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Mostrando postagens com o rótulo Reflexão

Quando a alma decide falar: A sensibilidade e o afeto na poesia de Carlos Botelho

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Neste Dia Mundial do Livro , descubra " A alma que escreve ", a obra do reitor do UniGoyazes que convida o leitor a desacelerar, revisitar memórias e reencontrar a própria essência através de palavras que curam e inspiram Em um mundo marcado pela pressa e pelo excesso de estímulos digitais, a literatura surge como um refúgio necessário. No contexto das celebrações de 23 de abril, o Dia Mundial do Livro, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1995, com o objetivo de promover a leitura e direitos autorais, a obra " A alma que escreve: Poemas, Versos, Prosas e Amenidades " apresenta-se como um presente àqueles que buscam profundidade. Escrito por Carlos Augusto de Oliveira Botelho , reitor do Centro Universitário Goyazes (UniGoyazes), o livro não nasceu para explicar a vida, mas para senti-la em sua forma mais crua e pura. Um gesto de escuta e partilha O livro é descrito pelo autor como um "gesto de escuta...

Como o excesso de informações impacta na relação com a dor?

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Uma experiência pessoal compartilhada sem contexto pode gerar pânico coletivo , especialmente em quem já está fragilizado Luiz Sola fala sobre excesso de informações e dor crônica . (Foto: Divulgação) ARTIGO | Luiz Sola é fisioterapeuta, especialista em dor crônica e autor do livro “ 365 dias sem dor ” Em um cenário onde todos opinam sobre saúde, as redes sociais se tornaram uma fonte constante de informação, e também de distorção. O excesso de conteúdo, muitas vezes sem contexto ou embasamento, tem contribuído para um fenômeno crescente: o aumento do medo relacionado à dor. Muitos pacientes chegam aos consultórios já carregando crenças formadas a partir de relatos vistos online. Experiências individuais são frequentemente apresentadas como verdades absolutas: “minha dor piorou ao subir escadas”, “me machuquei ao treinar”, “parei e melhorei” ou até afirmações alarmistas como “correr faz o osso bater com o osso”. O problema é que cada corpo responde de forma única. O que acontece com...

O pacto invisível

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Por que a formação de um médico exige uma entrega que vai além da sala de aula e depende de um compromisso inegociável entre alunos, famílias e instituições Carlos Botelho: pacto para formar médicos. (Foto: Reprodução) ARTIGO | Carlos Augusto de Oliveira Botelho é reitor do Centro Universitário Goyazes (UmiGoyazes) Há sonhos que não cabem no bolso. E há outros que não cabem na alma despreparada. Ser médico é um desses. Nos últimos anos, muito se falou sobre o crescimento dos cursos de Medicina no Brasil. Apontam-se números, levantam-se dúvidas, distribuem-se culpas. Uns dizem que são muitos cursos. Outros dizem que são poucos professores. Há quem culpe as instituições, há quem culpe o sistema. Mas poucos têm coragem de dizer o essencial: formar um médico nunca foi — e nunca será — responsabilidade de um só. Existe um pacto. E esse pacto vem sendo silenciosamente esquecido. Há jovens que chegam às faculdades com brilho nos olhos, mas com lacunas profundas. Não por falta de ...

O corporativo romantizou o cansaço — e isso está destruindo a performance

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O autor Cesar desmistifica a exaustão como sinônimo de produtividade e revela como a sustentabilidade operacional e a gestão de energia são as verdadeiras chaves para o impacto consistente e a liberdade profissional Cesar Cotait fala sobre a romantização do cansaço. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Cesar Cotait Kara José é Head Global da unidade de negócios de Financial Services da Exadel, empresa global de consultoria e desenvolvimento de software. É autor dos livros “Atleta Corporativo” e “Pilares do Sucesso”, obras dedicadas à liderança, desenvolvimento profissional e alta performance Alta performance no trabalho deixou de ser um ideal aspiracional. Tornou-se uma questão de sobrevivência profissional. Não se trata de trabalhar mais ou tentar sustentar a imagem de um “superprofissional”, mas de permanecer relevante, valioso e competitivo em ambientes cada vez mais exigentes. Organizações não promovem esforço - promovem impacto. Avançam aqueles que resolvem problemas complexos, entregam ...

Tempos bicudos na sociedade, na economia e na política

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De juros altos a promessas eleitorais: entenda por que o 'feeling' do empreendedor e o voto consciente são as ferramentas fundamentais para enfrentar as incertezas e construir um Brasil mais forte em 2027 Jorge Gonçalves Filho falando de tempos bicudos . (Foto: Reprodução) ARTIGO | Jorge Gonçalves Filho é presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) No século XX, nas décadas de 40 a 60, era comum utilizar a expressão tempos bicudos, uma metáfora para descrever períodos de crise, escassez ou instabilidade, quer dizer, tempos difíceis. Estamos passando por tempos bicudos, não só no Brasil, mas no mundo. A sociedade tem se transformado à velocidade da luz, rompendo suas culturas, crenças, fronteiras e costumes, um cenário no qual o varejo tem convivido e ampliado seus esforços para entender o que acontece, usando todas as ferramentas disponíveis, físicas e digitais, além, é claro, de somar o feeling natural do empreendedor para entender um mercado cada vez mais i...

