Trindade abre a temporada junina com fé, música e sabor de raiz
"Ninguém faz nada sozinho": a lição de Wender Bodin e dos voluntários que fizeram o "Arraiá do Santíssimo" acontecer
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| "Arraiá do Santíssimo" a todo vapor na noite de sexta-feira (5) |
A sexta-feira (5), marcou o início oficial de uma das épocas mais bonitas do ano em Trindade. As luzes coloridas, as bandeirinhas balançando ao vento e o cheiro de comida típica no ar anunciaram que a temporada das festas juninas chegou, trazendo consigo aquela sensação gostosa de pertencimento e comunidade que as grandes cidades já perderam, mas que aqui resiste com força.
A Praça da Matriz, no coração do centro histórico, ganhou vida nova com o Arraiá da Paróquia do Divino Pai Eterno. Paralelamente, na Igreja do Santíssimo Redentor, no setor Ana Rosa, o "Arraiá do Santíssimo" mostrou que a devoção ao Venerável Padre Pelágio também se faz com alegria e confraternização. Em ambos os pontos, a presença marcante do público provou que o trindadense tem pressa em celebrar suas raízes.
A noite ganhou ritmo e cor com a energia contagiante do grupo Fogo de Palha e os acordes sempre festivos da banda do Zé do Aladim. A música caipira e o arrasta-pé cumpriram o papel de unir gerações, fazendo com que avós, pais e netos dividissem o mesmo espaço de diversão na praça pública.
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| Luciene Paiva e Ana Lúcia (Mães que Oram), Sérgio Vieira e Zé do Aladin, Enzo e Filipe (Pascom). |
Mas o verdadeiro coração dessas festas não está apenas no palco; está nos bastidores. O sucesso da noite passou obrigatoriamente pelas mãos voluntárias que comandaram as barraquinhas de comidas típicas. Movimentos como as Mães que Oram pelos Filhos, Inspiradas por Maria, Instituto Dom e a Pascom deram um show de organização. Mais do que vender canjica, quentão ou pastel, esses grupos do terceiro setor traduzem o que Trindade tem de melhor: a solidariedade e o trabalho comunitário em prol de causas maiores.
Um dos protagonistas da noite no "Arraiá do Santíssimo" foi Wender Bodin, que este ano exerceu a função de festeiro ao lado de sua esposa Keithy, contou com uma equipe de, mais ou menos, 30 colaboradores, missão confiada pelo Padre Valmir, reitor do Santíssimo Redentor. Para Wender, a honra de liderar veio acompanhada de muita humildade. "A gente entende essa missão como mais simbólica, porque somos muito gratos à ajuda de todos os nossos irmãos. Ninguém faz nada sozinho", disse ele, destacando o espírito coletivo que marcou toda a organização do evento.
O festeiro não escondeu a emoção de servir à comunidade e à Igreja na condição de leigo. "A nossa gratidão por cada um que esteve junto com a gente. Agradecemos ao Padre Valmir pela oportunidade de nós, leigos, poder servir ali na reitoria do Santíssimo", afirmou. E já projeta os próximos passos: em julho, a comunidade se reunirá novamente para o Tríduo e a Festa do Santíssimo, com o mesmo grupo de voluntários e o mesmo espírito de doação. "Servir a Deus é muito bom", resumiu Wender, com a simplicidade de quem sabe que o melhor da fé se faz no gesto concreto de estar presente.
As festas juninas na nossa região são mais do que eventos de calendário. Elas funcionam como um espelho do comportamento local, onde a economia de bairro se movimenta, a cultura popular se renova e a fé se manifesta na mesa partilhada. Trindade abriu os festejos de junho lembrando a todos nós que, no fim das contas, o melhor da cidade ainda são as pessoas que a constroem juntos — seja na oração, seja ao redor de uma fogueira.
E será que o público aprovou o evento? Bem, na avaliação de Cristina Ferreira, servidora pública a festa foi excelente, devido a animação, apresentação da quadrilha "Fogo de Palha", a música e principalmente as comidas deliciosas. "Gostei demais da feste desse ano com a minha família presente aqui. Tinha comida gostosa demais, foi muito bonito ver os dançarinos do grupo de quadrilha Fogo de Palha se apresentando, os modão sertanejo do Zé do Aladim. Foi sem defeito e no ano que vem quero estar de volta, se Deus quiser", declarou. (Colaboração: IA Claude - Anthropic)


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