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Mostrando postagens com o rótulo Reflexão

Como o hábito da leitura pode ajudar a democracia?

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Quem cultiva o hábito da leitura fatalmente será capaz de aprimorar essa capacidade de receber informações, analisá-las e tomar decisões de maneira mais embasada Nagime : Ler ajuda a consolidar a democracia. (Foto: Divulgação)  ARTIGO | Rafael Nagime é advogado, professor de Direito e autor do livro “ Contos para ler em voz alta ” Nossa democracia vive uma inegável crise de representatividade , principalmente pelo crescente sentimento de descolamento entre as expectativas do cidadão e os atos de seus representantes eleitos. Apesar de perfeitamente compreensível, esse sentimento parece um tanto contraditório já que são os próprios cidadãos os responsáveis pela escolha dos representantes, por meio do voto. Nesse cenário, no qual o cidadão não aprova as próprias escolhas, fica a pergunta incômoda acerca dos motivos que nos conduziram a este quadro e, principalmente, como sair dele. Apesar de não existir uma resposta única e fácil – respostas fáceis fatalmente apontam para caminhos n...

Quem tem medo da IA?

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O temor à inteligência artificial reflete a resistência à mudança e o desafio de acompanhar a aceleração das transformações globais Janguiê Diniz quer saber quem tem medo da IA. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Janguiê Diniz  é fundador e presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional , fundador da JD Business Academy, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo e da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) É curioso observar como, a cada grande avanço tecnológico, surge um mesmo sentimento coletivo: o medo. Foi assim com a mecanização da indústria , com a chegada dos computadores, com a popularização da internet e, mais recentemente, com as redes sociais. Agora, o “vilão” da vez atende por um nome sofisticado: Inteligência Artificial. Para alguns, ela representa uma ameaça direta aos empregos e à dignidade do trabalho humano. Para outros, é uma promessa de eficiência, inovação e crescimento. No meio desse embate, o que muitas vezes se ...

Feliz Ano Novo. Agora sim, começou

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A pergunta é simples: sua empresa vai reagir ou vai liderar? Rômulo Rampini : "Feliz ano novo!". (Foto: Divulgação) ARTIGO | Rômulo Rampini é especialista em marketing digital , consultor credenciado SEBRAE MT e diretor da 3TRÊS, agência referência em resultados para empresas de Mato Grosso – @tr3scomvc Se você é empresário no Brasil, sabe que 1º de janeiro é simbólico. O ano começa mesmo depois do Carnaval. Então permita-me dizer oficialmente: feliz ano novo. Agora sim o jogo começou. Passado o modo férias, o mercado entra em modo decisão. Reuniões voltam a acontecer, orçamentos saem da gaveta e projetos que estavam “vamos ver depois do Carnaval” finalmente andam. É nesse ponto que muitas empresas descobrem se estão preparadas ou se apenas estavam ocupadas. 2026 não será um ano comum. Teremos Copa do Mundo , calendário político intenso , muitos feriados prolongados e um consumidor mais cauteloso com dinheiro e tempo. A Copa movimenta atenção, mídia e comportamento de con...

O carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira

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Descubra como a ousadia e a liberdade dos dias de folia podem servir de laboratório para testar novas versões de si mesma, transformando o Carnaval em um ponto de partida estratégico para conquistar autonomia e propósito na carreira durante o ano todo Renata Seldin : O quem depois da Quarta-Feira de Cinzas ? (Foto: Divulgação) ARTIGO | Renata Seldin é mentora de carreiras e doutora em Gestão da Inovação , com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão Ah , o carnaval no Brasil . Por aqui, o carnaval é só calor, suor que cola na pele, fantasia que mais revela do que esconde, samba que nasce no pé antes de chegar ao ouvido, o batuque dos tambores chamando o corpo para existir sem tradução. É desejo circulando livre no ar, risos fáceis, beijos sem história e histórias sem amanhã, com a sensação rara de poder fazer tudo sem consequência, como se o mundo tivesse suspendido por alguns dias a memória, o julgamento e o depois. É no carnaval que as mulheres exper...