Crédito, confiança e risco: o que o caso do Banco Master revela sobre o sistema financeiro

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Entenda como o equilíbrio entre inovação e prudência, sustentado por pilares de transparência e governança, é vital para manter a solidez do crédito e a credibilidade da economia brasileira Godoi Neto fala sobre lição do caso Master . (Foto: Divulgação) ARTIGO | José Maria Franco de Godoi Neto é advogado, mestre em Direito pela USP , mestre em Gestão de Risco pela FEA/USP , com especialização em Finanças pela FGV/SP . Sócio do Franco de Godoi Advogados e membro fundador da STRUCTURA Investments O funcionamento do sistema financeiro depende de um ativo invisível, mas essencial: a confiança. Sem ela, não há crédito, e sem crédito, a economia perde dinamismo. Episódios recentes envolvendo o Banco Master trouxeram à tona discussões importantes sobre os limites da expansão do crédito , a gestão de riscos e o papel das instituições financeiras em um ambiente cada vez mais complexo. O crescimento acelerado de operações estruturadas e de produtos financeiros mais sofisticados, muitas vez...

Quem ainda está aqui?

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A autora reflete sobre a fragilidade dos laços virtuais e a solidão contemporânea, propondo um resgate necessário do olhar humano e do pertencimento ao mundo real Luiza Fariello discorre sobre as relações nos dias de hoje. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Luiza Fariello é professora de Língua Portuguesa, doutoranda em Literatura na UnB e autora de “Um corpo para Jaime”, romance sobre a solidão contemporânea e a fragilidade das relações virtuais Vinicius de Moraes contou certa vez que compôs a letra de “Gente Humilde”, uma das mais belas canções da música brasileira, inspirado, como diz a letra, pelas casas e pessoas muito simples do subúrbio que avistava enquanto se deslocava de trem. Os versos, que receberam a parceria de Chico Buarque , foram feitos no final dos anos 60 para a melodia composta em 1945 por Garoto , que infelizmente não chegou a conhecer a letra. Mais do que nos fazer chorar de emoção, a canção tem o poder de nos humanizar; é um chamado para que a gente olhe ao redor, per...

Como o hábito da leitura pode ajudar a democracia?

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Quem cultiva o hábito da leitura fatalmente será capaz de aprimorar essa capacidade de receber informações, analisá-las e tomar decisões de maneira mais embasada Nagime : Ler ajuda a consolidar a democracia. (Foto: Divulgação)  ARTIGO | Rafael Nagime é advogado, professor de Direito e autor do livro “ Contos para ler em voz alta ” Nossa democracia vive uma inegável crise de representatividade , principalmente pelo crescente sentimento de descolamento entre as expectativas do cidadão e os atos de seus representantes eleitos. Apesar de perfeitamente compreensível, esse sentimento parece um tanto contraditório já que são os próprios cidadãos os responsáveis pela escolha dos representantes, por meio do voto. Nesse cenário, no qual o cidadão não aprova as próprias escolhas, fica a pergunta incômoda acerca dos motivos que nos conduziram a este quadro e, principalmente, como sair dele. Apesar de não existir uma resposta única e fácil – respostas fáceis fatalmente apontam para caminhos n...

Quem tem medo da IA?

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O temor à inteligência artificial reflete a resistência à mudança e o desafio de acompanhar a aceleração das transformações globais Janguiê Diniz quer saber quem tem medo da IA. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Janguiê Diniz  é fundador e presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional , fundador da JD Business Academy, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo e da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) É curioso observar como, a cada grande avanço tecnológico, surge um mesmo sentimento coletivo: o medo. Foi assim com a mecanização da indústria , com a chegada dos computadores, com a popularização da internet e, mais recentemente, com as redes sociais. Agora, o “vilão” da vez atende por um nome sofisticado: Inteligência Artificial. Para alguns, ela representa uma ameaça direta aos empregos e à dignidade do trabalho humano. Para outros, é uma promessa de eficiência, inovação e crescimento. No meio desse embate, o que muitas vezes se ...

