Gordura no fígado: entenda o perigo da "epidemia silenciosa" que já atinge 1 em cada 3 brasileiros
Ignorada por muitos, a esteatose hepática pode evoluir para cirrose e câncer; saiba como identificar e reverter o quadro com as orientações do Dr. Adriano Faustino
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| Dr. Adriano Faustino falando sobre gordura no fígado. (Foto: Divulgação) |
O que antes era considerado um problema menor, hoje acende um alerta vermelho na saúde pública brasileira. A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, já afeta cerca de 30% da população segundo o Ministério da Saúde, e, de forma alarmante, a maioria dos pacientes não apresenta sintomas iniciais. De acordo com o médico Dr. Adriano Faustino, a condição tornou-se o "diabetes silencioso" da modernidade, avançando sem dor até estágios graves.
O especialista
Para entender a gravidade desse cenário, recorremos à análise do Dr. Adriano Faustino, profissional com ampla e sólida qualificação técnica. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele é especialista em Geriatria, Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa. Além de sua atuação clínica, é médico legista no IML de Belo Horizonte, coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim e diretor de importantes sociedades médicas, como a SBML (Longevidade) e a SBEMO (Obesidade).
A Evolução do Perigo: Da Gordura ao Câncer
A doença é perigosa justamente por sua progressão previsível, mas furtiva. Segundo o especialista, ela pode evoluir da esteatose simples para a esteato-hepatite (NASH) — onde há inflamação e dano celular —, passando pela fibrose e culminando na cirrose ou no hepatocarcinoma (câncer de fígado). O fígado não dói, e o diagnóstico muitas vezes só ocorre quando já existe um dano irreversível.
Além do risco hepático, a gordura no fígado é um marcador de desequilíbrio metabólico total, elevando drasticamente as chances de diabetes tipo 2, infarto e AVC.
A Boa Notícia: Reversão e Cuidados
Apesar do cenário preocupante, o Dr. Adriano reforça que o fígado possui alta capacidade de regeneração quando a causa raiz é tratada. O foco deve ser o combate à inflamação e à resistência à insulina.
As principais recomendações de tratamento e cuidado incluem:
• Alimentação anti-inflamatória: Redução drástica de carboidratos refinados e açúcares.
• Atividade física regular: Essencial para o equilíbrio metabólico.
• Higiene do sono: Noites mal-dormidas são gatilhos para o acúmulo de gordura.
• Modulação metabólica individualizada: Intervenções personalizadas baseadas em ciência de ponta.
Falar sobre gordura no fígado é urgente. Trata-se de uma condição prevenível e tratável que, com a informação correta e mudanças de hábito, pode salvar milhões de vidas. (Com informações da Assessoria de Imprensa CM Press)

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