Quando a tecnologia é meio, não o fim

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Em uma era de ferramentas acessíveis, descubra por que a verdadeira vantagem competitiva não está na tecnologia em si, mas na gestão, na integração de ecossistemas e na capacidade humana de transformar automação em experiências fluidas e sustentáveis Carlos Donzelli falando sobre tecnologia. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Carlos Donzelli é Head Family Office Magalu e conselheiro do Magalu A NRF 2026 trouxe à tona uma certeza que, embora óbvia para alguns, ainda precisa ser repetida: tecnologia é meio, nunca o fim. Entre painéis, conversas de corredor e demonstrações de soluções que prometem revolucionar o varejo, um consenso se consolidou, o verdadeiro desafio não está em ter acesso às ferramentas mais avançadas, pois essas estão cada vez mais acessíveis e mercantilizadas. O desafio real está em três pilares: gestão, integração e clareza de intenção. A inteligência artificial está em rápida transição para modelos mais agênticos, capazes de transformar experiência especializada em pa...

Onde termina o humano e começa a máquina?

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O limite da carcaça : um invólucro invisível que destrava o progresso humano e da máquina Flávia de Assis fala sobre o humano e a máquina. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Flávia de Assis e Souza é engenheira e pós-graduada em Qualidade e Produtividade ( USP ), Marketing (ESPM) e Comércio Exterior (FGV), além de autora do livro “ Quatorze: Gerações Conectadas ”, que aborda o equilíbrio entre progresso e simplicidade Há uma dicotomia que muitas vezes passa despercebida. O interior representa a potência e o resultado. O envoltório, por sua vez, exibe e protege essa potência. É assim entre o alimento e sua embalagem, entre os componentes internos de um eletrônico e o seu chassi, entre as estruturas internas de um animal e seu esqueleto. O interior é força, mas, sem o envoltório adequado, o alimento estraga, o eletrônico se oxida, o animal sucumbe. Cuidar apenas do potencial é expô-lo à vulnerabilidade. O progresso humano também segue essa configuração simbiótica. Mentes brilhantes, currículos ...

Terra rara para quem? O risco de o Brasil perder o bonde da nova geoeconomia

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Com a segunda maior reserva de terras raras do planeta, o Brasil tem a chance de liderar setores estratégicos como o de chips e baterias , mas precisa superar gargalos logísticos e investir em processamento industrial para deixar de ser um mero exportador de minério e assumir o protagonismo na nova geoeconomia global Thomas Gautier reflete sobre terras raras no Brasil. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Thomas Gautier tem duas décadas de experiência em grupos internacionais e assumiu como CEO do Freto em 2021 Enquanto EUA e Europa correm para reduzir a dependência de terras raras da China – que impôs, recentemente, novos controles de exportação em meio a disputas comerciais – o Brasil parece hesitar diante de uma oportunidade extraordinária de reposicionamento global. Embora debruçado sobre a segunda maior reserva desses minerais no planeta, o país corre o sério risco de ser simples espectador diante da próxima onda tecnológica. As terras raras sustentam setores estratégicos, a exem...

Os caminhos da guerra

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Quando o mundo se organiza antes do primeiro tiro Marcelo Lopes falando sobre os caminhos da guerra. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Comendador Marcelo Lopes é empresário, escritor, psicanalista, maçom e rotariano Há datas que não passam. Elas se infiltram na história como traumas coletivos. Em 7 de dezembro de 1941, o céu do Havaí foi rasgado por aviões japoneses. Pearl Harbor não foi apenas um ataque militar — foi uma ruptura simbólica do imaginário de segurança ocidental. Na manhã seguinte, Franklin D. Roosevelt subiu ao Congresso e declarou: “ December 7th, 1941 — a date which will live in infamy.” 7 de dezembro de 1941 — uma data que viverá na infâmia. Naquele instante, o isolamento americano morreu. A neutralidade virou ilusão. O país mudou de pele. Mais de 2.400 jovens marinheiros morreram numa guerra que “não era deles”. Mas Pearl Harbor ensinou algo definitivo: a guerra não pede licença para atravessar oceanos. A cultura da vigilância A partir desse trauma, os Estados Unidos ...

