agênticos, capazes de transformar experiência especializada em pa...

Onde termina o humano e começa a máquina?

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O limite da carcaça : um invólucro invisível que destrava o progresso humano e da máquina Flávia de Assis fala sobre o humano e a máquina. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Flávia de Assis e Souza é engenheira e pós-graduada em Qualidade e Produtividade ( USP ), Marketing (ESPM) e Comércio Exterior (FGV), além de autora do livro “ Quatorze: Gerações Conectadas ”, que aborda o equilíbrio entre progresso e simplicidade Há uma dicotomia que muitas vezes passa despercebida. O interior representa a potência e o resultado. O envoltório, por sua vez, exibe e protege essa potência. É assim entre o alimento e sua embalagem, entre os componentes internos de um eletrônico e o seu chassi, entre as estruturas internas de um animal e seu esqueleto. O interior é força, mas, sem o envoltório adequado, o alimento estraga, o eletrônico se oxida, o animal sucumbe. Cuidar apenas do potencial é expô-lo à vulnerabilidade. O progresso humano também segue essa configuração simbiótica. Mentes brilhantes, currículos ...

Terra rara para quem? O risco de o Brasil perder o bonde da nova geoeconomia

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Com a segunda maior reserva de terras raras do planeta, o Brasil tem a chance de liderar setores estratégicos como o de chips e baterias , mas precisa superar gargalos logísticos e investir em processamento industrial para deixar de ser um mero exportador de minério e assumir o protagonismo na nova geoeconomia global Thomas Gautier reflete sobre terras raras no Brasil. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Thomas Gautier tem duas décadas de experiência em grupos internacionais e assumiu como CEO do Freto em 2021 Enquanto EUA e Europa correm para reduzir a dependência de terras raras da China – que impôs, recentemente, novos controles de exportação em meio a disputas comerciais – o Brasil parece hesitar diante de uma oportunidade extraordinária de reposicionamento global. Embora debruçado sobre a segunda maior reserva desses minerais no planeta, o país corre o sério risco de ser simples espectador diante da próxima onda tecnológica. As terras raras sustentam setores estratégicos, a exem...

Os caminhos da guerra

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Quando o mundo se organiza antes do primeiro tiro Marcelo Lopes falando sobre os caminhos da guerra. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Comendador Marcelo Lopes é empresário, escritor, psicanalista, maçom e rotariano Há datas que não passam. Elas se infiltram na história como traumas coletivos. Em 7 de dezembro de 1941, o céu do Havaí foi rasgado por aviões japoneses. Pearl Harbor não foi apenas um ataque militar — foi uma ruptura simbólica do imaginário de segurança ocidental. Na manhã seguinte, Franklin D. Roosevelt subiu ao Congresso e declarou: “ December 7th, 1941 — a date which will live in infamy.” 7 de dezembro de 1941 — uma data que viverá na infâmia. Naquele instante, o isolamento americano morreu. A neutralidade virou ilusão. O país mudou de pele. Mais de 2.400 jovens marinheiros morreram numa guerra que “não era deles”. Mas Pearl Harbor ensinou algo definitivo: a guerra não pede licença para atravessar oceanos. A cultura da vigilância A partir desse trauma, os Estados Unidos ...

Gestão inteligente de dados tem potencial para revolução na saúde

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Descubra como a integração de prontuários, a padronização de informações e o uso de análises preditivas podem solucionar o "apagão" de dados na saúde, reduzindo filas e garantindo um atendimento mais seguro, eficiente e humanizado Paulo Watanave : Gestão inteligente de dados da Saúde. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Paulo Watanave é d iretor de Operações de Data & AI na Nava Quando falamos em avanços tecnológicos na área da saúde, geralmente, as pessoas imaginam operações automatizadas, como cirurgias precisas realizadas por robôs, ou o uso de realidade virtual para treinamento de profissionais. Apesar de serem ferramentas promissoras, grande parte dos desafios do sistema de saúde ainda está relacionada à infraestrutura e à gestão de dados. Metade dos estados brasileiros, por exemplo, fornece informações incompletas ao governo. Esse apagão cria uma lacuna que dificulta a formulação de políticas públicas eficazes. A falta de integração entre os sistemas, outro problema comum n...

