Calçadas ciladas em Trindade

É arriscado para muita gente transitar pelas calçadas cheias de obstáculos da "Capital da Fé"



Quem transita pelas ruas e avenidas de Trindade percebe facilmente como há calçadas ciladas por onde quer que se vá, principalmente na região central. Buracos, pisos irregulares, desníveis, obstáculos de todos os tipos, mercadorias ficam expostas nas portas de casas comerciais, mesas e cadeiras diante de bares e restaurantes, até mesmo muretinha usando meio-fio como base, tudo isso acaba sendo facilmente encontrado pelo caminho de quem precisa se deslocar sobre as calçadas da "Capital da Fé". Nestas condições inclusive a criatura de Deus com a saúde em dia, força e vigor em plena forma deve ficar atenta ao zanzar pelas calçadas da cidade, diga-se. Agora, se a pessoa é portadora de necessidades especiais, com redução da capacidade de locomoção, a coisa fica mesmo muito complicada. Cadeirantes, usuários de bengalas ou muletas se veem com problemas para exercer o direito de ir e vir, constitucionalmente garantido aos "brasileiros e brasileiras", pelas calçadas da "Velha Trindade da Fé e do Amor". A propósito, neste blog já falamos a respeito dos obstáculos que cadeirantes precisam superar diariamente ao se locomover pela cidade, na visão de Germano José Ferreira (70), que fez vídeo enquanto se deslocava pilotando sua cadeira de rodas pelas calçadas da Avenida Manoel Monteiro, no centro de Trindade. O material foi levado ao Ministério Público Estadual, a Prefeitura também ficou sabendo, mas nada na prática mudou e certamente movimentar-se do ponto A para o ponto B, com restrições impostas por deficiência física nesta terra onde viveram Ana Rosa e Constantino Xavier, continua sendo uma espécie de participação involuntária em algo semelhante às "Olimpíadas do Faustão", quadro de programa televisivo das tardes de domingo de outrora, para muita gente. Um sério exercício de superação, tornando um simples deslocamento verdadeiro desafio, aventura de risco considerável. Nossa Senhora! E já teremos a Romaria 2022 no modo presencial, de 24 de junho a 3 de julho, tempo em que as calçadas serão alugadas e se tornarão espaços eminentemente de comércio. A "lei" vigente nessa época bota pedestres andando nas pistas, no meio da rua mesmo, numa disputa de espaço com carros, motos, caminhões, bicicletas e todo tipo de veículos. Às favas esse negócio de mobilidade urbana com segurança, fica então subentendido. "Loucura, loucura, loucura!" Se você, internauta incrédulo, está achando esta notinha exagerada demais, sugerimos deixar seu possante estacionado e bater-pernas por aí, "assuntando" bem a situação. Depois corra aqui e comente o que viu, se puder e quiser, evidentemente. Mas chega, afinal tudo que começa uma hora acaba. Terminemos, ora pois. Até quando isso será assim? Ah, só mesmo Divino Pai Eterno nessa causa! Pronto falei, embora ninguém tenha me perguntado nada a respeito.

Comentários