Morar junto traz menos bem-estar do que o casamento, diz pesquisa

Estudo da YouGov revela que casais que dividem o mesmo teto sem oficializar a união têm índices de felicidade e segurança financeira mais próximos aos de namorados do que aos de casados

E o casamento ainda resiste. (Foto: Arthur Hidden)


Dividir o mesmo teto antes de assinar os papéis costuma ser visto como um passo natural para testar a convivência e a compatibilidade do casal. Porém, para quem planeja celebrar o Dia dos Namorados na próxima sexta-feira (12 de junho) já dividindo as escovas de dentes, um novo levantamento da YouGov traz um banho de realidade: a coabitação não entrega o mesmo nível de bem-estar associado ao casamento tradicional.

A pesquisa analisou adultos das Gerações Z, X e Millennials e constatou de forma consistente que os casados lideram com folga os indicadores de felicidade, segurança financeira, satisfação com o padrão de vida e confiança no futuro. Já os casais que moram juntos sem casar ficam em um "limbo", registrando índices muito mais próximos de quem está apenas namorando.

A Realidade em números

A diferença no nível de satisfação entre quem oficializou a união e quem apenas juntou as trouxas varia de 10 a 15 pontos percentuais:

Felicidade: Enquanto 75,2% dos Millennials casados se dizem felizes com a vida, o índice cai para 62,3% entre os coabitantes - bem perto dos que só namoram (65,5%). Na Geração X, o cenário se repete: 76% dos casados são felizes, contra 60,9% dos que moram juntos.

Segurança financeira: Os casados das três gerações registram índices de estabilidade financeira entre 50,8% e 53,4%. Entre os que dividem o teto sem aliança, o otimismo financeiro despenca para a faixa dos 34% aos 40%.

Lazer e consumo: Casados também viajam e gastam mais. Na Geração Z, 31,1% dos casados jantam fora semanalmente - quase o dobro dos 16,8% que apenas moram juntos.

Ambivalência no altar

O estudo ainda detectou um comportamento curioso: embora muitos coabitantes critiquem o casamento - 39,9% dos Millennials nessa situação acham a cerimônia um desperdício de dinheiro -, uma parcela significativa ainda sonha com o altar. Na Geração Z, 19,9% dos que moram juntos planejam ficar noivos ou casar nos próximos 12 meses.

"Os dados não sugerem que morar junto seja uma experiência negativa, mas indicam que a coabitação não apresenta os mesmos resultados associados ao casamento", explica David Eastman, diretor geral da YouGov para a América Latina. Em última análise, o levantamento sinaliza que a formalização da união parece trazer uma percepção de estabilidade e segurança jurídica e emocional que o simples ato de dividir o mesmo teto não consegue replicar, consolidando o casamento como o real divisor de águas no bem-estar do casal. (Com informações da Assessoria de Imprensa - Priscila Assunção)

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