O grito que o divã não aguenta mais

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Um manifesto sobre a clínica que precisa olhar o corpo sem abandonar a alma Ilustração com imagem do Canva e Marcelo Lopes (Foto: Divulgação) ARTIGO | Comendador Marcelo Lopes é psicanalista Escutem . Escutem antes que o silêncio da sala vire pacto. Antes que a repetição elegante das teorias sirva apenas para proteger o analista do desconforto de admitir que algo está sendo mal escutado. Há neuroses , sim. Há sintomas que retornam como cartas não respondidas. Há histórias que se repetem porque o sujeito insiste em não se ouvir. Mas há também tireoides em colapso , regendo o humor como um maestro cansado, acelerando o coração, roubando o sono, fabricando angústias que nenhum significante explica sozinho. Há testosteronas no chão , levando junto a energia, o desejo, a confiança mínima de existir no mundo. E vocês chamam isso de resistência. Há estrogênios oscilando , transformando o corpo em território instável, onde a ansiedade brota sem pedir licença e a tristeza chega sem endereço si...

Retrospectiva 2025: as tensões no xadrez da política nacional

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Entre prisões históricas, desastres naturais e o cenário para a sucessão presidencial, veja a análise completa dos eventos que abalaram o país em 2025 Wilson Pedroso é analista político. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Wilson Pedroso é consultor eleitoral e analista político com MBA nas áreas de Gestão e Marketing, além de sócio estrategista do Instituto de Pesquisa Real Time Big Data O ano de 2025 foi marcado por eventos políticos de impacto no Brasil e no mundo. No contexto nacional, o principal deles é, sem dúvida, a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado . Embora o julgamento tenha sido realizado apenas no fim do ano, a acusação formal ocorreu em fevereiro e os diversos desdobramentos do processo provocaram uma enorme tensão política no país ao longo de todo o ano, com acirramento do clima da polarização, reflexos na crise institucional interna, além de impactos econômicos e diplomáticos. A análise retrospectiva do ano nos mostra que, já no mês d...

O constitucionalismo dá conta do mundo em que vivemos?

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O constitucionalismo precisa ser repensado não apenas como técnica jurídica, mas como projeto político e social comprometido com a inclusão e a justiça Advogado Douglas Zaidan. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Douglas Zaidan é advogado e atua como professor de Direito Constitucional da American Global Tech University (AGTU) Durante muito tempo, o constitucionalismo foi a principal resposta das sociedades modernas ao problema do poder. Ao estabelecer limites jurídicos à atuação do Estado e afirmar direitos fundamentais , a Constituição tornou-se o eixo organizador da vida política e institucional. No entanto, diante das transformações profundas que marcam o mundo contemporâneo, cresce a dúvida: o constitucionalismo, tal como foi concebido, ainda é capaz de responder aos desafios do nosso tempo? Essa é uma pergunta que costumo levar à sala de aula e provocar em meus alunos, não como um exercício teórico abstrato, mas como ponto de partida para repensar as bases do próprio Estado...

O Globo que não para de girar

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Uma crônica poética sobre atrito, permanência e o lento polimento da alma ARTIGO | Comendador Marcelo Lopes é escritor, empresário, maçom e rotariano Eu me lembro bem do dia. Não foi um dia épico. Foi um dia de poeira, papel assinado, graxa suja e uma intuição sem manual. Duas betoneiras gigantes. Duas. Compradas no interior de Goiás . Uma operação que parecia exagerada para quem olhava de fora, mas absolutamente necessária para quem sabia que certas coisas grandes não se movem sozinhas. Foram guindastes, carretas especiais, batedores bem posicionados, e dois técnicos em eletricidade acompanhando o trajeto, porque em alguns pontos foi preciso erguer a fiação, como quem pede licença ao céu para permitir a passagem do que não cabe na rotina da cidade. À primeira vista, lembravam betoneiras de obra. O mesmo desenho. A mesma lógica. Mas em uma escala quase insolente. Motores de 50 kW, capazes de girar cerca de cinco metros cúbicos por ciclo. Máquinas que não nasceram para mist...