Gestão inteligente de dados tem potencial para revolução na saúde

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Descubra como a integração de prontuários, a padronização de informações e o uso de análises preditivas podem solucionar o "apagão" de dados na saúde, reduzindo filas e garantindo um atendimento mais seguro, eficiente e humanizado Paulo Watanave : Gestão inteligente de dados da Saúde. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Paulo Watanave é d iretor de Operações de Data & AI na Nava Quando falamos em avanços tecnológicos na área da saúde, geralmente, as pessoas imaginam operações automatizadas, como cirurgias precisas realizadas por robôs, ou o uso de realidade virtual para treinamento de profissionais. Apesar de serem ferramentas promissoras, grande parte dos desafios do sistema de saúde ainda está relacionada à infraestrutura e à gestão de dados. Metade dos estados brasileiros, por exemplo, fornece informações incompletas ao governo. Esse apagão cria uma lacuna que dificulta a formulação de políticas públicas eficazes. A falta de integração entre os sistemas, outro problema comum n...

2026: O ano da virada política no Brasil, Goiás e Trindade

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Eleições que redesenham o poder – Quem ganha, quem perde e quem pode surpreender Ilustração com imagem do Canva O ano de 2026 promete ser um divisor de águas na política brasileira. Com eleições para presidente da República, o vice, governadores, respectivos vices, deputados estaduais e federais, além de uma vaga no Senado por Estado e suplentes, o tabuleiro político está em plena movimentação. Cada voto contará para definir não apenas os rumos nacionais, mas também os cenários estaduais e municipais. Brasil: Polarização e continuidade No plano nacional, a disputa tende a manter a polarização entre forças tradicionais, no caso da atualidade, bolsonaristas (direita e extrema-direita), de um lado, e lulistas e esquerda, de outro. O presidente Lula deve buscar a reeleição, enquanto nomes como Tarcísio de Freitas despontam como alternativas da direita. A ausência de Jair Bolsonaro como candidato direto não elimina sua influência, já que aliados podem herdar sua base eleitoral. Analistas...

O grito que o divã não aguenta mais

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Um manifesto sobre a clínica que precisa olhar o corpo sem abandonar a alma Ilustração com imagem do Canva e Marcelo Lopes (Foto: Divulgação) ARTIGO | Comendador Marcelo Lopes é psicanalista Escutem . Escutem antes que o silêncio da sala vire pacto. Antes que a repetição elegante das teorias sirva apenas para proteger o analista do desconforto de admitir que algo está sendo mal escutado. Há neuroses , sim. Há sintomas que retornam como cartas não respondidas. Há histórias que se repetem porque o sujeito insiste em não se ouvir. Mas há também tireoides em colapso , regendo o humor como um maestro cansado, acelerando o coração, roubando o sono, fabricando angústias que nenhum significante explica sozinho. Há testosteronas no chão , levando junto a energia, o desejo, a confiança mínima de existir no mundo. E vocês chamam isso de resistência. Há estrogênios oscilando , transformando o corpo em território instável, onde a ansiedade brota sem pedir licença e a tristeza chega sem endereço si...

Retrospectiva 2025: as tensões no xadrez da política nacional

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Entre prisões históricas, desastres naturais e o cenário para a sucessão presidencial, veja a análise completa dos eventos que abalaram o país em 2025 Wilson Pedroso é analista político. (Foto: Divulgação) ARTIGO | Wilson Pedroso é consultor eleitoral e analista político com MBA nas áreas de Gestão e Marketing, além de sócio estrategista do Instituto de Pesquisa Real Time Big Data O ano de 2025 foi marcado por eventos políticos de impacto no Brasil e no mundo. No contexto nacional, o principal deles é, sem dúvida, a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado . Embora o julgamento tenha sido realizado apenas no fim do ano, a acusação formal ocorreu em fevereiro e os diversos desdobramentos do processo provocaram uma enorme tensão política no país ao longo de todo o ano, com acirramento do clima da polarização, reflexos na crise institucional interna, além de impactos econômicos e diplomáticos. A análise retrospectiva do ano nos mostra que, já no mês d...