A Oratória como competência estratégica no cotidiano dos negócios

Falar bem é uma habilidade treinável que pode ser desenvolvida por todo empreendedor, empresário, vendedor e profissional 

Antonio Erasmo: Oratória é pra você. (Foto: Divulgação)


ARTIGO | Antonio Erasmo é jornalista, empresário, MBA em Estratégia Publicitária e Comunicação Empresarial, Especialista em Oratória, professor de Graduação e Pós-graduação, diretor de Conteúdo da Agência Layout Propaganda

Empreender exige tomar decisões rápidas, lidar com pessoas diferentes e defender ideias o tempo todo. No entanto, muitos empresários ainda acreditam que bons resultados dependem apenas de estratégia, produto ou preço, quando, na prática, a capacidade de comunicar com clareza, empatia e influência é o que sustenta todas essas variáveis. A oratória, nesse contexto, deixa de ser uma habilidade “de palco”, só para palestrantes, e passa a ser uma competência estratégica aplicada ao dia a dia dos negócios.

John C. Maxwell, ao tratar da liderança como influência, deixa claro que liderar é, antes de tudo, a capacidade de gerar movimento nas pessoas. Essa influência acontece pela comunicação verbal e não-verbal. Um empreendedor que não consegue explicar sua visão, sintonizar expectativas ou inspirar confiança em reuniões, negociações, vendas ou apresentações tende a enfrentar ruídos constantes, retrabalho e perda de oportunidades. Falar bem não significa falar bonito, mas falar de forma compreensível, objetiva e conectada com quem ouve.

Marshall Rosenberg, em Comunicação Não-Violenta, reforça que a comunicação eficaz nasce da clareza de intenção e da empatia. Nos negócios, isso se traduz na habilidade de expressar necessidades, limites e propostas sem gerar resistência desnecessária. Empreendedores que dominam essa forma de comunicação reduzem conflitos internos, fortalecem relações comerciais e criam ambientes mais colaborativos, que é algo essencial para equipes de alta performance.

Daniel Goleman destaca essa competência, mais profundamente, como Quociente de Expressividade, abrangendo a capacidade de gerir suas próprias emoções. É saber quando, onde, de que forma, em que grau e intensidade um indivíduo manifesta externamente os seus sentimentos internos, como sorrir, chorar, tom de voz e linguagem corporal. E quando isso é aplicado às vendas, a mágica acontece. Você é capaz de vencer sua resistência interna.

Além disso, a oratória atua diretamente na autopercepção do empresário. Steven Pressfield, em A Guerra da Arte, descreve a resistência interna como o principal bloqueio ao crescimento profissional. O medo de se expor, de falar em público ou de defender ideias com firmeza é uma manifestação clara dessa característica. Superá-la não é apenas um ganho técnico, mas um avanço psicológico que reposiciona o empreendedor como protagonista do próprio negócio.

Não pense você que estes são superpoderes alcançados apenas por grandes líderes ou gestores de multinacionais. Falar bem é uma habilidade treinável que pode (e deve) ser desenvolvida por todo empreendedor, empresário, vendedor e profissional que se preze. O mercado de trabalho não é para amadores. Só faz grandes entregas quem se arrisca, se melhora e se desenvolve. Oratória é para você.

Nota: Artigos publicados neste espaço trazem ideias e opiniões de quem os assinam e não do titular deste blog.

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