Feliz Ano Novo. Agora sim, começou

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A pergunta é simples: sua empresa vai reagir ou vai liderar? Rômulo Rampini : "Feliz ano novo!". (Foto: Divulgação) ARTIGO | Rômulo Rampini é especialista em marketing digital , consultor credenciado SEBRAE MT e diretor da 3TRÊS, agência referência em resultados para empresas de Mato Grosso – @tr3scomvc Se você é empresário no Brasil, sabe que 1º de janeiro é simbólico. O ano começa mesmo depois do Carnaval. Então permita-me dizer oficialmente: feliz ano novo. Agora sim o jogo começou. Passado o modo férias, o mercado entra em modo decisão. Reuniões voltam a acontecer, orçamentos saem da gaveta e projetos que estavam “vamos ver depois do Carnaval” finalmente andam. É nesse ponto que muitas empresas descobrem se estão preparadas ou se apenas estavam ocupadas. 2026 não será um ano comum. Teremos Copa do Mundo , calendário político intenso , muitos feriados prolongados e um consumidor mais cauteloso com dinheiro e tempo. A Copa movimenta atenção, mídia e comportamento de con...

O carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira

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Descubra como a ousadia e a liberdade dos dias de folia podem servir de laboratório para testar novas versões de si mesma, transformando o Carnaval em um ponto de partida estratégico para conquistar autonomia e propósito na carreira durante o ano todo Renata Seldin : O quem depois da Quarta-Feira de Cinzas ? (Foto: Divulgação) ARTIGO | Renata Seldin é mentora de carreiras e doutora em Gestão da Inovação , com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão Ah , o carnaval no Brasil . Por aqui, o carnaval é só calor, suor que cola na pele, fantasia que mais revela do que esconde, samba que nasce no pé antes de chegar ao ouvido, o batuque dos tambores chamando o corpo para existir sem tradução. É desejo circulando livre no ar, risos fáceis, beijos sem história e histórias sem amanhã, com a sensação rara de poder fazer tudo sem consequência, como se o mundo tivesse suspendido por alguns dias a memória, o julgamento e o depois. É no carnaval que as mulheres exper...

Quando a tecnologia é meio, não o fim

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Em uma era de ferramentas acessíveis, descubra por que a verdadeira vantagem competitiva não está na tecnologia em si, mas na gestão, na integração de ecossistemas e na capacidade humana de transformar automação em experiências fluidas e sustentáveis Carlos Donzelli falando sobre tecnologia. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Carlos Donzelli é Head Family Office Magalu e conselheiro do Magalu A NRF 2026 trouxe à tona uma certeza que, embora óbvia para alguns, ainda precisa ser repetida: tecnologia é meio, nunca o fim. Entre painéis, conversas de corredor e demonstrações de soluções que prometem revolucionar o varejo, um consenso se consolidou, o verdadeiro desafio não está em ter acesso às ferramentas mais avançadas, pois essas estão cada vez mais acessíveis e mercantilizadas. O desafio real está em três pilares: gestão, integração e clareza de intenção. A inteligência artificial está em rápida transição para modelos mais agênticos, capazes de transformar experiência especializada em pa...

Onde termina o humano e começa a máquina?

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O limite da carcaça : um invólucro invisível que destrava o progresso humano e da máquina Flávia de Assis fala sobre o humano e a máquina. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Flávia de Assis e Souza é engenheira e pós-graduada em Qualidade e Produtividade ( USP ), Marketing (ESPM) e Comércio Exterior (FGV), além de autora do livro “ Quatorze: Gerações Conectadas ”, que aborda o equilíbrio entre progresso e simplicidade Há uma dicotomia que muitas vezes passa despercebida. O interior representa a potência e o resultado. O envoltório, por sua vez, exibe e protege essa potência. É assim entre o alimento e sua embalagem, entre os componentes internos de um eletrônico e o seu chassi, entre as estruturas internas de um animal e seu esqueleto. O interior é força, mas, sem o envoltório adequado, o alimento estraga, o eletrônico se oxida, o animal sucumbe. Cuidar apenas do potencial é expô-lo à vulnerabilidade. O progresso humano também segue essa configuração simbiótica. Mentes brilhantes, currículos ...

Terra rara para quem? O risco de o Brasil perder o bonde da nova geoeconomia

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Com a segunda maior reserva de terras raras do planeta, o Brasil tem a chance de liderar setores estratégicos como o de chips e baterias , mas precisa superar gargalos logísticos e investir em processamento industrial para deixar de ser um mero exportador de minério e assumir o protagonismo na nova geoeconomia global Thomas Gautier reflete sobre terras raras no Brasil. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Thomas Gautier tem duas décadas de experiência em grupos internacionais e assumiu como CEO do Freto em 2021 Enquanto EUA e Europa correm para reduzir a dependência de terras raras da China – que impôs, recentemente, novos controles de exportação em meio a disputas comerciais – o Brasil parece hesitar diante de uma oportunidade extraordinária de reposicionamento global. Embora debruçado sobre a segunda maior reserva desses minerais no planeta, o país corre o sério risco de ser simples espectador diante da próxima onda tecnológica. As terras raras sustentam setores estratégicos, a exem...